domingo, 21 de setembro de 2025
Os Treinadores do Remo no Século 21
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
Os Títulos Esportivos do Clube do Remo (1911-1957)
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
Cândido Jucá, o Último dos Moicanos
sexta-feira, 17 de janeiro de 2025
Histórico do Clube do Remo no Campeonato Paraense
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
O Esquecido Campeonato Paraense de 1906
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024
A Fundação do Remo, por José Henrique Danin, o Fundador Número Um
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
Um Pequeno Esboço Para o Almanaque do Leão
1. As Fichas Técnicas foram organizadas da seguinte forma:
Amistoso – Festival do Transviário-PA.
Gols: Geju (8) e Setenta (contra).
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Joaquim de Souza Souzellas (2º Jogo).
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Árbitro: Jaime Pires Neves.
Remo: Veliz; Isan e Jesus; Modesto, Vicente e Cunha; Dilermando, Geju, Palito, Arquimedes e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aristheu; Bria e Athenágoras; Serra, Manuel Pedro e Pedro; Aracati, Farias, Hélio, Guimarães e Soiá.
REMO 2 X 0 TUNA.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 7.125,00.
Árbitro: Jaime Pires Neves.
Remo: Veliz; Isan e Jesus; Modesto, Cunha e Vicente; Itaguary (Monard), Arquimedes, Geju, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Bereco e Conde; Biroba, Oliveira e Canóe; Tidoca (Pinheirense), Carapanã, Campos, Teixeirinha e Paulo.
Gols: Boró (35’/1T e 44’/2T).
REMO 2 X 3 SANTOS-SP.
Amistoso.
Estádio Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 80.000,00.
Árbitro: Durval Valente (SP).
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Jambo e Vicente (Cunha); Itaguary, Arquimedes (Geju), Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Santos: Osni; Artigas e Expedito; Nenê, Dacunto e Ayala; Zeferino, Leonaldo (Maracaí), Caxambu, Adolfrises (Canhoto) e Ruy. Técnico: Abel Picabéa.
Gols: Caxambu (34’/1T), Dilermando (2’/2T), Adolfrises (3’/2T), Geju (20’/2T) e Ruy (35’/2T).
REMO 5 X 0 SANTA CRUZ-PE.
Amistoso.
Estádio Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 22.190,00.
Árbitro: Ten. Padilha.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Manuel Pedro e Jesus; Itaguary, Dilermando, Palito, Geju e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Santa Cruz-PE: Nico, Pedrinho I, Salvador, Guaberinha, Irineu, Palito, Toinho, Pardi, Elói, Dengoso e Edgard. Técnico: Palmeira.
Gols: Palito (3’/1T, 14’/1T, 33’/1T, 17’/2T e 30’/2T).
REMO 6 X 3 SANTA CRUZ DA PEDREIRA-PA.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Árbitro: Dimas Teles.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Manuel Pedro e Vicente; Itaguary (Vavá), Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Santa Cruz da Pedreira-PA: Duca (Gérson); Confusão e Zé Luiz (Macaco); Mariano, Pelado e Geraldo; Redondo, Mindô, 71, Bolacha e Laércio.
Gols: Dilermando, Boró e Palito (2); Macaco e 71 (2).
7 – 02/03/1947.
GUARANY-BA 2 X 2 REMO
Amistoso.
Estádio da Graça – Salvador (BA).
Renda: Cr$ 46.000,00.
Guarany-BA: …Tuta…
Remo: Veliz (Valter), Isan, Modesto, Manuel Pedro, Palito… Técnico: Dimas Teles.
Gols: Palito (1T e 2T) e Tuta (1T e 1T).
Obs.: Antes do jogo foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem a Rubilar.
YPIRANGA-BA 2 X 2 REMO.
Amistoso.
Estádio da Graça – Salvador (BA).
Ypiranga-BA: Heider; Lourinho e Gregório; Jonga, Aluízio (Prazeres) e Raimundo; Cacuá, Tuta, Passarinho (Pequeno), Estanislau e Picolé. Técnico: Dimas Teles.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Manuel Pedro e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró.
Gols: Dedé (28’/1T e 2T), Geju (26’/2T) e Dilermando (28’/2T).
BAHIA 2 X 2 REMO.
Amistoso.
Estádio da Graça – Salvador (BA).
Renda: Cr$ 70.000,00.
Árbitro: Oswaldo Souza.
Bahia: Leça, Baiano, Arnaldo, Pedrinho I, Pedrinho II, Pereira, Luiz (Ivon), Viana, Zé Hugo, Fernando e Tuca.
Remo: Veliz, Isan, Expedito, Modesto, Manuel Pedro, Vicente, Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Gols: Zé Hugo (2); Itaguary (2).
BAHIA 0 X 3 REMO.
Amistoso.
Estádio da Graça – Salvador (BA).
Renda: Cr$ 70.000,00.
Bahia: Lessa; Baiano e Zé Grillo; Pedrinho I, Pedrinho II e Pereira; Luiz Viana, Viana, Zé Hugo, Fernando e Tuta. Técnico: Dante Bianchi.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Manuel Pedro e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Gols: Dilermando (2) e Geju.
Fonte: Ubiratan Brito (BA) e A Vanguarda.
AMÉRICA-PE 1 X 4 REMO.
Amistoso.
Estádio dos Aflitos – Recife (PE).
Renda: Cr$ 30.700,00.
Árbitro: Argemiro Félix/Sherlock (PE).
America-PE: Leça, Deusdedith (Ivanildo), Lucas (Seixas), Galego, Capuxo, Arnaldo, Zezinho, Julinho (Jarbas), Valdeque, Ivaldir e Oséas. Técnico: Barbosa.
Remo: Veliz, Isan, Expedito, Modesto, Manuel Pedro, Vicente, Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Capi.
Gols: Boró (28’/1T), Geju (32’/1T, 13’/2T e 30’/2T) e Jarbas (9’/2T).
12 – 23/03/1947.
Amistoso.
Estádio Ilha do Retiro – Recife (PE).
Renda: Cr$ 34.000,00.
Árbitro: Leon Markman (PE).
Sport-PE: Manuelzinho, Chicão, Zago, Vavá, Alheiros, Arnaldo, Zildo, Carmelo, Amorim, Nelsinho (Paulo, depois Luís) e Rui. Técnico: Munt.
Remo: Veliz, Isan, Expedito, Modesto (Jesus), Manuel Pedro, Vicente, Itaguary, Dilermando, Palito, Geju e Boró. Técnico: Capi.
Gols: Rui (24’/2T) e Carmelo (43’/2T).
NÁUTICO-PE 0 X 1 REMO.
Amistoso.
Estádio dos Aflitos – Recife (PE).
Renda: Cr$ 27.400,00.
Árbitro: Argemiro Félix/Sherlock (PE).
Náutico-PE: Zeca, Ivanildo, Célio, Pitota, Zé Leão, Sidinho, Zeca II, Idimar (Dega), Tará, Alcidesio e Valfredo. Técnico: Iran Inojosa.
Remo: Veliz, Isan, Expedito, Modesto, Manuel Pedro, Vicente, Itaguary, Dilermando, Palito, Geju e Boró. Técnico: Capi.
Gol: Dilermando (37’/2T).
Obs.: Iran Inojosa substituiu Cabelli interinamente no comando técnico do Náutico.
CEARÁ 2 X 1 REMO.
Amistoso.
Estádio Presidente Vargas – Fortaleza (CE).
Renda: Cr$
Árbitro: José Augusto Lopes (CE).
Ceará: Pintado, Valdemar II, Popó, Oséas (Otávio II), Odilon (Andrade), Pereira, Balinha (Pelado), Defeito, Charutinho, Porunga (Antoninho) e Mitotônio. Técnico: Vitório Teixeira.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Manuel Pedro e Vicente; Itaguary, Geju (Quiba), Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Gols: Charutinho (21’/1T e 40’/2T) e Geju (15’/2T).
REMO 1 X 0 UNIÃO SPORTIVA-PA.
Torneio Início 1947.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 43.000,00.
Árbitro: Simão Melul.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Cunha e Vicente; Vavá, Dilermando, Geju, Edmundo e Varela. Técnico: Dimas Teles.
União Sportiva-PA: Lélio; Humberto e Figueira; Paz, Balão e Bernardo; Cotia, Lauro, Diquinho, Acácio e Bibi.
Gol: Geju.
REMO 1 X 0 TRANSVIÁRIO-PA.
Torneio Início 1947.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 43.000,00.
Árbitro: Cirilo Padilha.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Cunha e Vicente; Vavá, Dilermando, Geju, Edmundo e Varela. Técnico: Dimas Teles.
Transviário-PA: Alkindar; Rodrigues e Toribio; Costinha, Humberto e Macaco; Ismael, Babá, Mariano II, Negrito e Coló.
Gol: Expedito.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Torneio Início 1947.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 43.000,00.
Árbitro: Danilo Oliveira.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Cunha e Vicente; Vavá, Dilermando, Geju, Edmundo e Varela. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aluísio; Bria e Jesus; Bassú, Adiramar e Pedro; Hosana, Rivas, Hélio, Guimarães e Soiá.
Expulsões: Isan e Modesto.
Obs.: O Remo venceu nos escanteios por 2 a 0.
REMO 0 X 0 TUNA.
Torneio Início 1947.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 43.000,00.
Árbitro: Cirilo Padilha.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Cunha e Vicente; Vavá, Dilermando, Geju, Edmundo e Varela. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Abaeté e Teodoro; Índio, Expedito e Almiro; Lulu, Paulo, Tidoca, Teixeirinha e Raimundinho.
Obs.: A Tuna venceu nos escanteios por 2 a 1.
REMO 4 X 2 PAYSANDU.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 100.000,00.
Árbitro: Argemiro Félix/Sherlock (PE).
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Cunha e Vicente; Itaguary, Geju (Quiba), Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Simeão; Bria e Jesus; Bendelack, Adiramar e Pedro (Bassú); Hosana, Guimarães (Farias), Hélio, Dengoso e Rivas (Soiá).
Gols: Palito (bicicleta – 3’/1T, 14’/2T e 18’/2T), Dengoso (25’/1T e 29’/2T) e Geju (25’/2T).
REMO 4 X 1 MOTO CLUB-MA.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena – Belém (PA).
Renda: Cr$ 52.000,00.
Árbitro: Cardinho Silva (PA).
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado (Cunha) e Vicente; Itaguary, Geju (Quiba), Palito, Dilermano e Boró.
Moto Club-MA: Rui; Santiago e Carapuça; Sandoval (Galego), Frázio (Rebolo) e Pretinha (Dagmar); Mosquito (Galego), Valentim, Zuza, Pepê e Jaime (Jesus). Técnico: Dimas Teles.
Gols: Palito (29’/1T e 31’/1T), Jaime (4’/2T) e Expedito (penalty – 21’/2T e 35’/2T).
Expulsões: Zuza, Santiago e Rui.
Obs.: O goleiro Rui foi expulso e depois foi preso. O jogo foi suspenso aos 40’/2T, por motivo de fortes chuvas.
REMO WO X TRANSVIÁRIO-PA.
Paraense 1947 – 1º Turno.
Obs.1: O Transviário entregou os pontos do jogo antecipadamente.
Obs.2: Inicialmente, esse jogo estava marcado para dia 01/06, mas o Transviário entregou os pontos e foi jogado o amistoso Remo x Tuna no lugar.
REMO 2 X 1 TUNA.
Amistoso – Torneio Municipal (PA).
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 20.168,00.
Árbitro: Danilo Oliveira.
Remo: Veliz (Valter); Isan e Muniz; Carlos Pereira, Pelado e Vicente; Itaguary, Geju, Palito Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Bereco e Conde; Biroba, Oliveira e Oséas; Carapanã (Raimundinho), Teixeirinha, Tidoca, Andrade e Almiro.
Gols: Itaguary (3’/2T e 42’/2T) e Raimundinho (40’/2T).
Expulsões: Veliz e Boró; Tidoca e Bereco.
REMO 4 X 5 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Adriano Borges.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 50.000,00.
Árbitro: Cirilo Padilha.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente; Itaguary, Quib, Palito, Geju e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aluísio; Bria (Athê) e Jesus; Bendelack, Manuel Pedro e Pedro; Hosana, Aracati (Guimarães, depois Farias), Hélio, Dengoso e Rivas (Soiá).
Gols: Pedro (4’/1T), Rivas (22’/1T), Palito (33’/1T), Hélio (40’/1T), Boró (44’/1T) e Itaguary (11’/2T e 13’/2T), Athê (41’/2T) e Farias (44’/2T).
Expulsões: Itaguary e Dengoso.
REMO 0 X 1 PAYSANDU.
Torneio (PA) – Festival da ACEP.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Árbitro: Danilo de Oliveira.
Remo: …Cunha…
Paysandu: …Taco, Macaco…
Gol: Macaco.
Expulsões: Cunha; Taco.
REMO 5 X 1 TUNA.
Paraense 1947 – 1º Turno.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 20.000,00.
Árbitro: Malcher Filho.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Quiba e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Biroba e Conde; Oséas, Oliveira e Almiro; Badú, Nonato, Coutinho, Teixeirinha e João Magro.
Gols: Teixeirinha (7’/1T), Quiba (39’/1T), Palito (30’/2T e 41’/2T) e Geju (33’/2T e 36’/2T).
REMO 2 X 2 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Adriano Borges.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 40.000,00.
Árbitro: Malcher Filho.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto (Cunha), Pelado e Vicente; Itaguary, Quiba, Palito, Dilermando (Geju) e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aloísio; Bria e Jesus (Athê); Bendelack, Manuel Pedro e Adiramar; Hosana, Aracati, Hélio, Dengoso (Guimarães) e Rivas (Soiá).
Gols: Boró (6’/1T), Itaguary (19’/1T), Hosana (18’/2T) e Modesto (contra – 26’/2T).
REMO 3 X 1 PAYSANDU.
Amistoso – Torneio Municipal.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 40.000,00.
Árbitro: Malcher Filho.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado (Cunha) e Vicente (Carlos Pereira); Itaguary, Quiba (Geju), Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aloísio; Bria e Jesus; Bendelack, Manuel Pedro (Adiramar) e Pedro; Hosana, Aracati (Farias), Hélio, Dengoso (Guimarães) e Soiá. Técnico:
Gols: Dilermando (41’/1T), Boró (7’/2T), Farias (13’/2T) e Palito (18’/2T).
Obs.: O Remo conquistou a Taça Adriano Borges e ganhou mais dois pontos no Torneio Municipal.
REMO 2 X 2 TUNA.
Torneio (PA) – Festival dos Clubes Menores.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 15.000,00.
Árbitro: Abílio Lima.
Remo: Isaac; Isan e Muniz; Édson, Cunha e Carlos Pereira; Itaguary, Carapanã, Geju, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Oséas e Conde; Índio, Nonato e Almiro; Lulu, Raimundinho, Coutinho, Teixeirinha e Paulo.
Gols: Raimundinho, Teixeirinha, Geju, Dilermando.
Obs.: Torneio promovido pelos “clubes menores” da FPD. Pela manhã, venceu o quadro da Aeronáutica, recebendo a Taça Prefeito Municipal de Belém. À tarde, foi formado um combinado com os times da manhã (Aeronáutica, Marinha, Polícia Militar e Exército), que jogou contra o Paysandu e perdeu. Depois, se enfrentaram Remo e Tuna. Quando o jogo já estava na prorrogação, o azulino Isan jogou propositalmente a bola para escanteio, aparentemente por estar desfalcado de vários titulares. A Tuna venceu então nos escanteios por 1 a 0 e foi para a final, ganha pelo Paysandu que recebeu a Taça Governador do Estado.
REMO 7 X 3 JÚLIO CÉSAR-PA.
Paraense 1947 – 1º Turno.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 3.335,00.
Árbitro: Malcher Filho.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Carlos Pereira; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Júlio César-PA: Domingos; Cláudio e Vigiense; Amaro, Ofir (Praxedes) e Esmeraldo; Miranda, Pagé, Praxedes, Badú e Coló. Técnico:
Gols: Geju (15’/1T, 25’/1T e 33’/2T), Palito (18’/1T e 18’/2T), Dilermando (11’/2T), Miranda (20’/2T, 29’/2T e 37’/2T) e Boró (44’/2T).
REMO 1 X 0 MARANHÃO AC.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 40.000,00.
Árbitro: Abílio Lima.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto (Bassú), Pelado e Carlos Pereira; Itaguary (Vavá), Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Maranhão AC: Walter; Erasmo e Cosmo; Mercí, Castelar e Arel; Alberto (Celso), Inaldo, Moura (Toinho), Coelho e Manuelzinho. Técnico: Valdemar Almeida.
Gol: Itaguary (34’/1T).
REMO 3 X 1 PAYSANDU.
Amistoso – Festival do Remo.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 40.000,00.
Árbitro: Abílio Lima.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aloísio; Biroba e Athê; Bendelack (Adir/Adiramar), Manuel Pedro e Pedro; Hosana, Aracati, Hélio (Dengoso), Guimarães e Farias (Zeca). Técnico: Alfredo Gama.
Gols: Geju (14’/1T), Dengoso (11’/2T), Dilermando (14’/2T) e Itaguary (37’/2T).
REMO 4 X 2 TUNA.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 25.000,00.
Árbitro: Cirilo Padilha.
Remo: Veliz; Isan e Muniz; Modesto (Bassú), Pelado (Tião) e Carlos Pereira (Vicente); Itaguary, Quiba, Geju (Palito), Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Bereco e Conde; Oséas (Índio), Nonato e Damasceno; Lulu (Raimundinho), Nequinha, Tidoca, Teixeirinha e Almiro. Técnico:
Gols: Geju (10’/1T e 15’/1T), Almiro (7’/2T), Tidoca (23’/2T), Palito (37’/2T) e Boró (40’/2T).
Expulsão: Nequinha.
Obs.1: Como forma de homenagem por parte do Remo, o Prefeito Rodolfo Chermont apitou os cinco primeiros minutos de jogo, tendo como bandeirinhas os presidentes azulinos e cruzmaltinos, Nestor Bastos e Valdemar Ribeiro, respectivamente. Depois, Chermont entregou o apito à Padilha.
REMO 0 X 1 PAYSANDU.
Amistoso – Festival do Paysandu.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 35.000,00.
Árbitro: Argemiro Félix/Sherlock (FPD-PE).
Remo: Veliz (Isaac); Isan e Expedito; Bassú, Tião (Pelado) e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aloísio; Biroba e Jesus; Pedro, Manuel Pedro e Adiramar (Taco, depois Bendelack); Hosana, Farias, Hélio, Guimarães e Rivas (Aracati). Técnico: Alfredo Gama.
Gol: Hosana (8’/2T).
Expulsões: Veliz; Aracati e Hélio.
REMO 1 X 1 PAYSANDU.
Paraense 1947 – 1º Turno.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 50.000,00.
Árbitro: Argemiro Félix/Sherlock (FPD-PE).
Remo (p): Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu (p): Aloísio; Bendelack e Jesus; Pedro, Adiramar e Taco; Hosana, Farias, Hélio, Guimarães e Rivas. Técnico: Alfredo Gama.
Gols: Dilermando (16’/2T) e Adiramar (44’/2T).
REMO 2 X 0 TUNA.
Amistoso.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 8.576,00.
Árbitro: Ten. Moisés Ferreira.
Remo: Veliz; Isan e Muniz (Expedito); Modesto, Pelado e Vicente (Carlos Pereira); Palito, Tião, Geju (Wilson de Morais), Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó (Picolé); Bereco e Conde; Índio, Nonato e Damasceno; Sátiro (Raimundinho), Nequinha, Tidoca, Teixeirinha e Almiro. Técnico:
Gols: Palito (27’/1T) e Boró (21’/2T).
Expulsão: Damasceno.
REMO 10 X 2 TRANSVIÁRIO-PA.
Paraense 1947 – 2º Turno.
Estádio Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 2.000,00.
Árbitro (p): Simão Melul.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente; Itaguary, Tião, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Transviário-PA: Dico; Rodrigo e 101; Humberto, Areias e Mariano; Tatá, Pinheirense, Jorge, Bola Sete e Negrito.
Gols: Palito (9’/1T e 30’/2T), Tatá (17’/1T), Expedito (22’/1T), Dilermando (37’/1T e 22’/2T), Pelado (contra – 39’/1T), Itaguary (44’/1T e 28’/2T) e Tião (8’/2T, 11’/2T e 29’/2T).
REMO 1 X 1 TUNA.
Paraense 1947 – 2º Turno.
Estádio da Curuzu.
Renda: Cr$ 30.000,00.
Árbitro: Pedro Silva/Doca.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Carlos Pereira; Itaguary, Tião, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Tuna: Dodó; Bereco e Conde; Damasceno, Nonato e Oséas; Raimundinho, Nequinha, Tidoca, Teixeirinha e Almiro.
Gol: Itaguary (2’/2T) e Raimundinho (11’/2T).
TIJUCA-AM 0 X 2 REMO.
Amistoso.
Estádio Parque Amazonense – Manaus (AM).
Renda: Cr$ 30.000,00.
Árbitro: Pedro Sena de Andrade.
Tijuca-AM: Limongi; Darci e Carioca; Dog, Giota e Aurco; Cabral, Paulo, Jessé (Linhares), Mário Orofino (Haroldo) e Pedrinho.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente (Cunha); Itaguary, Palito (Geju), Dilermando, Tião e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Gols: Palito (35’/1T) e Dilermando (2T).
Obs.: O Remo recebeu a Taça Branca de Neve.
Fonte: Jornal do Comércio (AM).
OLÍMPICO-AM 2 X 2 REMO.
Amistoso.
Estádio Parque Amazonense – Manaus (AM).
Árbitro: Pedro Sena de Andrade.
Olímpico-AM: Téo; Aurélio e Caçador; Gato, Gatinho e Dog; Tuta, Silvio, Zé Luiz, Juvenil e Marcílio (Marlo Matos).
Remo: Isaac; Isan e Expedito; Modesto (Bassú), Pelado e Vicente; Itaguary, Tião, Geju, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Gols: Tuta (20’/1T), Sílvio (36’/1T) e Itaguary (39’/1T e 2T).
Expulsão: Tuta.
Obs.: O Remo conquistou a Taça Ganso Azul.
FAST-AM 2 X 7 REMO.
Amistoso. Estádio
Estádio Parque Amazonense – Manaus (AM).
Renda: Cr$ 20.000,00.
Árbitro: Waldir Martins da Silva.
Auxiliares: Pedro Barbosa e Lourival Xavier.
Fast-AM: Limonge; Darcy e Aurélio; Waldemir, Major (Gioia) e Dedé; Fernandinho, Raspada, Paulo, Juvenil (Lafaiete) e Carlito (Zequinha).
Remo: Veliz; Isan e Expedito (Muniz); Modesto (Bassú), Tião (Pelado) e Cunha; Itaguary, Quiba, Geju, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Gols: Dilermando (1T), Geju (25’/1T e 25’/2T), Raspada (33’/1T), Quiba (13’/2T), Itaguary (30’/2T e 43’/2T), Paulo (42’/2T) e Cunha (2T).
NACIONAL-AM 0 X 1 REMO.
Amistoso.
Estádio Parque Amazonense – Manaus (AM).
Renda: Cr$ 50.000,00.
Árbitro (p): Valdir Martins da Silva.
Auxiliares (p): Cleter da Gama Rodrigues e José Pereira Serra.
Nacional-AM: Mota; Darci e Vicente (Caçador); Mariosinho, Caveira e Amaro; Oliveira, Paulo Oneti, Marcos (Ariósto, depois Júlio), Raspada e Enéas (Elizeu).
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Vicente, Tião e Modesto; Itaguary, Dilermando, Palito, Geju e Boró (Quiba). Técnico: Dimas Teles.
Gol: Geju (22’/1T).
42 – 21/12/1947.
REMO 0 X 2 PAYSANDU.
Paraense 1947 – 2º Turno.
Estádio da Antônio Baena/Baenão.
Renda: Cr$ 80.000,00.
Árbitro: Pedro Silva.
Remo: Veliz; Isan e Expedito; Modesto, Pelado e Vicente; Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró. Técnico: Dimas Teles.
Paysandu: Aloísio; Bendelack e Bria; Pedro, Manuel Pedro e Taco; Hosana, Dengoso, Hélio, Guimarães e Soiá.
Gols: Dengoso (35’/2T) e Hélio (40’/2T).
Expulsões: Isan e Modesto.
Obs.: No segundo tempo, o árbitro Pedro Silva marcou falta a favor do Paysandu e expulsou Modesto. Isan foi reclamar e também foi expulso. Diante disso, Dimas Teles ordenou a retirada do time azulino de campo. Pedro Silva ordenou que o time bicolor permanecesse em campo para o cumprimento do tempo regulamentar e autorizou a cobrança de falta. Bria a cobrou e Hélio finalizou de calcanhar para dentro das redes remistas. O Paysandu sagrou-se Pentacampeão Paraense.
- Jornais: O Liberal (PA), A Vanguarda (PA), A Província do Pará, Diário de Pernambuco e Jornal do Comércio (AM).
- Livros: História do Clube do Remo (Ernesto Cruz, 1969) e Re-Pa – O Clássico mais importante do futebol brasileiro (Ferreira da Costa, 2021).
- Colaboradores: Jorginho Neves (PA), Ubiratan Brito (BA), Eugenio Fernandes (CE) e Hugo Saraiva (MA).
domingo, 29 de outubro de 2023
O Primeiro Jogo Internacional
O PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL DO LEÃO FOI CONSEQUÊNCIA DOS DESDOBRAMENTOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Desde 1913, quando começou a jogar futebol, o Remo já realizou milhares de jogos e, dentre eles, estão dezenas de caráter internacional. Nesse aspecto, destacam-se partidas contra alguns grandes times do futebol sulamericano e europeu e até selecionados de outros países. Porém, a primeira vez que o Leão enfrentou uma equipe estrangeira não foi diante de um time de futebol propriamente dito, mas sim de um navio! Essa história envolve até nuances da Primeira Guerra Mundial...
Os conflitos da Primeira Guerra (1914-18) ocorreram na Europa, envolvendo os Aliados — encabeçados pelo Império Britânico e França — e os Impérios Centrais — liderados por Alemanha e Áustria-Hungria. Mas as suas repercussões foram sentidas no mundo inteiro, incluindo o Brasil. Exemplos disso foram os atos de guerra que levaram ao naufrágio de vários navios na costa brasileira durante aquele período — mais de uma dezena! Um deles era o paquete inglês Van Dyck.
Construído em 1911, o Van Dyck foi interceptado em 22/10/1914 pelo cruzador alemão Karlsruhe, próximo a Macapá (AP), quando fazia uma travessia de Buenos Aires (ARG) para Nova York (EUA). As mais de 200 pessoas que estavam à bordo do navio — a maioria ingleses e argentinos — foram realocadas para o navio Asuncion, que havia sido capturado um tempo antes, e transportadas para Belém. Dentre elas, estava o Sr. Sidney King.
King foi responsável por organizar combinado de jogadores do Van Dyck — algo relativamente comum na época, já que o futebol era tratado como uma espécie de lazer entre os funcionários do navio. Ainda assim, por terem origem inglesa, eram naturalmente mais habituados à prática do futebol, sendo portanto um time forte. Tanto é que, segundo o Estado do Pará, de 08/11/1914, eles haviam obtido várias vitórias em Buenos Aires (ARG).
O mesmo jornal anunciou um match-desafio do combinado contra a Seleção Paraense, mas não se sabe se o mesmo foi realizado. Comprovado mesmo foi o jogo contra o Clube do Remo, disputado no dia 10/11/1914, no estádio da firma Ferreira & Comandita (atual Curuzu). Assim, em uma seleta tarde festiva, o campeão paraense deu combate ao time dos ingleses. As escalações eram as seguintes:
• Remo: Bernardino; Infante e Lulu (capitão); Carlito, Macedo e Nahon; Ludgards, Galdino, Antonico, Rubilar e Dudu Silva.
• Van Dyck: James; Ramsey e Backles; King; Donel; Jansen, Hofferman; Gilwary, Cox e Woliman (capitão).
No decorrer da partida, os ingleses — mais habituados com o futebol — começaram atacando, mas encontraram um bom sistema defensivo azulino. Porém, em um desses ataques, o Van Dyck chegou ao seu gol através de um pênalti convertido pelo próprio Sr. King. Entretanto, os azulinos foram valentes e conseguiram o empate através de Galdino ainda no primeiro tempo e só não venceram porque o gol de Rubilar, no segundo, foi anulado pelo juiz Armando Lima. No final, valeu o honroso empate de 1 a 1 diante dos "inventores" do futebol.
terça-feira, 17 de outubro de 2023
A Taça Pará-Rio-São Paulo e a Embrionária Idéia do Campeonato Brasileiro
No final de 1915, Belém vivenciava a proximidade dos festejos dos seus 300 anos — a serem comemorados em 12/01/1916 —, fato que também atingiria o âmbito esportivo. Em suas edições de 28 e 29/11/1915, o jornal Estado do Pará transcreveu matérias passadas dos periódicos cariocas A Noite e A Rua, provavelmente do início do mês de novembro daquele ano, que tratavam sobre o "Festival Pará", uma espécie de evento comemorativo ao tricentenário da capital paraense organizado por membros da bancada paraense do Parlamento Nacional, realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 16/11/1915.
Dentro das matérias estava a mensagem do sportman Ulysses Reymar, de 25/10/1915, direcionada às bancadas carioca e paulista para que prestigiassem o "Festival Pará". O objetivo era angariar recursos para a criação da Taça Pará-Rio-São Paulo, um "prêmio de honra" que, segundo Reymar, "congraçará, em primeira mão, o norte, o centro, e o sul do Brasil, levando ao triumpho a bandeira envolvente da nossa tão desejada unificação dos sports". Para tanto, estariam presentes representantes de importantes instituições esportivas, como a Liga Paraense de Foot-Ball, a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (RJ), a Associação Paulista de Sports Athleticos, a Federação Brasileira das Sociedades de Remo, e grandes clubes, como o Fluminense, o Flamengo, o Vasco, entre outros.
Infelizmente, apesar de toda essa movimentação, a Taça Pará-Rio-São Paulo jamais saiu do papel. Segundo o Estado do Pará, de 30/11/1915, o grande motivo para isso foi a então recente vitória dos paulistas sobre os cariocas por 8 a 0, em 07/11/1915, na decisão da Taça Rio-São Paulo, o que estremeceu as relações entre ambos. E como a disputa da Taça Pará-Rio-São Paulo exigia uma partida "preliminar" entre Rio de Janeiro e São Paulo — cujo campeão enfrentaria o Pará na "final" —, essa situação foi crucial para a não realização da disputa.
Em compensação, entre final de 1915 e início de 1916, o Flamengo-RJ — então bicampeão carioca — esteve no Pará, representando o seu estado, para a disputa de uma sequência de amistosos, contra a Seleção Paraense, Remo e Paysandu — foi nessa ocasião, inclusive, que se deu o primeiro jogo interestadual da história do futebol azulino. No final da série, valendo a Taça Tricentenário de Belém — "substituta" da Taça Pará-Rio-São Paulo —, a valente Seleção Paraense assegurou a sua posse graças ao empate sem gols diante dos cariocas, mostrando como o futebol paraense poderia se equiparar ao eixo.
Pode parecer pretensioso, mas, tomando como base as palavras de Ulysses Reymar, a Taça Pará-Rio-São Paulo/Tricentenário de Belém, pela sua ideia de "congregação inter-regional", apresentava características de um embrionário Campeonato Brasileiro. Isso vai ao encontro à matéria "O grande campeonato Brasileiro de Foot-Ball", da revista Vida Sportiva, de 11/05/1918, assinada por A. Santos, que discorre sobre o crescimento do futebol nos estados do Norte-Nordeste — em especial no Pará, seguido por Pernambuco —, o que subsidiaria a disputa de uma competição com os estados do Sul-Sudeste para se definir o campeão do Brasil. Em outra edição, a Vida Sportiva em matéria intitulada "Qual é o Club Campeão do Brasil?", aborda até um modelo de campeonato regionalizado entre os clubes campeões do "Norte" e os campeões do "Sul".
Um adendo deve ser feito quanto às nomenclaturas regionais. O "Norte", na verdade, diz respeito aos estados do Norte-Nordeste, enquanto que o "Sul" ao Sul-Sudeste. Essa visão dicotômica dividia o mapa futebolístico brasileiro nesses dois grandes eixos e se perpetuaria por décadas à frente.
Outro ponto interessante que merece destaque é que ambos os documentos dão merecido destaque ao Clube do Remo. A hegemonia estadual desde 1913 e o cartaz de "campeão do Norte" desde 1917, o colocavam como a maior força setentrional do país.
Todavia, mais uma vez, nenhuma dessas discussões foi colocada em prática. Provavelmente, isso se deve pelo ideal de superioridade que os centros do "Sul" tinham em relação aos do "Norte", o que reflete-se no desinteresse em realizar um Campeonato Brasileiro de fato. Uma prova disso se deu quando o Paulistano-SP venceu o Torneio dos Campeões Estaduais de 1920, organizado pela Federação Brasileira de Sports — FBS —, sobre Fluminense-RJ e Brasil de Pelotas-RS.
O time paulista foi tratado como "campeão brasileiro", mas isso não foi unanimidade. O jornal Correio da Manhã (RJ), de 30/03/1920, divulgou uma carta de um leitor que assinava como Out-Side, criticando essa competição como representativa de um Campeonato Brasileiro por excluir injustamente os representantes do Norte, novamente destacando os estados de Pará e Pernambuco — fazendo referência inclusive à disputa da Taça Tricentenário de Belém de 1915 —, claramente superiores ao futebol gaúcho — representado no torneio pelo Brasil de Pelotas — naquela época.
Essa visão, de certa forma "egocêntrica" do "Sul", impediu uma precoce integração do futebol brasileiro. Somente com as pioneiras conquistas de Atlético-MG e Bahia, vencedores do Torneio dos Campeões de 1937 e da Taça Brasil de 1959, é que se daria conta que o futebol brasileiro não se restringia apenas a Rio de Janeiro e São Paulo. Quem sabe se esse panorama tivesse mudado antes, lá nos primórdios, quando o futebol paraense era uma potência, a hierarquia nacional não tivesse outra configuração?
FONTES:
- Jornal Correio da Manhã (RJ), 30/03/1920.
- Revista Vida Sportiva (RJ), 11/05/1918 e 22/02/1919.





















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