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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Retrospecto – Remo x Clubes do G12

ESTATÍSTICAS GERAIS

169 jogos.
30 vitórias.
44 empates.
95 derrotas.
150 gols pró. 
315 gols contra.

AS VITÓRIAS AZULINAS

Atlético-MG (2)

Remo 2 x 1 Atlético-MG em 2006 – Foto: Fernando Araújo / O Liberal.

12/04/1994.
REMO 2 X 1 ATLÉTICO-MG.
Copa do Brasil 1994.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Mauro (24’/1T) e Almir (36’/2T); Renato Gaúcho (14’/1T).

16/09/2006.
REMO 2 X 1 ATLÉTICO-MG.
Campeonato Brasileiro Série B 2006.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Landu (35’/1T) e Zé Soares (5’/2T); Rôni (41’/1T).

Botafogo-RJ (6)

Botafogo-RJ 1 x 2 Remo em 2001.

10/11/1976.
REMO 2 X 0 BOTAFOGO-RJ.
Torneio Ministro Ney Braga (PA-AM-RJ) 1976.
Estádio Vivaldo Lima/Vivaldão – Manaus (AM).
Gols: Zezinho (31’/1T) e Dutra (41’/1T).

21/11/1976.
REMO 1 X 0 BOTAFOGO-RJ.
Torneio Ministro Ney Braga (PA-AM-RJ) 1976.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gol: Feitosa (1’/2T).

04/04/2001.
REMO 2 X 1 BOTAFOGO-RJ.
Copa do Brasil 2001.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Zezinho (29’/1T e 17’/2T); Alexandre Gaúcho (19’/2T).

11/04/2001.
BOTAFOGO-RJ 1 X 2 REMO.
Copa do Brasil 2001.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Gols: Valdson (27'/2T); Vélber (6'/1T) e Cametá (22'/2T).

11/10/2003.
REMO 3 X 2 BOTAFOGO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série B 2003.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Gian (7’/2T e 43’/2T) e Valdomiro (30’/2T); Sandro (32’/2T) e Camacho (41’/2T).

02/05/2026.
BOTAFOGO-RJ 1 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Nilton Santos – Rio de Janeiro (RJ).
Gols: Ferraresi (13'/1T); Alef Manga (24'/2T) e Jajá (46'/2T).

Corinthians-SP (3)

Remo 2 x 1 Corinthians-SP em 1975 – Foto: A Província do Pará.

02/10/1975.
REMO 1 X 0 CORINTHIANS-SP.
Campeonato Brasileiro Série A 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gol: Mesquita (10’/1T).

19/03/1980. 
REMO 1 X 0 CORINTHIANS-SP. 
Campeonato Brasileiro Série A 1980.
Estádio Alacid Nunes/Mangueirão.
Gol: Jaci (3’/2T).

12/04/2023. 
REMO 2 X 0 CORINTHIANS-SP. 
Copa do Brasil 2023. 
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Richard Franco (12'/1T) e Muriqui (15'/2T). 

Cruzeiro-MG (7)

Cruzeiro-MG 1 x 5 Remo – Foto: O Liberal.

13/11/1977.
REMO 4 X 0 CRUZEIRO-MG.
Campeonato Brasileiro Série A 1977.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Bira (12’/1T, 4’/2T e 38’/2T) e Mareco (38’/1T).

21/08/1994.
REMO 2 X 1 CRUZEIRO-MG.
Campeonato Brasileiro Série A 1994.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Wander e Almir; Toninho Cerezzo.

11/09/1994.
CRUZEIRO-MG 0 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1994.
Estádio Governador Magalhães Pinto/Mineirão – Belo Horizonte (MG).
Gol: Helinho (25'/2T).

13/11/1994.
CRUZEIRO-MG 1 X 5 REMO
Campeonato Brasileiro Série A 1994.
Estádio Governador Magalhães Pinto/Mineirão – Belo Horizonte (MG).
Gols: Mário Tilico (21’/2T); Helinho (22’/1T, 29’/1T, 11’/2T e 44’/2T) e Cuca (18’/2T).

20/07/2021.
REMO 1 X 0 CRUZEIRO-MG.
Campeonato Brasileiro Série B 2021.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gol: Victor Andrade (22’/1T).

28/10/2021.
CRUZEIRO-MG 1 X 3 REMO.
Campeonato Brasileiro Série B 2021.
Estádio Raimundo Sampaio/Independência – Belo Horizonte (MG).
Gols: Eduardo Brock (45’/1T); Anderson Uchoa (39’/1T), Jefferson (42’/2T) e Ronald (48’/2T).

19/04/2022.
REMO 2 X 1 CRUZEIRO-MG.
Copa do Brasil 2022.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Willian Oliveira (contra – 25’/2T) e Daniel Felipe (32’/2T); Rodolfo (20’/2T).

Flamengo-RJ (3)

Flamengo-RJ 1 x 2 Remo em 1975 – Foto: Arquivo / Agência O Globo.

17/09/1972.
REMO 1 X 0 FLAMENGO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1972.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Gol: Roberto (5’/1T).

21/10/1973.
REMO 2 X 1 FLAMENGO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1973.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Rodrigues (33’/1T) e Caíto (47’/2T); Zico (35’/2T).

25/10/1975.
FLAMENGO-RJ 1 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1975.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Gols: Zico (43’/1T); Alcino (34’/1T) e Mesquita (3’/2T).

Fluminense-RJ (1)

Remo 2 x 1 Fluminense-RJ – Foto: A Província do Pará.

21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).

Grêmio-RS (0)

Nunca ganhou.

Internacional-RS (2) 

Remo 1 x 0 Internacional-RS em 2003 – Foto: Diário do Pará.

04/05/1974.
REMO 1 X 0 INTERNACIONAL-RS.
Campeonato Brasileiro Série A 1974.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gol: Rodrigues (24’/2T).

19/03/2003.
REMO 1 X 0 INTERNACIONAL-RS.
Copa do Brasil 2003.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gol: Irituia (2'/1T).

Palmeiras-SP (2)

Remo 3 x 0 Palmeiras-SP em 1978 – Foto: A Província do Pará.

29/01/1978.
REMO 3 X 0 PALMEIRAS-SP.
Campeonato Brasileiro Série A 1977.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Mesquita (23’/1T) e Bira (12’/2T e 23’/2T).

26/07/2003.
REMO 2 X 1 PALMEIRAS-SP.
Campeonato Brasileiro Série B 2003.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Valdomiro (33'/1T) e Gian (1'/2T); Pedrinho (28’/1T).

São Paulo (1)

Remo 1 x 0 São Paulo em 2026 – Foto: Thiago Gomes / O Liberal.

31/05/2026.
REMO 1 X 0 SÃO PAULO.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gol: Marcelinho (48’/2T).

Santos-SP (0)

Nunca ganhou.

Vasco-RJ (3)

Remo 2 x 1 Vasco-RJ em 1975 – Foto: A Província do Pará.

29/10/1975.
REMO 2 X 0 VASCO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Ivanir (13’/1T e 30’/2T).

27/05/1980.
REMO 4 X 2 VASCO-RJ.
Amistoso.
Estádio Estadual Alacid Nunes/Mangueirão.
Gols: Paulinho (40’/1T), Bebeto (11’/2T), Marcelino (9’/2T) e Darinta (34’/2T); Roberto Dinamite (31’/2T e 39’/2T).

13/08/2021.
REMO 2 X 1 VASCO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série B 2021.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Renan Gorne (14’/1T) e Romércio (26’/1T); Sarrafiore (31’/1T).

sábado, 23 de maio de 2026

Jogos Históricos – Remo 2 x 1 Athletico-PR (Série B 2025)

 
Remo 2 x 1 Athletico-PR – Foto: Fernando Torres/AGIF.

Na noite de 9 de outubro de 2025, o Clube do Remo deu combate ao Athletico-PR no estádio Evandro Almeida, o Baenão, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B daquele ano. 

O Remo estava iniciando a sua arrancada histórica rumo ao acesso à Série A de 2026, vindo de duas vitórias – CRB-AL dentro de casa (4 x 2) e Operário-PR fora (1 x 0) – ocupando naquele momento a nona posição, com 45 pontos.

Porém, apesar do nascente crescimento azulino e o apoio maciço do Fenômeno Azul que compareceu em ótimo número no Baenão, o desafio era imenso. Apesar de ter perdido na rodada anterior para o homônimo goiano, antes o Athletico havia estabelecido uma sequência de sete vitórias seguidas, que o colocaram na quarta posição, com 48 pontos. Pesava ainda, contra o Leão Azul, o fato de nunca ter vencido o adversário paranaense na história até então.

Os primeiros minutos de jogo foram marcados por jogadas rápidas de ambos os times. Porém, era o Furacão que chegava com maior perigo, inclusive marcando um gol por intermédio de Viveiros, o grande nome do time paranaense, mas que foi anulado por impedimento.

O Remo passou a equilibrar mais as ações, até que no final do primeiro tempo, aos 45 minutos, o lateral direito Marcelinho apareceu como elemento surpresa no costado da defesa atleticana, aproveitou um lindo lançamento do zagueiro Kayky Almeida, e empurrou a bola para o fundo das redes, inaugurando o placar.

Marcelinho – Foto: Fernando Torres/AGIF.

No segundo tempo, o Athletico foi em busca do empate, enquanto a estratégia do Remo era aproveitar os contra-ataques. Assim como na etapa inicial, mais uma vez o time rubro-negro teve um gol anulado por impedimento. Mas aos 19 minutos, Dudu, valendo-se do rebote da zaga remista, mandou uma “bomba” sem chances para Marcelo Rangel, gol que dessa vez foi validado.

Felizmente, não demorou muito para a resposta azulina. Oito minutos depois, após cruzamento de Marcelinho, Caio Vinícius mergulhou na entrada da área paranaense e, de cabeça, colocou a bola no ângulo, sem chances para o goleiro adversário, explodindo o Fenômeno Azul.

Caio Vinícius – Foto: Fernando Torres/AGIF.

Mais tarde, o Remo ainda teria um pênalti ao seu favor que Pedro Rocha, o artilheiro azulino, desperdiçou, dando contornos de dramaticidade à partida. Todavia, após longos minutos de tensão, veio o apito final e a confirmação do grande triunfo remista. 

Sob as bênçãos de Nossa Senhora de Nazaré, o Remo desfez o pacto atleticano, pôs fim ao tabu histórico e seguiu firme em busca da elite nacional.

FICHA TÉCNICA 

09/10/2025.
REMO 2 X 1 ATHLETICO-PR.
Campeonato Brasileiro Série B 2025 – 2º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 7.368 (pagantes) / 9.242 (presentes).
Renda: R$ 552.270,00.
Árbitro: Afro Rocha de Carvalho Filho (PB).
Assistentes: Luis Filipe Goncalves Correa (PB) e Schumacher Marques Gomes (PB).
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ).
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Klaus, Kayky Almeida (Tassano) e Sávio (Jorge); Caio Vinícius, Nathan Camargo (Pedro Castro) e Panagiotis Tachtsidis (Nathan); Diego Hernández (Pedro Rocha), Nico Ferreira e João Pedro. Técnico: Guto Ferreira.
Athletico-PR: Santos; Benavídez, Aguirre, Arthur Dias e Fernando (Léo Derik); Felipinho, Zapelli (Kevin Velasco) e Patrick (Dudu); Steven Mendonza (Leozinho), Luiz Fernando (Alan Kardec) e Kevin Viveros. Técnico: Odair Hellmann.
Gols: Marcelinho (45’/1T) e Caio Vinícius (27’/2T); Dudu (19’/2T).
Cartões Amarelos: Marcelinho e Tassano; Steven Mendoza, Kevin Velasco, Kevin Viveros e Aguirre.

sábado, 9 de maio de 2026

Jogos Históricos – Remo 3 x 0 Palmeiras-SP (1978)

 
Lance do gol de Mesquita – Foto: A Província do Pará.

No dia 29 de janeiro de 1978, o Clube do Remo estreou na fase final da Série A do Campeonato Brasileiro de 1977, na época chamado de Copa Brasil. Realizando uma grande campanha – provavelmente a melhor de um time paraense na elite –, o Filho da Glória e do Triunfo aspirava uma vaga entre os quatro semifinalistas do “Copão”.

O adversário era o Palmeiras-SP, que vinha de uma sequência de 13 jogos invicto na competição. O Alviverde possuía um elenco recheado de jogadores aspirantes à Seleção Brasileira, como Beto Fuscão, Marinho, Jorge Mendonça e, principalmente, Leão, que seria o goleiro titular do Brasil na Copa do Mundo de 1978.

Mesmo diante de todo esse cartaz, o Remo sempre se mostrou superior durante a partida. Diante de 27.888 pessoas – um dos maiores públicos da história do Baenão –, o Leão Azul deu um verdadeiro show de bola, vencendo por 3 a 0, em ritmo de treino, com gols de Mesquita aos 23 minutos do primeiro tempo e Bira aos 12 e 23 minutos do segundo. 

Além dos óbvios três pontos, a vitória também serviu para o Remo reafirmar o seu valor como um dos bons times do campeonato. Vale lembrar que quando os azulinos haviam goleado o Cruzeiro-MG por 4 a 0, ainda pela primeira fase, a imprensa do Sul-Sudeste tratou aquele resultado como um acidente, colocando a culpa sobre o jogadores cruzeirenses que queriam derrubar o técnico Yustrich.

Por fim, o resultado foi uma resposta em particular ao goleiro palmeirense Leão. Sempre desagradável, característica que se desenvolveria ao longo da sua vida, o goleiro havia sido alvo de polêmicas ao criticar o estado do gramado do Baenão, afirmando que ali servia como criadouro de sapos. Acabou tendo que retornar a São Paulo após engolir três desses sapos.

Foto: A Província do Pará.

FICHA DO JOGO

29/01/1978.
REMO 3 X 0 PALMEIRAS-SP.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1977.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 27.888.
Renda: Cr$ 591.504,00.
Árbitro: Afonso Victor de Oliveira (PR).
Assistentes: Célio Laudelino da Silva e Plínio Coelho.
Remo: Édson; Marinho, Dutra, Darinta e Luís Florêncio; Aderson, Mego e Leônidas (Humberto); Mesquita, Bira e Júlio César (Alexandre). Técnico: Joubert Meira.
Palmeiras-SP: Leão; Rosemiro, Marinho, Beto Fuscão e Romero; Jair Gonçalves, Zé Mário e Edu; Jorge Mendonça, Toninho e Nei. Técnico: Jorge Vieira.
Gols: Mesquita (23’/1T) e Bira (12’/2T e 23’/2T).
Cartão Amarelo: Mesquita.

Foto: A Província do Pará.

Foto: A Província do Pará.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Jogos Históricos – Botafogo-RJ 1 x 2 Remo

 
Foto: Samara Miranda / Remo.

Pela 14ª rodada da Série A de 2026, o Clube do Remo foi ao Rio de Janeiro enfrentar o Botafogo-RJ pela primeira vez no estádio Nilton Santos, no dia 2 de maio. Vindo de uma campanha ruim até então, com apenas oito pontos conquistados, uma vitória era fundamental para iniciar uma recuperação na competição.

A missão era das mais difíceis. O “Botafogo SAF”, que ganhou tudo no país dois anos antes, passava por um momento conturbado administrativamente. Porém, dentro das quatro linhas, o clube estava invicto há nove jogos sob o comando do técnico Franclim Carvalho. Já o Remo não ganhava desde a oitava rodada, nos 4 a 1 sobre o Bahia que, curiosamente, também defendia uma invencibilidade no Campeonato Brasileiro.

Alef Manga – Foto: Samara Miranda / Remo.

Na partida, quem abriu o placar foi o Botafogo aos 13 minutos, em cabeçada de Ferraresi após cobrança de escanteio. Inicialmente perdido dentro de campo, o Remo passou a equilibrar mais as ações, até perdendo chances claras de gol. Mas foi somente no segundo tempo, aos 24 minutos, que o empate veio, em lançamento de Jajá para Alef Manga, que fuzilou a meta carioca.

Jajá – Foto: Samara Miranda / Remo.

Foi então que, aos 46 minutos, após chute de Gabriel Poveda, a bola foi espalmada pelo goleiro botafoguense e sobrou para Jajá – que já havia perdido duas grandes oportunidades de marcar um gol. Dessa vez, o atacante remista não desperdiçou, chutando no contrapé do goleiro, que ainda tocou na bola e esta desviou na trave para morrer no fundo das redes, levando ao delírio a torcida azulina que mais uma vez marcou boa presença como visitante e pôde comemorar uma vitória fora de casa na elite após 32 anos.

A festa do Fenômeno Azul no estádio Nilton Santos – Foto: Samara Miranda / Remo.

FICHA DO JOGO

02/05/2026.
BOTAFOGO-RJ 1 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Nilton Santos – Rio de Janeiro (RJ).
Público: 22.116 (presentes).
Renda: R$ 696.020,00.
Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (PE).
Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE).
VAR: Rodolpho Toski Marques (PR).
Botafogo-RJ: Neto; Vitinho, Ferraresi, Bastos e Alex Telles (Marçal); Medina (Allan) (Tucu Correa), Danilo e Montoro (Júnior Santos); Kadir (Edenilson), Matheus Martins e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho (Matheus Alexandre), Marllon, Tchamba e Mayk (David Braga); Zé Welison (Leonel Picco), Patrick e Zé Ricardo (Jaderson); Yago Pikachu, Alef Manga (Gabriel Poveda) e Jajá. Técnico: Léo Condé.
Gols: Ferraresi (13'/1T); Alef Manga (24'/2T) e Jajá (46'/2T).
Cartões Amarelos: Vitinho e Danilo; Tchamba e Leonel Picco.
Obs.: Estiveram presentes 634 azulinos.

sábado, 2 de maio de 2026

Jogos Históricos – Remo x Botafogo-RJ (2001)

 
Charles Guerreiro na vitória sobre o Botafogo-RJ no Maracanã em 2001 – Foto: O Liberal.

Na Copa do Brasil de 2001, após eliminar o Santos-AP na primeira fase, o Remo enfrentou o Botafogo-RJ. O primeiro jogo aconteceu em 4 de abril, no Baenão abarrotado pela torcida azulina. Bem distribuído em campo e trabalhando com rapidez, o Remo ditou o ritmo da partida, vencendo pelo placar de 2 a 1, com duas pinturas do atacante Zezinho: a primeira, de cobertura, aos 29 minutos do primeiro tempo e a segunda, de voleio, aos 17’ do segundo. Dois minutos depois, Alexandre Gaúcho descontou.

Zezinho, o herói do primeiro jogo do confronto – Foto: O Liberal.

O jogo da volta foi disputado no Maracanã, uma semana depois. Com a vantagem da vitória na ida, o Remo surpreendeu logo aos seis minutos, abrindo o placar com uma bela cobrança de falta de Vélber, aproveitando-se do goleiro adversário um pouco adiantado. 

A impaciência tomou conta da torcida, descontrolando os jogadores botafoguenses, que se lançaram ao ataque, mas de maneira afobada. Foi aí que o Leão Azul piorou a crise carioca, fazendo o segundo gol aos 22 minutos do segundo através de Cametá, de cabeça. O Botafogo diminuiu com Valdson, de pênalti, aos 27 minutos, mas nada que impedisse a sua eliminação e demissão do técnico botafoguense Sebastião Lazaroni.

Vinte e seis anos após o histórico triunfo sobre o Flamengo de Zico, o Remo voltava a vencer no lendário Maracanã. A classificação foi muito comemorada pelos jogadores. Dentre eles, o experiente volante Charles Guerreiro declarou: “Eles não acreditaram que podíamos fazer aqui o mesmo que fizemos em Belém, mas provamos o contrário. Isso mostra que lá no Norte tem uma garotada boa, bem preparada. Estamos mostrando a força do futebol do Norte”.

FICHAS DOS JOGOS

04/04/2001.
REMO 2 X 1 BOTAFOGO-RJ.
Copa do Brasil 2001 – 2ª Fase (1º Jogo).
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 8.336 (pagantes).
Renda: R$ 83.360,00.
Árbitro: Valdomiro Matias Silva Filho (PE).
Remo: Ivair; Márcio (Arley), Cametá, Edicleber e Souza; Charles Guerreiro, Chicão, Joacy e Vélber (Jurinha); Rosivaldo e Zezinho (Marcelo Rocha). Técnico: Valter Ferreira.
Botafogo-RJ: Wagner; Walmir, Júnior, Dênis e Leandro Eugênio; Marcelinho Paulista, Váldson, Serginho (Souza) e Alexandre Gaúcho; Daniel (Rodrigo Fernandes) e Tailson. Técnico: Sebastião Lazaroni.
Gols: Zezinho (29’/1T e 17’/2T); Alexandre Gaúcho (19’/2T).
Cartões Amarelos: Márcio, Cametá, Edicleber, Souza e Vélber; Walmir, Júnior, Dênis e Leandro Eugênio.
Expulsão: Leandro Eugênio.

11/04/2001.
BOTAFOGO-RJ 1 X 2 REMO.
Copa do Brasil 2001 – 2ª Fase (2º Jogo).
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Árbitro: Fabiano Gonçalves (RS).
Botafogo-RJ: Alex; Walmir (Gustavo), Dênis, Valdson e Misso; Marcelinho Paulista, Reidner (Souza), Júnior e Alexandre Gaúcho (Augusto); Daniel e Tailson. Técnico: Sebastião Lazaroni.
Remo: Ivair; Márcio, Cametá, Edicleber e Souza; Charles Guerreiro, Chicão, Joacy e Vélber (Jurinha); Rosivaldo (Marcelo Rocha) e Zezinho (Maracanã). Técnico: Valter Ferreira.
Gols: Valdson (27'/2T); Vélber (6'/1T) e Cametá (22'/2T).
Cartões Amarelos: Valdson, Marcelinho Paulista e Tailson; Chicão, Zezinho e Jurinha.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Jogos Históricos – Remo 4 x 0 Cruzeiro-MG

A Província do Pará, 14 de novembro de 1977.

Em 13/11/1977, o Clube do Remo aplicou uma acachapante goleada de 4 a 0 sobre o Cruzeiro, pela Chave F da primeira fase do Brasileirão. O time Celeste veio a Belém com o cartaz de campeão mineiro, campeão e vice da Libertadores de 1976 e 1977, respectivamente, estando sob os comandos do mal-humorado técnico Yustrich, conhecido por ser de péssima convivência.

Devido a isso, foi aventada a possibilidade de que os jogadores celestes estariam sabotando o seu treinador. O fato é que, com ou sem sabotagem, o Remo deu uma aula de futebol. Foi uma atuação quase perfeita, em que todos os setores funcionaram impecavelmente, com a defesa neutralizando as investidas dos mineiros e o ataque 

O goleiro cruzeirense era Raul Plassman, aventado para a Copa do Mundo de 1978. Depois da partida, Raul chegou a declarar que aquela era maior goleada que sofrera em dez anos. Mas ainda saiu barato, 6 a 0 talvez fosse o placar mais justo, face todas as inúmeras chances desperdiçadas pelo Leão, com direito a perda de pênalti e duas bolas na trave.

De certo mesmo, foram o hat-trick de Bira e o gol de Mareco, para a felicidade de 17.967 azulinos no Baenão. A vitória foi muito exaltada pela crônica esportiva paraense, pois valeu como "vingança", já que o mesmo Cruzeiro havia goleado o rival por 4 a 1, no Mineirão. Além disso, foi a maior goleada de um time paraense como mandante sobre um time do G12.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Jogos Históricos – Remo 2 x 1 Vasco (1975)

 
Foto: A Província do Pará, 30 de outubro de 1975.

Ainda extasiada pela monumental vitória sobre o Flamengo de Zico em pleno Maracanã, a maior torcida do Norte viveria outro momento memorável na data de 29 de outubro de 1975. Na oportunidade, dando continuidade à excelente campanha de recuperação no "Torneio dos Vencedores" da Copa Brasil (Campeonato Brasileiro), o Remo daria combate ao Vasco da Gama.

A tarefa era das mais complicadas. O adversário azulino era o então campeão brasileiro e tinha em suas fileiras ninguém menos que Roberto Dinamite, o maior goleador e ídolo da história cruzmaltina. Porém, vivendo uma grande fase na competição, o Filho da Glória e do Triunfo foi arrasador diante da sua torcida, vencendo por 2 a 0, no Baenão, gols do estreante Ivanir, ambos de cabeça, sendo um em cada tempo.

O curioso é que além das vitórias seguidas sobre Flamengo e Vasco, o Remo também já havia vencido outro gigante carioca, o Fluminense de Rivelino, ainda na fase preliminar da competição. Esse retrospecto rendeu o título simbólico de "Campeão Carioca" de 1975 ao Filho da Glória e do Triunfo.

Charge "O Leão já é Campeão Carioca", veiculada na revista O Azulão, de outubro de 1975.

FICHA DO JOGO

29/10/1975.
REMO 2 X 0 VASCO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 221.310,00.
Árbitro: Agomar Martins. 
Remo: Dico, Rosemiro, Dutra, Rui, Cuca, Elias, Mesquita, Caíto (Nena), Ivanir, Alcino e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Vasco-RJ: Andrada, Paulo César, Moisés, Miguel, Alfinete, Alcir, Zanata, Jair Pereira, Dé (Serginho), Roberto e Ademir (Gaúcho). Técnico: M. Travaglini.
Gols: Ivanir (13’/1T e 30’/2T).

Jogos Históricos – Remo 0 x 0 Vasco-RJ (1972)

 
Foto: Revista O Leão na Taça (1972).

A PRIMEIRA VEZ QUE O POVO PARAENSE ASSISTIU PRESENCIALMENTE A UM JOGO DA ELITE DO BRASIL

O futebol paraense vivia um momento especial em 1972 com a participação do Clube do Remo no Campeonato Nacional. Afinal, na época, era a primeira vez que um time do estado figurava na elite do futebol brasileiro – considerando o período pós-1971, antes da unificação do Campeonato Brasileiro. O Remo era retratado como a "Alegria do Povo".

Vindo de um bom resultado na estreia da competição contra o Vitória – 0 a 0, na Bahia –, o Leão Azul mirava agora o Vasco da Gama, no dia 13 de setembro. Era o reencontro do Mais Querido com a sua torcida que superlotou o Baenão com um público estimado em aproximadamente 25 mil torcedores. Era tanta gente que, já com a bola rolando e o primeiro tempo na reta final, a estrutura do estádio não suportou e o alambrado do lado da Travessa 25 de Setembro ruiu, paralisando a partida por alguns minutos.

Toda essa mobilização também era fruto da presença de Tostão na equipe carioca. Craque da Seleção Brasileira, ídolo do Cruzeiro e maior contratação do futebol brasileiro na época, o atacante concentrou a maior parte das atenções. Porém, quem esperava por um show de Tostão, o viu ser anulado por Caíto e o "futebol bonito" cruzmaltino ser neutralizado pela tranquilidade azulina, que rendeu um honroso empate sem abertura de contagem.

Foto: Revista O Leão na Taça (1972).

FICHA DO JOGO

13/09/1972.
REMO 0 X 0 VASCO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Campeonato Nacional Divisão Extra 1972.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 115.615,00.
Árbitro: José Favilli Neto (SP).
Assistentes: Fernando Andrade (PA) e Jaime Batista (PA).
Remo: Dico; Aranha, Mendes, Dutra e Lúcio; Tito (Silva), Caíto e Hertz; Dionísio, Alcino (Roberto) e Peri. Técnico: João Avelino.
Vasco-RJ: Andrade; Paulo César, Moisés, Joel e Alfinete-RJ; Alcir e Bouglé; Jorge Carvoeiro, Silva (Roberto), Tostão e Gilson Nunes. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Jogos Históricos – Remo 4 x 1 Bahia (2026)

Vitor Bueno comemorando o seu gol – Foto: Samara Miranda / Clube do Remo.

ZEROU O CRONÔMETRO!

Exatos 11.438 dias. Foi esse o tempo que o torcedor azulino esperou para poder soltar o grito da vitória na elite do futebol brasileiro que estava entalado há 32 anos – a última vitória havia sido contra os 2 a 0 contra o Náutico-PE em 27/11/1994, na última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. O fim dessa angústia se deu exatamente na data de 23/03/2026, quando o Leão Azul goleou o Bahia por 4 a 1, no Mangueirão, pela oitava rodada da Série A.

Quem olha friamente para o placar dilatado pode pensar que a vitória foi fácil, mas quem não sabe do contexto, nem imagina a dificuldade imposta nesse confronto. O Remo ainda não havia ganhado no campeonato – três empates e quatro derrotas –, desempenho que fez a diretoria trocar o técnico no meio do percurso – Juan Carlos Osorio por Léo Condé, que comandava seu quarto jogo pelo Leão Azul. Em contrapartida, o Bahia, além disso um dos times com maior crescimento no país, injetado pelo dinheiro do Grupo City, estava no G4 do campeonato e era o único invicto da competição.

Inicialmente, esse cenário foi refletido dentro de campo, com os baianos dominando as ações, de tal forma que abriram o placar aos 32 minutos de jogo. Mesmo com o peso de ainda não ter vencido na competição, aos poucos o Remo se restabeleceu, passando a criar mais chances. Em uma delas, o goleiro titular do Bahia, Ronaldo, se lesionou, sendo substituído por João Paulo, que nem imaginava o que estava por vir. Após tanto tentar, finalmente o Remo chegou ao empate aos 53 minutos, último lance do primeiro tempo, com um forte chute rasteiro de Vitor Bueno de fora da área.

Gabriel Taliari ao fundo, o herói da partida – Foto: Samara Miranda / Clube do Remo.

No segundo tempo, o que se viu foi um show de Gabriel Taliari, recente contratação azulina que estreava diante do Fenômeno Azul. Seu cartão de visitas não poderia ser melhor. Logo aos quatro minutos, ele aproveitou o rebote do goleiro adversário e fez a virada azulina. Nove minutos depois, Taliari ampliou o placar após dobradinha com Vitor Bueno (os dois melhores da partida). O atacante azulino foi substituído por Jajá, que daria números finais ao triunfo azulino, aproveitando um passe de Alef Manga dentro da área tricolor. Enfim o Remo  vencia na elite do futebol brasileiro com uma goleada histórica.

Jajá fechou a conta – Foto: Samara Miranda / Clube do Remo.

FICHA DO JOGO

22/03/2026.
REMO 4 X 1 BAHIA.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 18.224 (pagantes) / 22.447 (presentes).
Renda: R$ 758.510,00.
Árbitro: Joao Vitor Gobi (SP).
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Raphael de Albuquerque Lima (SP).
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN).
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Kayky Almeida e Tchamba; Zé Ricardo (Leonel Picco), Patrick (Zé Welison) e Vitor Bueno (Jaderson); Yago Pikachu, Gabriel Taliari (Jajá) e Alef Manga (Gabriel Poveda). Técnico: Léo Condé.
Bahia: Ronaldo (João Paulo), Román Gómez, Gabriel Xavier (David Martins), Ramos Mingo, Luciano Juba, Erick, Caio Alexandre (Michel Araújo), Jean Lucas (Rodrigo Nestor), Cristian Olivera (Ademir), Erick Pulga e Everaldo. Técnico: Rogério Ceni.
Gols: Vitor Bueno (53'/1T), Gabriel Taliari (4'/2T e 13'/2T) e Jajá (38'/2T); Everaldo (32’/1T).
Cartões Amarelos: Marllon e Zé Ricardo, Marllon e Marcelo Rangel; Rodrigo Nestor.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Jogos Históricos – Remo 5 x 2 Bahia (1936)

 
Folha do Norte, 27/01/1936.

O PRIMEIRO JOGO ENTRE REMO E BAHIA NA HISTÓRIA

No início de 1936, o Bahia – ainda grafado como Sport Club – estava em excursão por Belém do Pará. Logo o ainda jovem quadro baiano começava a mostrar o seu valor. Nos seus dois primeiros compromissos em terras guajarinas, empatou com a Tuna em 2 a 2 e venceu o Paysandu por 3 a 1.

Porém, faltava aos baianos enfrentar o mais forte e tradicional representante paraense. No dia 26/01/1936, foi a vez do principal embate interestadual contra o Clube do Remo. E o Leão Azul fez valer o seu cartaz, aplicando uma impiedosa goleada de 5 a 2, gols de Sabóia, Gusmão (2) e Evandro do Carmo (2).

Antes de partir, o Bahia ainda empataria com a Seleção Paraense em 3 a 3 e na revanche solicitada pelo Paysandu em 1 a 1. Dessa forma, a única derrota sofrida pelo Tricolor havia sido mesmo aquela contra o Remo.

Destaca-se ainda a grande presença de público no estádio do Souza, conforme relato da "Folha do Norte", de 27/01/1936, mostrando que o Clube do Remo já era o clube de maior torcida da cidade:

"UMA GRANDE ENCHENTE – O Remo é, innegavelmente, o grêmio de mais sympathias na cidade. E viu-se como prova a assistência avultada que repleto hontem o estádio cruzmaltino. Apesar da tarde chuvosa, tanto as archibancandas como as geraes estavam apinhados. O paraense gosta de futebol. E mesmo padecendo os atropelos que lhe causa a viagem ao campo da Tuna, não perde um jogo".

Os times de Remo e Bahia juntos – Foto: Folha do Norte, 27/01/1936.

FICHA DO JOGO

26/01/1936. 
REMO 5 X 2 BAHIA. 
Amistoso. 
Estádio da Tuna/Souza. 
Árbitro: Martiniano Cruz. 
Remo: Ribas; Evandro Almeida e Barradas; Trindade, Samico e Marajó; Gusmão, Capi, Sabóia, Evandro do Carmo e Ciro.  
Bahia: Maia; Aprígio e Laert; Nouca, Guga e Gia; Ito, Armando, Romeu, Tintas e Jorge.
Gols: Sabóia, Gusmão (2) e Evandro do Carmo (2); Romeu e Ito.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Jogos Históricos – Flamengo-RJ 1 x 2 Remo (1975)

 
Jornal dos Sports (RJ), 25/10/1975.

A MANCHETE QUE MOTIVOU A PRIMEIRA VITÓRIA PARAENSE NO MARACA

No dia 25/10/1975, o Clube do Remo fez história e obteve a primeira vitória de um time paraense no Maracanã, ao vencer o Flamengo-RJ por 2 a 1. Porém, mais do que representa, esse feito é ainda maior se observadas as nuances que o cercam.

Naquela oportunidade, o Remo tinha um timaço, a famosa Máquina Azul, mas ainda se recuperava de uma sequência desastrosa na 2ª fase do Brasileiro, com 4 derrotas nos 4 primeiros jogos. Já o Flamengo, além de vir de duas vitórias, tinha em seu elenco ninguém menos que Zico.

Era consenso o amplo favoritismo rubro-negro. Tanto é que o famoso "Jornal dos Sports" (RJ) já fazia as contas para uma tranquila vitória flamenguista: "8 + 3 = 11", apontando um provável placar elástico. Lembrando que naquele tempo, uma vitória por 1 gol de diferença, valia 2 pontos; por 2 ou mais, valia 3.

Diante disso, o técnico remista Paulo Amaral, furioso, comprou vários exemplares do jornal e colocou em cada quarto do hotel onde se hospedavam os azulinos. Na preleção, apenas provocou os jogadores, dizendo que a vitória adversária já era certa.

Foi assim que na base da raça, força de vontade e superação – ainda mais contra uma arbitragem tendenciosa –, o Rei da Amazônia fez história no "Maior do Mundo" e triunfou por 2 a 1, gols de Alcino e Mesquita. Zico até marcou o seu, mas parou na grande atuação de Dico.

A vitória azulina foi tão surpreendente que ninguém ganhou na Loteria Esportiva naquela rodada. No dia seguinte, o mesmo "Jornal dos Sports" teve que se redimir, com a manchete: "Mengo errou a conta: 11 - 3 = 8".

A Máquina Azul estava de volta ao campeonato!

Jornal dos Sports (RJ), 26/10/1975.

domingo, 22 de março de 2026

Jogos Históricos – Remo 2 x 1 Fluminense-RJ (1975)

 
A Província do Pará, 22/09/1975.

"NA GUERRA DAS MÁQUINAS, A AZUL FOI A MELHOR"

Essa foi a manchete do jornal A Província do Pará após a vitória do Remo sobre o Fluminense-RJ por 2 a 1, no Baenão, em 21/09/1975, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro.

O título fazia referência aos dois timaços que ambos possuíam. O esquadrão remista, tricampeão paraense invicto (1973/74/75), era conhecido como a "Máquina Azul". Já a "Máquina Tricolor" do Fluminense seria bicampeã carioca (1975/76).

A expectativa também era alta pela presença de Rivelino, tricampeão do mundo pela Seleção Brasileira. Mas quem brilhou naquele dia foi Alcino, o maior ídolo azulino, autor dos dois gols da vitória, de virada.

Enquanto isso, como o próprio jornal reportou, Riva daria o seu show à parte – mas de indisciplina. Não concordando com a não marcação de um pênalti, o craque tricolor partiu para cima do árbitro Armando Marques e foi expulso. Terminada a partida, tentou novamente agredir o juiz.

As Máquinas ainda fariam grandes campanhas naquela competição. Porém, prevaleceu a sensação de que ambos poderiam ter ido mais longe.

FICHA DO JOGO

21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: Cr$ 277.133,00.
Árbitro: Armando Marques.
Assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Raimundo Nonato de Sousa.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Zé Lima, Alcino (Caíto), Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Fluminense-RJ: Nielsen; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto (Cléber) e Zé Mário; Gil (Zé Roberto). Manfrini (Gil), Rivelino e Mário Sérgio. Técnico: Jair Rosa Pinto.
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).
Expulsões: Rivelino e Toninho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Campeão da Supercopa Grão-Pará (2026)

REMO – CAMPEÃO DA SUPERCOPA GRÃO-PARÁ 2026. 
Foto: Samara Miranda / Remo.

O Clube do Remo sagrou-se campeão da Supercopa Grão-Pará de 2026 ao derrotar o Águia de Marabá-PA por 2 a 1, de virada, no dia 18 de janeiro, no Mangueirão. A competição abriu oficialmente a temporada do futebol paraense e envolveu os campeões do Campeonato Paraense (Remo) e da Copa Grão-Pará (Águia).

Entretanto, por pouco o jogo não foi disputado devido ao trágico acidente com o ônibus que trazia a delegação de base do Águia, após a sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior, culminando na morte do preparador físico Hecton Alves. Uma reunião de urgência entre os clubes e a Federação Paraense de Futebol (FPF) foi realizada. O desejo de todos era pelo adiamento da partida, porém enquanto o Águia queria para o dia 20 (terça-feira), o Remo alegava que isso atrapalharia o planejamento do clube para o início do Campeonato Paraense e Série A, defendendo uma data posterior. Como não se chegou a um consenso, foi mantida a data original.

O Remo havia acabado de retornar da sua pré-temporada realizada no Centro de Treinamento do Retrô (PE), desde o início do ano. A ansiedade pelo reencontro com o Mais Querido após o acesso à elite do futebol brasileiro levou mais de 27 mil pessoas ao Mangueirão, proporcionando o recorde de público da história da competição até então.

O técnico Juan Carlos Osorio montou o time azulino mesclando remanescentes da temporada anterior – Marcelo Rangel, Klaus, Sávio, Pavani, Jaderson, Panagiotis Tachtsidis e João Pedro – com alguns reforços – João Lucas, Léo Andrade, Zé Ricardo e Alef Manga. 

A partida foi bem movimentada, com boas chances para os dois lados. O Remo começou dominando as ações, mas o Águia conseguia chegar com perigo nos contra-ataques. Ainda assim, o primeiro tempo terminou sem abertura do placar.

No segundo tempo, Osorio fez algumas modificações que foram determinantes para o desenrolar da peleja, destacando-se os nomes do zagueiro Marllon e dos atacantes Yago Pikachu e Eduardo Melo. O primeiro, infelizmente, de forma negativa, já que devido a uma falha sua na grande área azulina possibilitou que o Águia abrisse o placar aos 10 minutos.

Porém, o Remo não desistiu e foi em busca da virada, que começou aos 32 minutos, com um cruzamento baixo pela esquerda do ataque remista, cuja bola foi desviada por Eduardo Melo e o predestinado Yago Pikachu, a mais badalada contratação do Clube do Remo pelo seu passado no outro lado, aproveitou para marcar o seu primeiro gol com a camisa do azul mais forte do futebol paraense.

Quando o ponteiro do relógio marcava 44 minutos, Sávio acertou um belo passe em profundidade para Eduardo Melo, que ganhou na corrida do goleiro adversário e chutou quase sem ângulo, marcando o gol da virada azulina e atenuando para a alegria do Fenômeno Azul. Isso serviu para que o atacante atenuasse a imagem negativa com a passagem apagadíssima na temporada anterior. Mais alguns minutos se passaram para o apito final e a consagração do Clube do Remo como supercampeão do Pará e primeiro time do país a ser campeão em 2026.

Foto: Raul Martins / Remo.

FICHA TÉCNICA DO JOGO

18/01/2026.
REMO 2 X 1 ÁGUIA DE MARABÁ-PA.
Supercopa Grão-Pará 2026 – Final (Jogo Único).
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 25.023 (pagantes) / 27.543 (presentes).
Renda: R$ 928.541,00.
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (PA).
Assistentes: Jhonathan Leone Lopes (PA) e Nayara Lucena Soares (PA).
VAR: Gustavo Ramos Melo (PA).
Remo: Marcelo Rangel; João Lucas, Klaus (Marllon), Léo Andrade e Sávio; Zé Ricardo, Jaderson (Eduardo Melo), Pavani (Cantillo) e Panagiotis Tachtsidis (Yago Pikachu); Alef Manga e João Pedro (Nico Ferreira). Técnico: Juan Carlos Osorio.
Águia de Marabá-PA: Jefferson, Limão, Dedé, Wendel, William, Cássio (Wesley), PH (Otacílio), Bagagem, Gustavo (Alex), Felipe (Kaique) e Diogo Carlos. Técnico: Júlio César.
Gols: Yago Pikachu (32’/2T) e Eduardo Melo (44’/2T); PH (10’/2T).
Cartões Amarelos: Yago Pikachu e Léo Andrade; Cássio.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Jogos Históricos – Novo Hamburgo-RS 1 x 2 Remo (2005)

Maurílio e Capitão, os heróis do título – Foto: Carlos Silva / Arquivo O Liberal.

No dia 20 de novembro de 2005, o Clube do Remo entrava em campo pela última e decisiva rodada do quadrangular final do Campeonato Brasileiro Série C. Porém, nessa ocasião, o Mais Querido não poderia contar com o apoio da sua principal arma durante a competição, a torcida. O jogo seria disputado no estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo (RS), contra o time de mesmo nome.

Ao mesmo tempo, jogariam América-RN e Ipatinga-MG no estádio Machadão, em Natal (RN). Nesse momento, a classificação do quadrangular apontava o seguinte: 1º América-RN – 9 pontos; 2º Ipatinga-MG – 8; 3º Remo – 7; 4º Novo Hamburgo-RS – 4. Portanto, só a vitória interessava ao Leão. 

Mas a tarefa não seria fácil. O Remo vinha de um empate frustrante diante do Ipatinga-MG em um Mangueirão lotado. Já o Novo Hamburgo-RS, apesar de estar eliminado, havia acabado de ganhar do Juventude-RS, que estava na Série A, em jogo válido pela Copa FGF (RS), da qual o próprio Novo Hamburgo seria campeão. Além disso, o “Nóia” – como é conhecido – contaria com o incentivo financeiro dos outros clubes interessados na derrota do Remo, prática comum nos bastidores do futebol.

A prova disso foi o jogo duríssimo que os gaúchos impuseram aos remistas, ao ponto de terem as melhores chances no primeiro tempo. Ao Remo, restou apenas duas ou três oportunidades surgidas de bolas paradas. Durante o intervalo, o técnico Roberval Davino fez duras cobranças aos atletas azulinos. Além disso, ele promoveu uma mudança no ataque, colocando Capitão no lugar de Geraldo.

A estrela de Davino brilhou logo aos dois minutos do segundo tempo, quando em cruzamento de Maurílio pela esquerda, Capitão subiu mais alto que todos os seus adversários e cabeceou a bola, que bateu na trave, antes de se alojar no fundo da rede. As poucas dezenas de azulinos presentes no estádio e os milhares espalhados pelo Brasil soltaram o grito de gol que estava entalado na garganta.

Entretanto, o Novo Hamburgo continuou pressionando e criando chances perigosas, chegando até a marcar um gol, que foi anulado por impedimento. Enquanto isso, o contestado goleiro Rafael transformava-se em uma verdadeira muralha. As coisas começaram a melhorar quando o jogador Sidiney foi expulso por agressão.

O Remo procurava atacar através das escapadas de Landu, a Locomotiva Azulina. Em uma delas, aos 29 minutos, ele tocou a bola para Maurílio, que chutou no contra-pé do goleiro, marcando o segundo gol azulino. O sonho estava cada mais perto de ser realizado.

Todavia, como nada para o Remo é fácil, o Novo Hamburgo conseguiu diminuir o placar através de Luiz Gustavo, que anos mais tarde vestiria a camisa azulina, cobrando pênalti aos 34 minutos. A partida ganhou status de dramaticidade. Mas os guerreiros azulinos souberam segurar o placar até o apito final para o delírio de toda a nação remista.

Além do triunfo, veio a glória. Com o empate sem gols entre América-RN e Ipatinga no outro jogo da rodada, o Mais Querido não apenas conseguiu o acesso, mas também o título brasileiro, já que terminou o quadrangular com o mesmo número de pontos do América-RN (10), ganhando no saldo de gols (2 x 1).

Era o único título que faltava na vasta galeria azulina, repleta de conquistas estaduais, regionais e inter-regionais. O título nacional coroava o empenho da torcida azulina, detentora da maior média de público do país, e eternizava o centenário mais glorioso do futebol paraense.

A comemoração do título – Foto: Carlos Silva.

FICHA DO JOGO

20/11/2005.
NOVO HAMBURGO-RS 1 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série C 2005 – Fase Final.
Estádio Santa Rosa – Novo Hamburgo (RS). 
Público: 242 (pagantes). 
Renda: R$ 1.695.00. 
Árbitro: Djalma José Beltrami (RJ).  
Novo Hamburgo-RS: Luciano; Dias, Sidney e William; Rafael, Pedro Ayub, Émerson, Preto e Gérson (Valdinei); Flaviano (Duda) e Luiz Gustavo. Técnico: Gilmar Iser. 
Remo: Rafael; Marquinhos, Magrão, Carlinhos e Eduardo (Sérgio); Márcio Belém, Serginho, Maurílio e Geraldo (Capitão); Landu e Douglas Richard (Aílton). Técnico: Roberval Davino.
Gols: Luiz Gustavo (34’/2T); Capitão (2’/2T) e Maurílio (29’/2T).
Cartões Amarelos: Preto; Eduardo, Marquinhos, Sérgio, Aílton e Rafael.
Expulsão: Sidiney.

domingo, 7 de setembro de 2025

Jogos Históricos – Remo 5 x 2 Paysandu (1976)

Mesquita (8), autor de um dos gols da histórica goleada azulina – Foto: "A Província do Pará", 8 de setembro de 1976.

No dia 7 de setembro de 1976, o Clube do Remo enfrentou o Paysandu pelo Campeonato Brasileiro. Era o reencontro após todos os acontecimentos ocorridos durante o Campeonato Paraense. O apelo era tanto que estabeleceu um recorde: exatos 33.487 presentes (32.324 pagantes) proporcionaram o maior público da história do estádio Evandro Almeida.

Foi um belíssimo clássico, que começou equilibrado, com chances claras para os dois lados. Entretanto, aos seis minutos ocorreu um lance que mudaria o panorama da partida. Após cobrança de falta de Marinho, o goleiro bicolor Reginaldo segurou a bola, mas a deixou cair nos pés do azulino Zezinho. Quando este ia conferir o gol, Dias salvou, mandando a bola para escanteio, enquanto Reginaldo aplicava um “bofete” em Zezinho, sendo punido com um cartão amarelo.

Aparentemente, essa situação desestabilizou tanto o arqueiro, quanto o time listrado. O escanteio em si não deu em nada. O Paysandu atacou e então o Remo fez o contra-golpe. Foi aí que surgiu o gol azulino. O remista Feitosa lançou Amaral e Zezinho em profundidade. Reginaldo foi à intermediária, tomando a frente da bola e a acompanhando enquanto ela rolava no gramado. Os azulinos não desistiram, roubaram a pelota e Amaral, com muita tranquilidade, a colocou no fundo das redes.

A partir daí, o Leão Azul se tornou dono da partida. Feitosa, depois de duas tentativas cortadas por Dias, recolheu a bola, dominou com o pé direito, ajeitou para o esquerdo e bateu à meia altura, contando com o desvio do defensor Willi para marcar o segundo tento azulino. O Paysandu ainda diminuiu num pênalti arranjado por Bacuri e cobrado por Lula antes de terminar o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o Remo veio ainda mais arrasador, anotando o terceiro gol logo na saída de jogos por intermédio de Amaral, pegando a defesa bicolor desguarnecida. Dez minutos depois, Mesquita, de cabeça, fez 4 a 1. Aos 29 minutos, Zezinho liquidou a fatura. No finalzinho, Dutra recuou mal para Dico; Lula se antecipou, foi agarrado e conseguiu outro pênalti para os bicolores. Ele mesmo bateu, dando números finais à contagem: Remo 5 x 2 Paysandu.

A torcida azulina festejou com muita justiça a vitória. O Remo foi tão arrasador que lembrou os tempos do tri invicto e os dirigentes fizeram questão de deixar um recado, conforme noticiado pela "Província do Pará" no dia seguinte. O presidente Manoel Ribeiro declarou: “esta é a nossa resposta. Acima da goleada sobre o Paysandu, foi uma derrota imposta aos desmandos da Federação”. Já o diretor Ronaldo Passarinho afirmou: “este foi o dia da verdade”.

Essa foi a maior goleada em Re-Pa's válidos por Campeonatos Brasileiros. No jogo seguinte, em 12 de setembro, o Remo venceu o Rio Negro-AM por 2 a 0, novamente no Baenão. Com isso, o Filho da Glória e do Triunfo conquistou seis pontos – vitórias por dois ou mais gols valiam três pontos – e assumiu a liderança isolada do Grupo C do “Copão”, com dez pontos ganhos, três a mais que o vice Fortaleza, que aplicou nova goleada no Paysandu, dessa vez por 5 a 1.

FICHA DO JOGO

07/09/1976.
REMO 5 X 2 PAYSANDU.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1976 – 1ª Fase – Grupo C.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 32.324 (pagantes) / 33.487 (presentes).
Renda: Cr$ 444.061,00. 
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia (SP). 
Assistentes: Edson Chagas (PA) e Raimundo Nonato de Souza (PA). 
Remo: Dico; Marinho, Dutra, China e Cuca; Elias e Feitosa; Leônidas (Humberto), Mesquita, Zezinho e Amaral (Nena). Técnico: Joubert Meira.
Paysandu: Reginaldo; Edmir (Darinta), Waltinho, Dias e Joaquim; Willi e Patrulheiro; Tuica, Lula, Bacuri e Nilson (Fefeu). Técnico: Juan Alvarez.
Gols: Amaral (10’/1T e 1’/2T), Feitosa (37’/1T, Mesquita (10’/2T) e Zezinho Capixaba (29’/2T); Lula (41’/1T e 44’/2T).
Cartões Amarelos: Dutra; Reginaldo.

Atletas azulinos agradecendo a torcida que proporcionou o maior público do Baenão – Foto: "A Província do Pará", 8 de setembro de 1976.

A alegria da vitória – Foto: "A Província do Pará", 8 de setembro de 1976.