sexta-feira, 15 de agosto de 2025
Cândido Jucá, o Último dos Moicanos
domingo, 29 de outubro de 2023
O Primeiro Jogo Internacional
O PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL DO LEÃO FOI CONSEQUÊNCIA DOS DESDOBRAMENTOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Desde 1913, quando começou a jogar futebol, o Remo já realizou milhares de jogos e, dentre eles, estão dezenas de caráter internacional. Nesse aspecto, destacam-se partidas contra alguns grandes times do futebol sulamericano e europeu e até selecionados de outros países. Porém, a primeira vez que o Leão enfrentou uma equipe estrangeira não foi diante de um time de futebol propriamente dito, mas sim de um navio! Essa história envolve até nuances da Primeira Guerra Mundial...
Os conflitos da Primeira Guerra (1914-18) ocorreram na Europa, envolvendo os Aliados — encabeçados pelo Império Britânico e França — e os Impérios Centrais — liderados por Alemanha e Áustria-Hungria. Mas as suas repercussões foram sentidas no mundo inteiro, incluindo o Brasil. Exemplos disso foram os atos de guerra que levaram ao naufrágio de vários navios na costa brasileira durante aquele período — mais de uma dezena! Um deles era o paquete inglês Van Dyck.
Construído em 1911, o Van Dyck foi interceptado em 22/10/1914 pelo cruzador alemão Karlsruhe, próximo a Macapá (AP), quando fazia uma travessia de Buenos Aires (ARG) para Nova York (EUA). As mais de 200 pessoas que estavam à bordo do navio — a maioria ingleses e argentinos — foram realocadas para o navio Asuncion, que havia sido capturado um tempo antes, e transportadas para Belém. Dentre elas, estava o Sr. Sidney King.
King foi responsável por organizar combinado de jogadores do Van Dyck — algo relativamente comum na época, já que o futebol era tratado como uma espécie de lazer entre os funcionários do navio. Ainda assim, por terem origem inglesa, eram naturalmente mais habituados à prática do futebol, sendo portanto um time forte. Tanto é que, segundo o Estado do Pará, de 08/11/1914, eles haviam obtido várias vitórias em Buenos Aires (ARG).
O mesmo jornal anunciou um match-desafio do combinado contra a Seleção Paraense, mas não se sabe se o mesmo foi realizado. Comprovado mesmo foi o jogo contra o Clube do Remo, disputado no dia 10/11/1914, no estádio da firma Ferreira & Comandita (atual Curuzu). Assim, em uma seleta tarde festiva, o campeão paraense deu combate ao time dos ingleses. As escalações eram as seguintes:
• Remo: Bernardino; Infante e Lulu (capitão); Carlito, Macedo e Nahon; Ludgards, Galdino, Antonico, Rubilar e Dudu Silva.
• Van Dyck: James; Ramsey e Backles; King; Donel; Jansen, Hofferman; Gilwary, Cox e Woliman (capitão).
No decorrer da partida, os ingleses — mais habituados com o futebol — começaram atacando, mas encontraram um bom sistema defensivo azulino. Porém, em um desses ataques, o Van Dyck chegou ao seu gol através de um pênalti convertido pelo próprio Sr. King. Entretanto, os azulinos foram valentes e conseguiram o empate através de Galdino ainda no primeiro tempo e só não venceram porque o gol de Rubilar, no segundo, foi anulado pelo juiz Armando Lima. No final, valeu o honroso empate de 1 a 1 diante dos "inventores" do futebol.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Aílton, o Predestinado
Em sua vitoriosa carreira, Aílton Ferraz ganhou o apelido de "Predestinado" por ter marcados gols importantes pelos grandes clubes por onde passou. Foi assim no Carioca de 1995, pelo Fluminense-RJ - sim, o do famoso "gol de barriga" de Renato Gaúcho, mas que na súmula foi creditado a Aílton - e no Gaúcho e Brasileiro de 1996 do Grêmio.
Com esse currículo invejável, a sua vinda para o Clube do Remo em 1999, por intermédio de Pedro Minowa, foi vista com muita surpresa no meio futebolístico paraense. Entretanto, durante o campeonato, Aílton sofreu uma séria lesão no joelho que o deixou um tempo longe dos gramados. Ele retornou apenas nas finais contra o Paysandu, marcando o gol do título na vitória de 1 a 0, em 11/07/1999.
Fazendo valer a sua fama, e por tudo o que passara durante a competição, Aílton chegou a declarar anos depois ao programa "Sócio PFC" que esse gol marcou a sua carreira: "eu valorizo bastante esse gol porque eu vim de cirurgia. Eu joguei um jogo antes da final e fui considerado o melhor em campo. No segundo o joelho 'tava muito inchado'. Eu tratei e falei 'eu vou jogar!'. E joguei e fiz o gol do título. Isso ficou marcado na minha carreira pelo momento que estava passando".
Lulu, o Grande "Back" Azulino
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
Antonico, o Pioneiro
Essa foto foi publicada no jornal O Liberal de 27 de março de 1951. À primeira vista, este senhor de idade avançada e com a saúde comprometida pode não chamar a atenção do torcedor azulino. Mas ao pesquisar sobre a história do Remo, tem-se a magnitude da sua importância para o Leão Azul.
Antonio Ribeiro Silva, o Antonico, simplesmente foi o responsável pela implantação do futebol no ainda Grupo do Remo em 1913. Ele fez parte das primeiras linhas de atacantes remistas – os chamados "forwards" na época, tendo marcado mais de 30 gols em um período de escassez de informações, destacando-se tentos pioneiros importantes.
É de sua autoria o primeiro gol oficial do Clube do Remo na história do Campeonato Paraense, na goleada de 4 a 1 sobre o União Sportiva em 14 de julho de 1913. Além disso, ele foi o primeiro atleta azulino a marcar um gol no Re-Pa, no clássico de número um, de 14 de junho de 1914, conforme constatado no jornal Correio de Belém do dia seguinte: "Antonico tira um pontapé fraco para o Grupo do Remo, o que lhe assegura a vitória".
Portanto, não restam dúvida de que Antonico é uma legenda na história do Filho da Glória e do Triunfo, essencial para os momentos iniciais do vitorioso futebol azulino.







