domingo, 22 de março de 2026

Jogos Históricos – Remo 2 x 1 Fluminense-RJ (1975)

 
A Província do Pará, 22/09/1975.

"NA GUERRA DAS MÁQUINAS, A AZUL FOI A MELHOR"

Essa foi a manchete do jornal A Província do Pará após a vitória do Remo sobre o Fluminense-RJ por 2 a 1, no Baenão, em 21/09/1975, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro.

O título fazia referência aos dois timaços que ambos possuíam. O esquadrão remista, tricampeão paraense invicto (1973/74/75), era conhecido como a "Máquina Azul". Já a "Máquina Tricolor" do Fluminense seria bicampeã carioca (1975/76).

A expectativa também era alta pela presença de Rivelino, tricampeão do mundo pela Seleção Brasileira. Mas quem brilhou naquele dia foi Alcino, o maior ídolo azulino, autor dos dois gols da vitória, de virada.

Enquanto isso, como o próprio jornal reportou, Riva daria o seu show à parte – mas de indisciplina. Não concordando com a não marcação de um pênalti, o craque tricolor partiu para cima do árbitro Armando Marques e foi expulso. Terminada a partida, tentou novamente agredir o juiz.

As Máquinas ainda fariam grandes campanhas naquela competição. Porém, prevaleceu a sensação de que ambos poderiam ter ido mais longe.

FICHA DO JOGO

21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: Cr$ 277.133,00.
Árbitro: Armando Marques.
Assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Raimundo Nonato de Sousa.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Zé Lima, Alcino (Caíto), Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Fluminense-RJ: Nielsen; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto (Cléber) e Zé Mário; Gil (Zé Roberto). Manfrini (Gil), Rivelino e Mário Sérgio. Técnico: Jair Rosa Pinto.
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).
Expulsões: Rivelino e Toninho.

terça-feira, 10 de março de 2026

Retrospecto – Remo x Fluminense-RJ

Remo 2 x 1 Fluminense-RJ em 1975 – Foto: A Província do Pará.

ESTATÍSTICAS GERAIS 

12 jogos.
1 vitória.
5 empates.
6 derrotas.
9 gols pró.
27 gols contra.

JOGOS VÁLIDOS

20/01/1946.
REMO 0 X 4 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Renda: Cr$ 99.000,00.
Árbitro: Grilo Padilha.
Remo: Alderi; Expedito e Jesus; Modesto, Jambo (Rubens) e Vicente; Bendelack, Arquimedes, Geju, Manolo (Capi) e Itaguary (Boró). Técnico: Floriano Rodrigues.
Fluminense-RJ: Batatais (Alfredo); Afonsinho e Haroldo; Rato (Amauri), Pascoal (Mirinho) e Bigode; Pinhegas, Simões (Orlando), Geraldino, Nandinho e Murilinho. Técnico: Gentil Cardoso.
Gols: Orlando (7’/2T e 39’/2T), Pascoal (25’/2T) e Geraldino (37’/2T).

27/01/1946.
REMO 2 X 2 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Público: 4.786.
Renda: Cr$ 21.000,00.
Árbitro: Evandro Almeida.
Remo: Isaac; Isan e Expedito; Modesto, Jambo e Vicente; Silvio, Arquimedes, Geju (Itaguary), Dilermando e Manolo. Técnico: Ten. Floriano Rodrigues.
Fluminense-RJ: Batatais (Robertinho); Afonsinho e Haroldo; Rato, Mirinho e Pascoal (Bigode); Murilinho, Simões, Geraldino, Nandinho e Rodrigues (Orlando). Técnico: Gentil Cardoso.
Gols: Geraldino (21’/1T), Simões (8’/2T), Manolo (13’/2T) e Jambo (19’/2T).

08/01/1958.
REMO 0 X 3 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza.
Renda: Cr$ 240.270,00.
Árbitro: Otávio Jorge dos Santos.
Assistentes: Aprigio Oliveira e Manoel Moura.
Remo: Smith; Ribamar e Ribeiro; Isaías (Capivara); Socó e Olinto; Dudinha (Sinhô), Quarenta, Quiba (Sessenta), Edson (Afonso) e Santo Antônio. Técnico: Veliz.
Fluminense-RJ: Castilho (Victor Gonzalez); Cacá (Ivan), Roberto e Pino (Jair Santana); Clóvis e Altair (Paulo); Telê, Léo (Breno), Valdo (Osvaldo), Robson (Jair Francisco) e Escurinho. Técnico: Sylvio Pirillo.
Gols: Léo (21’/1T), Jair Francisco (7’/2T) e Telê (32'/2T).

14/06/1959.
REMO 1 X 6 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza. 
Renda: Cr$ 368.760,00.
Árbitro: Orlando Pinto.
Remo: Smith (Piedade); Olinto e Ribeiro; Mangaba (Isaías), Socó e Baiano: Jorge de Castro, Zezinho (Câmara), Jota Alves, Sessenta e Dudinha. Técnico: Dengoso.
Fluminense-RJ: Castilho (Victor González); Jair Marinho, Pinheiro, Paulo e Altair: Edmílson (Jair Santana) e Telê (Paulinho Omena); Maurinho, Waldo (Wilson Baurú), Jair Francisco (Bira) e Escurinho (Almir). Técnico: Zezé Moreira.
Gols: Dudinha (30’/2T); Jair Francisco (34’/1T, 45’/1T, 8’/2T e 16’/2T), Telê (3’/2T) e Wilson Baurú (43’/2T).

28/04/1963.
REMO 1 X 5 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Renda: Cr$ 1.418.000,00.
Árbitro: Sena Muniz.
Remo: Asas (François); Ailso (Pedro Buna) e Ribeiro; Milton, Socó e Edílson; Zé Ilídio, Waldir, Waldeney (Chico); Zé Luiz e Chaminha. 
Fluminense-RJ: Castilho (Márcio); Odair (Roberto) e Procópio; Edmílson, Wilson (Pari) e Nonô; Maurinho (Calazans), Rodrigo, Manuel, (Ubiraci); Gonçalo (Joaquinzinho) e Escurinho (Waldir).
Gols: Walmir (27’/1T); Rodrigo (5’/1T e 25’/1T), Manoel (31’/1T), Joaquinzinho (13’/2T) e Edmílson (19’/2T). 

01/05/1966.
REMO 1 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Torneio Interestadual de Belém (PA) 1966.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 18.920.000,00.
Árbitro: Antônio Santos (PA). 
Remo: Balbino (François); Ribeiro, Socó, Casemiro e Edílson; Zé Luiz (Assis) e Beto; Neves, Rangel (Alonso), Zezé e Chaminha. Técnico: Antoninho.
Fluminense-RJ: Edson Borracha; Oliveira, Valdez, Riva e Bauer; Alves (Roberto Pinto) e Elizeu (Jardel); Mário (Cebira), Amoroso, Lula (Mário) e Gilson Nunes. Técnico: Tim.
Gols: Afonso (40’/1T); Lula (15’/1T).

29/11/1972.
REMO 0 X 0 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1972.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 122.388,00.
Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschilla.
Remo: Dico; Nelinho, Mendes, Dutra e Cuca; Silva e Hertz (Tito); Copeu, Caíto, Roberto e Neves (Peri). Técnico: François Thym.
Fluminense-RJ: Félix, Toninho, Silveira, Assis (Abel), Marco Antônio, Denílson, Rubem Galaxie (Didi), Serginho, Adilton, Jair e Lula. Pinheiro.

27/04/1974.
REMO 1 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1974.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 109.585,00.
Árbitro: Dulcídio Boschilia.
Assistentes: Francisco Prieto e Manoel Francisco de Oliveira.
Remo: Gelson; Rosemiro, Flávio, Queirós e Cuca; Russo e Nena; Luizinho (Caíto), Alcino, Roberto e Rodrigues. Técnico: François Thym.
Fluminense-RJ: Félix; Marinho, Abel, Assis e Casagrande; Andreotti e Gérson; Cafuringa (Moacir), Abel, Manfrini e Rubens Galaxe.  
Gols: Roberto (1T); Gil (1T).

21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: Cr$ 277.133,00.
Árbitro: Armando Marques.
Assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Raimundo Nonato de Sousa.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Zé Lima, Alcino (Caíto), Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Fluminense-RJ: Nielsen; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto (Cléber) e Zé Mário; Gil (Zé Roberto). Manfrini (Gil), Rivelino e Mário Sérgio. Técnico: Jair Rosa Pinto.
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).
Expulsões: Rivelino e Toninho.

09/05/1978.
FLUMINENSE-RJ 1 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1978.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Público: 3.012 (pagantes).
Renda: Cr$ 71.235,00.
Árbitro: Luís Herman Torres (RS).
Fluminense-RJ: Wendell, Edevaldo, Dario, Carlinhos, Marinho, Rubens Galaxie, Pintinho, Luís Carlos (Robertinho), Gildásio, Gilson e Zezé. 
Remo: Dico, Marinho, Dutra, Darinta, Luís Florêncio, Aderson, Mareco, Humberto (Bebeto), Bira, Alexandre e Leônidas.  
Gol: Gildásio (18’/2T).
Cartão Amarelo: Luís Florêncio.

18/09/1986.
REMO 1 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1986.
Estádio Alacid Nunes/Mangueirão.
Público: 17.688 (pagantes).
Renda: Cz$ 296.410,00.
Árbitro: Gilson Ramos Cordeiro (PE).
Assistentes: José Vanderley (PE) e Luiz José Jesus (PE).
Remo: Juranir; Jair (Paulinho), Pagani, Luís Augusto e Zezinho; Toninho Silva, Mesquita e Zé Mário; Camargo, Dadinho e Careca. Técnico: Paulo Mendes.
Fluminense: Paulo Vítor; Leomir, Vica, Ricardo Gomes e Eduardo; Jandir, Alberto Félix e Renê Weber (Wilsinho); Édson Mariano, Washington e Valbert. Técnico: Antônio Lopes.
Gols: Pagani (13’/2T); Valbert (38’/2T).
Cartões Amarelos: Mesquita, Camargo e Toninho Silva; Leomir.

12/03/2026.
REMO 0 X 2 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 22.995 (pagantes) / 26.528 (presentes).
Renda: R$ 1.292.410,00.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Tiago Gomes da Silva (GO).
VAR: Jose Claudio Rocha Filho (SP).
Remo: Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Tchamba e Sávio; Leonel Picco (Patrick), Patrick de Paula (Zé Ricardo) e Vitor Bueno; Yago Pikachu (Nico Ferreira), Alef Manga (Rafael Monti) e João Pedro (Jajá). Técnico: Léo Condé.
Fluminense-RJ: Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê; Martinelli (Alisson), Hércules (Otávio) e Lucho Acosta (Serna); Savarino, Canobbio (Soteldo) e John Kennedy (Castillo). Técnico: Luis Zubeldía.
Gols: John Kennedy (15’/1T) e Canobbio (17’/2T).
Cartões Amarelos: João Pedro e Patrick de Paula; Hércules.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Evolução Histórica da Liderança do Clássico Re-Pa


Arte: Tiago Santos.

Desde que venceu os dois primeiros Re-Pa’s da história, válidos pelo Campeonato Paraense de 1914, o Remo estabeleceu uma hegemonia quase absoluta no retrospecto histórico do clássico mais disputado do futebol mundial. Dos 112 anos de disputa, em 101 o Rei da Amazônia manteve a liderança das estatísticas gerais do clássico.

Nos anos que se sucederam o primeiro clássico, o Remo estabeleceu uma sequência de sete títulos estaduais (1913-1919), chegando a uma vantagem de seis vitórias de diferença em 1920 (12 x 6), que permaneceu até 1925 (22 x 16). O Paysandu passa a equilibrar as ações e a ganhar terreno, até que em 1932 empata no número de vitórias (34 x 34). O Remo assumiu muito brevemente a liderança em 1933 (37 x 36), voltando à igualdade em 1934 (39 x 39).

Depois disso, nunca mais um ano terminou empatado na briga pela liderança das vitórias. O Remo voltou a crescer, chegando a oito triunfos de diferença em 1940 (55 x 47). Porém, é na década de 40 que o Leão Azul vive o seu maior jejum de títulos, enquanto que o rival emplaca um pentacampeonato em 1947. Isso reflete no maior período consecutivo de liderança bicolor no Re-Pa (nove anos, entre 1943 e 1948), com pico de nove vitórias de vantagem em 1945 (73 x 64).

A resposta azulina é avassaladora. Em dois anos (1948 e 1949), o Remo venceu 12 clássicos contra apenas dois dos adversários, reassumindo a liderança em 1949 (82 x 80), que perdura por mais de duas décadas, com pico de 10 vitórias de diferença em 1960 (123 x 113) e 1961 (127 x 117). Porém, o Paysandu consegue ultrapassar o Remo em 1970 (156 x 153) ano em que conseguiu emplacar o seu maior tabu (13 jogos).

Essa nova vantagem alvi-azul é efêmera, durando apenas três anos, até 1972. É então que o Remo estabelece a sua real dominância sobre o rival. Aplicando os maiores tabus da história do clássico (24 jogos entre 1973 e 1975 e 33 jogos entre 1993 e 1997), o Remo aumenta vertiginosamente a sua discrepância em relação ao seu rival, chegando ao máximo de 32 vitórias em 1997 e desde então sempre mantendo uma boa margem de diferença nas estatísticas gerais do clássico, cuja liderança já dura mais de 50 anos ininterruptos.

EVOLUÇÃO ANUAL DAS VITÓRIAS 

Legenda: Ano – Vitórias no Ano – Líder de Vitórias no Ano (Diferença de Vitórias).

1914 – 2 x 0 – REMO (+2)
1915 – 3 x 2 – REMO (+1)
1916 – 4 x 2 – REMO (+2)
1917 – 5 x 2 – REMO (+3)
1918 – 7 x 2 – REMO (+5)
1919 – 9 x 4 – REMO (+5)
1920 – 12 x 6 – REMO (+6)
1921 – 13 x 7 – REMO (+6)
1922 – 16 x 11 – REMO (+5)
1923 – 18 x 12 – REMO (+6)
1924 – 20 x 14 – REMO (+6)
1925 – 22 x 16 – REMO (+6)
1926 – 24 x 19 – REMO (+5)
1927 – 26 x 21 – REMO (+5)
1928 – 27 x 22 – REMO (+5)
1929 – 30 x 28 – REMO (+2)
1930 – 33 x 31 – REMO (+2)
1931 – 34 x 33 – REMO (+1)
1932 – 34 x 34 – EMPATE (0)
1933 – 37 x 36 – REMO (+1)
1934 – 39 x 39 – EMPATE (0)
1935 – 41 x 40 – REMO (+1)
1936 – 43 x 42 – REMO (+1)
1937 – 43 x 42 – REMO (+1)
1938 – 46 x 44 – REMO (+2)
1939 – 52 x 46 – REMO (+6)
1940 – 55 x 47 – REMO (+8)
1941 – 57 x 51 – REMO (+6)
1942 – 59 x 56 – REMO (+3)
1943 – 59 x 64 – PAYSANDU (+5)
1944 – 62 x 68 – PAYSANDU (+6)
1945 – 64 x 73 – PAYSANDU (+9)
1946 – 67 x 74 – PAYSANDU (+7)
1947 – 70 x 78 – PAYSANDU (+8)
1948 – 75 x 79 – PAYSANDU (+4)
1949 – 82 x 80 – REMO (+2)
1950 – 86 x 83 – REMO (+3)
1951 – 88 x 85 – REMO (+3)
1952 – 92 x 86 – REMO (+6)
1953 – 97 x 90 – REMO (+7)
1954 – 101 x 93 – REMO (+8)
1955 – 105 x 96 – REMO (+9)
1956 – 110 x 101 – REMO (+9)
1957 – 114 x 105 – REMO (+9)
1958 – 116 x 110 – REMO (+6)
1959 – 118 x 112 – REMO (+6)
1960 – 123 x 113 – REMO (+10)
1961 – 127 x 117 – REMO (+10)
1962 – 127 x 121 – REMO (+6)
1963 – 129 x 123 – REMO (+6)
1964 – 134 x 128 – REMO (+6)
1965 – 140 x 131 – REMO (+9)
1966 – 142 x 139 – REMO (+3)
1967 – 147 x 142 – REMO (+5)
1968 – 151 x 144 – REMO (+7)
1969 – 153 x 149 – REMO (+4)
1970 – 153 x 156 – PAYSANDU (+3)
1971 – 156 x 160 – PAYSANDU (+4)
1972 – 162 x 163 – PAYSANDU (+1)
1973 – 166 x 164 – REMO (+2)
1974 – 172 x 164 – REMO (+8)
1975 – 177 x 164 – REMO (+13)
1976 – 179 x 169 – REMO (+10)
1977 – 182 x 174 – REMO (+8)
1978 – 185 x 174 – REMO (+11)
1979 – 187 x 177 – REMO (+10)
1980 – 188 x 180 – REMO (+8)
1981 – 190 x 183 – REMO (+7)
1982 – 193 x 187 – REMO (+6)
1983 – 197 x 189 – REMO (+8)
1984 – 202 x 191 – REMO (+11)
1985 – 204 x 193 – REMO (+11)
1986 – 208 x 194 – REMO (+14)
1987 – 208 x 197 – REMO (+11)
1988 – 209 x 200 – REMO (+9)
1989 – 212 x 201 – REMO (+11)
1990 – 215 x 204 – REMO (+11)
1991 – 217 x 206 – REMO (+11)
1992 – 220 x 210 – REMO (+10)
1993 – 226 x 210 – REMO (+16)
1994 – 230 x 210 – REMO (+20)
1995 – 233 x 210 – REMO (+23)
1996 – 238 x 210 – REMO (+28)
1997 – 243 x 211 – REMO (+32)
1998 – 243 x 214 – REMO (+29)
1999 – 248 x 218 – REMO (+30)
2000 – 250 x 222 – REMO (+28)
2001 – 250 x 225 – REMO (+25)
2002 – 251 x 226 – REMO (+25)
2003 – 251 x 227 – REMO (+24)
2004 – 253 x 227 – REMO (+26)
2005 – 253 x 229 – REMO (+24)
2006 – 255 x 230 – REMO (+25)
2007 – 256 x 230 – REMO (+26)
2008 – 259 x 230 – REMO (+29)
2009 – 261 x 231 – REMO (+30)
2010 – 262 x 232 – REMO (+30)
2011 – 263 x 232 – REMO (+31)
2012 – 263 x 234 – REMO (+29)
2013 – 266 x 236 – REMO (+30)
2014 – 267 x 239 – REMO (+28)
2015 – 269 x 241 – REMO (+28)
2016 – 269 x 243 – REMO (+26)
2017 – 270 x 244 – REMO (+26)
2018 – 274 x 244 – REMO (+30)
2019 – 274 x 247 – REMO (+27)
2020 – 276 x 250 – REMO (+26)
2021 – 279 x 250 – REMO (+29)
2022 – 280 x 251 – REMO (+29)
2023 – 281 x 254 – REMO (+27)
2024 – 281 x 255 – REMO (+26)
2025 – 283 x 257 – REMO (+26)