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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Campeão da Supercopa Grão-Pará (2026)

REMO – CAMPEÃO DA SUPERCOPA GRÃO-PARÁ 2026. 
Foto: Samara Miranda / Remo.

O Clube do Remo sagrou-se campeão da Supercopa Grão-Pará de 2026 ao derrotar o Águia de Marabá-PA por 2 a 1, de virada, no dia 18 de janeiro, no Mangueirão. A competição abriu oficialmente a temporada do futebol paraense e envolveu os campeões do Campeonato Paraense (Remo) e da Copa Grão-Pará (Águia).

Entretanto, por pouco o jogo não foi disputado devido ao trágico acidente com o ônibus que trazia a delegação de base do Águia, após a sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior, culminando na morte do preparador físico Hecton Alves. Uma reunião de urgência entre os clubes e a Federação Paraense de Futebol (FPF) foi realizada. O desejo de todos era pelo adiamento da partida, porém enquanto o Águia queria para o dia 20 (terça-feira), o Remo alegava que isso atrapalharia o planejamento do clube para o início do Campeonato Paraense e Série A, defendendo uma data posterior. Como não se chegou a um consenso, foi mantida a data original.

O Remo havia acabado de retornar da sua pré-temporada realizada no Centro de Treinamento do Retrô (PE), desde o início do ano. A ansiedade pelo reencontro com o Mais Querido após o acesso à elite do futebol brasileiro levou mais de 27 mil pessoas ao Mangueirão, proporcionando o recorde de público da história da competição até então.

O técnico Juan Carlos Osorio montou o time azulino mesclando remanescentes da temporada anterior – Marcelo Rangel, Klaus, Sávio, Pavani, Jaderson, Panagiotis Tachtsidis e João Pedro – com alguns reforços – João Lucas, Léo Andrade, Zé Ricardo e Alef Manga. 

A partida foi bem movimentada, com boas chances para os dois lados. O Remo começou dominando as ações, mas o Águia conseguia chegar com perigo nos contra-ataques. Ainda assim, o primeiro tempo terminou sem abertura do placar.

No segundo tempo, Osorio fez algumas modificações que foram determinantes para o desenrolar da peleja, destacando-se os nomes do zagueiro Marllon e dos atacantes Yago Pikachu e Eduardo Melo. O primeiro, infelizmente, de forma negativa, já que devido a uma falha sua na grande área azulina possibilitou que o Águia abrisse o placar aos 10 minutos.

Porém, o Remo não desistiu e foi em busca da virada, que começou aos 32 minutos, com um cruzamento baixo pela esquerda do ataque remista, cuja bola foi desviada por Eduardo Melo e o predestinado Yago Pikachu, a mais badalada contratação do Clube do Remo pelo seu passado no outro lado, aproveitou para marcar o seu primeiro gol com a camisa do azul mais forte do futebol paraense.

Quando o ponteiro do relógio marcava 44 minutos, Sávio acertou um belo passe em profundidade para Eduardo Melo, que ganhou na corrida do goleiro adversário e chutou quase sem ângulo, marcando o gol da virada azulina e atenuando para a alegria do Fenômeno Azul. Isso serviu para que o atacante atenuasse a imagem negativa com a passagem apagadíssima na temporada anterior. Mais alguns minutos se passaram para o apito final e a consagração do Clube do Remo como supercampeão do Pará e primeiro time do país a ser campeão em 2026.

Foto: Raul Martins / Remo.

FICHA TÉCNICA DO JOGO

18/01/2026.
REMO 2 X 1 ÁGUIA DE MARABÁ-PA.
Supercopa Grão-Pará 2026 – Final (Jogo Único).
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 25.023 (pagantes) / 27.543 (presentes).
Renda: R$ 928.541,00.
Árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (PA).
Assistentes: Jhonathan Leone Lopes (PA) e Nayara Lucena Soares (PA).
VAR: Gustavo Ramos Melo (PA).
Remo: Marcelo Rangel; João Lucas, Klaus (Marllon), Léo Andrade e Sávio; Zé Ricardo, Jaderson (Eduardo Melo), Pavani (Cantillo) e Panagiotis Tachtsidis (Yago Pikachu); Alef Manga e João Pedro (Nico Ferreira). Técnico: Juan Carlos Osorio.
Águia de Marabá-PA: Jefferson, Limão, Dedé, Wendel, William, Cássio (Wesley), PH (Otacílio), Bagagem, Gustavo (Alex), Felipe (Kaique) e Diogo Carlos. Técnico: Júlio César.
Gols: Yago Pikachu (32’/2T) e Eduardo Melo (44’/2T); PH (10’/2T).
Cartões Amarelos: Yago Pikachu e Léo Andrade; Cássio.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Bicampeão Paraense Invicto (1974)

REMO – SUPER-BICAMPEÃO PARAENSE DE 1974.
Em pé: Rosemiro, Elias, China, Dico, Rui Azevedo e Cuca.
Agachados: Caíto, Nena, Alcino, Roberto e Neves.
Foto: A Província do Pará.

O Campeonato Paraense de 1974 foi organizado em três turnos, fórmula que culminaria em uma situação excepcional, o Supercampeonato. Inicialmente, foram estabelecidos dois grupos. O grupo do Remo tinha Tuna, Liberato de Castro, Júlio César e Sacramenta, somando assim cinco componentes, um a mais que o outro grupo, formado por Paysandu, Sport Belém, Sporting e Tiradentes.

O primeiro turno teve duas fases. Na primeira, os clubes de cada grupo se enfrentavam, com os dois melhores de cada grupo se classificando para a segunda fase. No seu grupo, o Remo foi líder arrasador, vencendo todos os seus quatro jogos, somando assim oito pontos (na época, uma vitória valia dois pontos). A Tuna passou em segundo com seis. No outro grupo, se classificaram Paysandu e Sport Belém, sendo que este teve que superar o Sporting em um jogo de desempate, já que ambos tinham o mesmo número de pontos.

Na segunda fase do primeiro turno, os quatro classificados formaram um novo grupo. O Remo continuou invicto, mas obteve uma vitória e dois empates, fazendo quatro pontos, ficando atrás do Paysandu, que acabou se sagrando campeão desse turno, por um ponto.

O segundo turno foi disputado em formato semelhante, com a diferença que os piores times do primeiro foram eliminados – Júlio César, Sacramenta e Tiradentes. Assim, ambos os grupos ficaram com iguais seis participantes. Os confrontos foram cruzados, sendo que dessa vez o Remo jogaria com Sport Belém e Sporting.

Na primeira fase do segundo turno, o Remo se classificou com uma vitória e um empate, somando três pontos, um a mais que o Sporting, segundo colocado. Do outro lado, Paysandu e Tuna passaram. Na segunda fase, disputada entre os quatro, o Leão Azul foi campeão com cinco pontos (duas vitórias e um empate).

O terceiro turno contou com os mesmos participantes da segunda fase do segundo, já que Sport Belém e Liberato de Castro foram eliminados. Remo e Tuna terminaram em igualdade de pontos – cinco (duas vitórias e um empate para cada) – e forçaram uma das mais emocionantes e demoradas decisões. No dia 8 de dezembro, após 3 a 3 no placar regulamentar – 1 a 1 no tempo normal e 2 a 2 na prorrogação –, a Tuna venceu nos pênaltis por 13 a 12 e ficou com o título do terceiro turno.

Nesse cenário, como cada turno teve um vencedor diferente – Paysandu no primeiro, Remo no segundo e Tuna no terceiro –, houve a necessidade de uma disputa extra, o chamado Supercampeonato. Depois do empate de 0 a 0 entre bicolores e tunantes no primeiro jogo, o Leão Azul venceu o Re-Pa do dia 15 de dezembro por 2 a 0, no Baenão. Os gols azulinos foram feitos por Alcino aos 33 minutos do primeiro tempo e Mesquita aos seis minutos do segundo. Com isso, o Remo se colocou em posição privilegiada na luta pelo bicampeonato, eliminando o maior rival.

O time que venceu e eliminou o maior rival do Supercampeonato.
Em pé: Rosemiro, Elias, Dico, China, Rui Azevedo e Cuca.
Agachados: Caíto, Alcino, Mesquita, Roberto e Neves.
Foto: Placar.

Finalmente, em 18 de dezembro, Remo e Tuna se encontravam no Baenão. Aos remistas, bastava o empate; já os tunantes necessitavam da vitória à todo custo. Por isso, o time cruzmaltino se mostrava superior em campo, mas o Leão Azul tinha suas chances. Em uma delas, aos 35 minutos do segundo tempo, Neves cruzou milimetricamente a bola e o gigante Alcino cabeceou sem chances para Reginaldo. concretizando o super-bicampeonato invicto do Clube do Remo.

JOGOS 

18/08/1974.
REMO 6 X 0 JÚLIO CÉSAR-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: José Marcelino dos Santos.
Remo: Gelson; Marinho, China, Rui e Cuca; Nena e Elias; Prado, Soeiro (Mesquita) Amaral e Rodrigues (Neves). 
Gols: Amaral (40”/1’/1T e 38’/1T), Rodrigues (15’/1T), Prado (15’/2T), Marinho (35’/2T) e Elias (45’/2T).

25/08/1974.
REMO 1 X 0 LIBERATO DE CASTRO-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Hamilton Barbosa.
Remo: Gelson; Marinho, China, Rui e Cuca; Elias, Nena e Caíto (Roberto); Prado, Alcino (Soeiro) e Rodrigues. 
Gol: Rodrigues (26’/1T).

11/09/1974.
REMO 10 X 1 SACRAMENTA-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Remo: Dico; Marinho, Rui, Dutra e Cuca; Elias e Amaral; Prado, Caíto (Rodrigues), Alcino (Roberto) e Neves. Técnico: Paulinho de Almeida.
Gols: Alcino (7’/1T, 17’/1T, 23’/1T e 27’/1T), Caíto (28’/1T e 9’/2T), Neves (34’/1T), Amaral (23’/2T e 39’/2T) e Prado (34’/2T); Roberto (18’/1T).

22/09/1974
REMO 3 X 1 TUNA.
Campeonato Paraense 1974 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Manoel Francisco de Oliveira.
Remo: Gelson; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Amaral; Prado, Caíto (Roberto), Alcino e Neves (Rodrigues). Técnico: Paulinho de Almeida.
Gols: Alcino (3’/1T e 16’/1T) e Marinho (30’/2T).

05/10/1974.
REMO 2 X 0 SPORT BELÉM-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 1º Turno – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Walquir Pimentel.
Remo: Gelson; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Amaral (Nena); Neves (Soeiro), Caíto, Alcino e Rodrigues. Técnico: Paulinho de Almeida.
Gols: Alcino (5’/2T) e Rodrigues (9’/2T).

12/10/1974.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1974 – 1º Turno – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Agomar Martins (RS).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Amaral; Prado (Neves), Caíto, Alcino e Rodrigues. Técnico: Paulinho de Almeida.

20/10/1974.
TUNA 0 X 0 REMO.
Campeonato Paraense 1974  – 1º Turno – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Adelson Julião (CE).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Amaral; Prado, Nena (Soeiro), Alcino e Rodrigues (Neves). Técnico: Paulinho de Almeida.

26/10/1974.
REMO 1 X 0 SPORT BELÉM-PA.
Campeonato Paraense 1974  – 2º Turno – 1ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Manuel Francisco de Oliveira.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Amaral; Nena, Prado, Soeiro, Caíto, Alcino e Neves. Técnico: Paulinho de Almeida.
Gol: Marinho (41’/2T).

30/10/1974.
REMO 0 X 0 SPORTING-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 2º Turno – 1ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: José Marcelino dos Santos.
Remo: Dico; Marinho, China, Rui e Cuca; Elias e Nena; Prado, Caíto, Soeiro (Gabriel) e Neves. Técnico: Paulinho de Almeida.
06/11/1974.
REMO 2 X 0 TUNA.
Campeonato Paraense 1974 – 2º Turno – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Oziris Pizzoli (ES).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Roberto; Caíto (Prado), Mesquita (Nena), Alcino e Amaral.
Gols: Amaral (2’/1T) e Roberto (33’/1T).

10/11/1974.
REMO 3 X 0 SPORTING-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 2º Turno – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias, Roberto (Nena) e Amaral (Rodrigues); Prado, Caíto e Alcino. Técnico: Paulinho de Almeida.
Gols: Alcino (2) e Amaral.

17/11/1974.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1974 – 2º Turno – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: José Assis de Aragão (SP).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias, Roberto (Nena) e Mesquita; Caíto, Alcino e Rodrigues (Prado). Técnico: Paulinho de Almeida.
Obs.: Remo campeão do segundo turno.

20/11/1974. 
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1974 – 3º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: José Marçal Filho (RJ).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui Azevedo e Cuca; Elias e Nena; Caíto (Prado), Mesquita, Roberto e Amaral. Técnico: Paulinho de Almeida.
Gol: Roberto (4’/2T).

27/11/1974.
REMO 0 X 0 TUNA.
Campeonato Paraense 1974 – 3º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Geraldino César (RJ).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui Azevedo e Cuca; Elias e Nena (Amaral); Prado, Caíto, Mesquita e Amaral (Neves).

30/11/1974
REMO 1 X 0 SPORTING-PA.
Campeonato Paraense 1974 – 3º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Manoel Francisco de Oliveira.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Caíto, Roberto, Mesquita (Prado) e Amaral (Neves). Técnico: Paulinho de Almeida.
Gol: Caíto (27’/1T).

04/12/1974.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1974 – 3º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Garibaldo Matos (BA).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Caíto (Prado), Roberto, Alcino e Amaral (Neves). Técnico: Paulinho de Almeida.
Gols: Alcino (23’/1T) e Neves (35’/2T); Bené (12’/1T).

08/12/1974.
REMO 3 X 3 TUNA.
Campeonato Paraense 1974 – 3º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: José Marçal Filho (RJ).
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Caíto (Prado), Roberto, Alcino e Amaral (Neves). 
Gols: Roberto (6’/1T, 2’/1T-PRO e 13’/2T-PRO).
Obs.: Após empate em 1 x 1 no tempo normal e 3 x 3 na prorrogação, o Remo perdeu nos pênaltis por 12 x 13. 

15/12/1974.
REMO 2 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1974 – Supercampeonato.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Hélio Cosso (MG).
Remo: Dico; Rosemiro, China, Rui Azevedo e Cuca; Elias e Mesquita; Caíto (Prado), Alcino, Roberto e Neves. 
Gols: Alcino (33’/1T) e Mesquita (6’/2T).

18/12/1974.
REMO 1 X 0 TUNA.
Campeonato Paraense 1974 – Supercampeonato.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Árbitro: Agomar Martins (RS).
Remo: Dico; Rosemiro, China, Rui Azevedo e Cuca; Elias, Roberto e Nena; Caíto (Prado), Alcino e Neves. 
Gols: Alcino (35’/2T).
Obs.: Remo super-bicampeão paraense invicto.

ESTATÍSTICAS 

19 jogos.
16 vitórias. 
3 empates.
38 gols pró.
6 gols contra.
+32 gols de saldo. 

Jogadores

Legenda: Nº de Jogos – Jogador (T = Nº de Jogos como Titular / RU = Nº de Jogos como Reserva Utilizado).

19 – Cuca (19 T).
19 – Elias (19 T).
19 – Rui Azevedo (19 T).
18 – Prado (10 T / 8 RU).
17 – Caíto (17 T).
17 – Marinho (17 T).
15 – Amaral (14 T / 1 RU).
15 – Dico (15 T).
15 – Nena (11 T / 4 RU).
14 – Alcino (14 T).
14 – Dutra (14 T).
14 – Neves (7 T / 7 RU).
12 – Roberto (9 T / 3 RU).
9 – Rodrigues (6 T / 3 RU).
7 – Mesquita (6 T / 1 RU).
6 – Soeiro (3 T / 3 RU).
5 – China (5 T).
4 – Gelson (4 T).
2 – Rosemiro (2 T).
1 – Gabriel (1 RU).

Artilheiros 

Legenda: Nº de Gols – Jogador.

12 – Alcino.
6 – Amaral.
5 – Roberto.
3 – Caíto.
3 – Marinho.
3 – Rodrigues.
2 – Neves.
2 – Prado.
1 – Elias.
1 – Mesquita.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Acesso à Série A (2025)

 
2025 – ACESSO À SÉRIE A – Foto: ASCOM/Remo.

1 – ANTECEDENTES 

Quando indagado se continuaria no Clube do Remo, ainda no gramado, em meio às comemorações pelo acesso à Série B em 2024, o executivo Sérgio Papellin enfatizou que só permaneceria no clube se o pensamento fosse de subir para a Série A. A ideia era ousada, já que o Leão Azul havia acabado de retornar à Segunda Divisão, mas a diretoria investiu pesado para que fosse concretizada. Manteve o técnico Rodrigo Santana e nomes importantes na campanha do acesso, além de trazer reforços experientes.

Localmente, o Remo conseguia seus resultados sem muitas dificuldades. Mas o futebol apresentado era alvo de críticas pela torcida e mídia esportiva. O primeiro baque foi a eliminação na primeira fase da Copa Verde para o São Raimundo-RR em pleno Baenão (ainda que de portões fechados em cumprimento de punição).

Ainda assim, o Remo permanecia invicto no Campeonato Paraense e conseguiu se classificar para a segunda fase da Copa do Brasil. Infelizmente, logo depois, o Leão perderia a invencibilidade estadual e seria eliminado do torneio nacional para o Criciúma-SC, no Mangueirão, no primeiro grande teste contra um time de nível Série B.

Diante disso, Rodrigo Santana foi demitido e o Remo contratou Daniel Paulista, com larga experiência na Segunda Divisão, vindo em um período de paralisação do Campeonato Paraense. No retorno, sob o comando de Daniel, o Remo conseguiu avançar para a final estadual antes de começar a Série B.

2 – ERA DANIEL PAULISTA

Com Daniel Paulista, o Remo iniciou a sua jornada na Série B. Na estreia, deixou escapar uma vitória contra a Ferroviária no último minuto. No primeiro jogo diante do Fenômeno Azul, vitória sobre o América-MG por 2 a 0. Nas rodadas seguintes, a tônica foi a mesma: em casa, venceu Coritiba-PR (1 x 0), Amazonas (1 x 0) e Vila Nova-GO (2 x 0); fora, empatou com Botafogo-SP (2 x 2), Criciúma-SC (1 x 1) e Atlético-GO (1 x 1). Nesse intervalo de tempo, ainda foi campeão paraense sobre o Paysandu.

Esse padrão de resultados só mudou na nona rodada, com um decepcionante empate de 1 a 1 com o Volta Redonda-RJ no Mangueirão. No jogo seguinte, perdeu para o CRB-AL por 2 a 0, em Maceió (AL). Até então, o Remo era o único time de todo o campeonato que ainda não havia perdido.

Pior do que o fim da invencibilidade, foram os abandonos de Sérgio Papellin e Daniel Paulista nesse período, que preferiram ir aos seus antigos clubes, Fortaleza-CE e Sport-PE, respectivamente, afundados na zona de rebaixamento da Série A. Diante disso, o Remo anunciou Marcos Braz, ex-dirigente multicampeão pelo Flamengo-RJ, que assumiria pela primeira vez o cargo de executivo.

3 – ERA ANTÓNIO OLIVEIRA

Algumas semanas se passaram até o Remo anunciar um novo treinador. Enquanto isso, comandado interinamente por Flávio Garcia, o Leão Azul venceu o Operário-PR em Belém e perdeu para o Athletico-PR em Curitiba (PR), ambos os placares sendo 2 a 1. Após muitas negociações, o português António Oliveira foi contratado. Como curiosidade, o pai do treinador, Toni, ídolo do Benfica-POR, estreou com a camisa encarnada como jogador justamente no amistoso contra o Remo em 1968.

O primeiro desafio do novo técnico foi justamente o Re-Pa. Mesmo vivendo momentos totalmente distintos, com o Remo figurando na parte de cima da tabela e o Paysandu segurando a lanterna, os azulinos não justificaram o seu favoritismo e perderam pelo placar mínimo.

Nesse ponto, a desculpa do pouco tempo de trabalho era válida. Mas o que se observou no decorrer do campeonato era um Remo que não evoluía, com um desempenho pífio em casa – uma vitória, três empates e quatro derrotas –, compensado com um retrospecto invicto fora de casa – três vitórias e quatro empates. A gota d’água foi o revés para o Atlético-GO no retorno ao Baenão, na 27ª rodada. 

António deixou o Remo com um aproveitamento péssimo de 42%, bem menor que os 56% de Daniel Paulista. Além disso, afastou o Leão da disputa pelo acesso, que assumia a oitava posição nesse momento. A situação piorou com a derrota no jogo seguinte, para o Volta Redonda-RJ, no Rio, sob o comando interino de Flávio Garcia, despencando o Remo para a 12ª posição, há sete pontos do G4, fazendo retornar ainda o fantasma do rebaixamento de 2021.

4 – ERA GUTO FERREIRA

Para tentar compensar todo o estrago feito pelo técnico anterior, o Remo contratou Guto Oliveira, conhecido como “Rei do Acesso”, que comandaria o time nos dez jogos finais. Entretanto, nesse primeiro momento, seu papel era afastar de vez a possibilidade de rebaixamento, que voltava a assombrar o Fenômeno Azul. Com as vitórias sobre o CRB-AL em casa (4 x 2) e Operário-PR fora (1 x 0), o Remo chegou aos 45 pontos, considerado ponto de corte para a salvação do descenso.

Em seguida, o Leão teria uma sequência duríssima de três jogos em Belém. No primeiro, o Remo conseguiu uma grande vitória sobre o poderoso Athletico-PR por 2 a 1, no Baenão. Depois, venceu o maior rival por 3 a 2 em um Re-Pa histórico, com um gol antológico de falta de Diego Hernandez nos acréscimos do segundo tempo, que não apenas recolocou os azulinos na disputa do acesso, como também encaminhou o rebaixamento dos bicolores. Por fim, superou o Athletic-MG, aplicando 3 a 1 no Baenão.

O Remo enfim retornava ao G4, curiosamente na icônica 33ª rodada. Agora mais difícil do que chegar, era se manter. Longe de seus domínios, o Leão Azul obteve uma vitória espetacular por 3 a 1 diante do Cuiabá-MT em plena Arena Pantanal, pondo fim ao trauma de dez anos atrás – por sinal, aquele local ainda traria mais alegrias aos azulinos na competição. O Filho da Glória e do Triunfo chegava à sexta vitória seguida – a maior sequência remista em Campeonatos Brasileiros – e se consolidava ainda mais na briga pelo acesso.

Na terceira posição com 57 pontos, uma vitória contra a Chapecoense-SC deixava o Remo com um pé e meio na Série A. E por alguns míseros segundos, essa vitória escapou das garras do Leão Azul, decepcionando a torcida que lotou o Baenão. O frustrante empate parece ter abalado o elenco, que foi irreconhecível nos dois jogos seguintes longe de Belém, empatando com o Novorizontino-SP (1 x 1) e perdendo para o Avaí-SC (3 x 1). Assim, o Remo ainda tinha chances de subir, mas já não dependeria mais de si.

4 – O JOGO DO ACESSO

Na última rodada, o Remo figurava na sexta posição, com 59 pontos. À sua frente, dos que disputavam o acesso com o Leão, estavam: Chapecoense-SC (59 pontos), Goiás (61) e Criciúma-SC (61). Portanto, para subir, o Remo precisava vencer o Goiás e torcer para uma derrota do Criciúma contra o Cuiabá-MT na Arena Pantanal (MT) ou uma derrota ou empate da Chapecoense contra o Atlético-GO na Arena Condá (SC). 

Antes de tudo, o Remo precisava fazer a sua parte. Ao seu favor, teria o apoio incondicional da sua torcida, que estabeleceu o recorde de público da Série B (47.572 presentes). Uma festa nunca antes vista foi protagonizada pelo Fenômeno Azul na entrada dos jogadores em campo, com direito a dois belos mosaicos pedindo que os atletas azulinos honrassem a camisa e que Nossa Senhora de Nazaré intercedesse pelo Clube do Remo nessa última batalha.

Apesar de toda essa atmosfera favorável, foi o Goiás que abriu o placar nos primeiros minutos de jogo. Porém, aos poucos o Remo se restabelecia dentro de campo, criando inúmeras chances e empolgando cada vez mais a torcida. Quando já decorriam os acréscimos do primeiro tempo, aos 48 minutos, Pedro Rocha, craque e artilheiro da Série B, se desvencilhou dos defensores e marcou um golaço de fora da área, o seu 15º na competição, explodindo o Fenômeno Azul.

Volta o jogo para a etapa final. O torcedor azulino dividia a sua atenção entre o jogo do Remo e os jogos dos concorrentes, até que veio a informação: Cuiabá 1 x 0! O Fenômeno Azul comemorou como se fosse um gol do Remo e não era para menos: com esse placar, bastava o Leão vencer a sua partida para conquistar o tão sonhado acesso. E não demorou muito para a verdadeira comemoração acontecer: após cruzamento à meia altura de Pedro Rocha, João Pedro desviou para o fundo das redes. Depois, após mais uma assistência de Pedro Rocha, João Pedro, mais uma vez, deu números finais ao jogo: Remo 3 x 1!

A maior torcida da Amazônia, ensandecida, cantava. Minutos de tensão teimavam em não passar, até que aos 50 minutos e 45 segundos, Raphael Claus apontou para o centro do gramado. Logo depois, quase ao mesmo tempo, terminava em Cuiabá. Uma explosão de alegria tomou conta do Mangueirão e ecoou por todo o Brasil. Risos e lágrimas de alegria expressaram todo o sentimento que estava guardado dentro de cada azulino. Milhares invadiram o gramado e estenderam ao centro a bandeira de Nossa Senhora de Nazaré, gerando imagens que davam o recado a todo o país:

O REMO ESTAVA DE VOLTA À SÉRIE A!

Orgulho do Norte! – Foto: ASCOM/Remo.



terça-feira, 4 de novembro de 2025

Torneio Internacional de Paramaribo de 1999

Em março de 1999, o Remo excursionou ao Suriname, onde disputou e conquistou o Torneio Internacional de Paramaribo. Foi o terceiro título azulino no país, juntando-se às conquistas de 1980 e 1984. Na campanha, o Leão Azul venceu o Robinhood por 1 a 0 e o SNL na final por 2 a 0. 

O Liberal, 27 de março de 1999.

JOGOS

24/03/1999.
ROBINHOOD-SUR 0 X 1 REMO.
Estádio Nacional do Suriname – Paramaribo (SUR).
Remo: Luciano, Anderson (Ricardo), Luís Carlos Trindade, Pachequinho (Balão), Aílton, Mael… Técnico: Fernando Oliveira.
Gol: Luís Carlos Trindade (40’/1T).
26/03/1999.
SNL-SUR 0 X 2 REMO.
Estádio Nacional do Suriname – Paramaribo (SUR).
Gols: Leandro (6’/2T) e Mael (27’/2T).
Obs.1: O SNL era o campeão surinamês.
Obs.2: O Remo sagrou-se campeão do Torneio Internacional de Paramaribo (Suriname).

Antes de retornar a Belém, os azulinos ainda empataram com a Seleção do Suriname em 1 a 1, no dia 28 de março, sendo o gol remista marcado por Mael.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Os Títulos Esportivos do Clube do Remo (1911-1957)

O Liberal, 5 de fevereiro de 1958

A galeria de títulos do Clube do Remo é gigantesca. Porém, como não existe um trabalho de catalogação dos troféus pertencentes ao clube, é difícil dimensionar a totalidade das glórias azulinas, notadamente das outras modalidades esportivas ditas "amadoristas", que não recebem as devidas atenções e espaços nos veículos de comunicação. Felizmente, alguns materiais históricos preenchem pelo menos parte dessas lacunas, como é o caso do jornal O Liberal de 5 de fevereiro de 1958.

A publicação é uma homenagem aos 53 anos de história do Clube do Remo, destacando diversos aspectos da vida do Leão Azul. Um dos tópicos mais importantes é a listagem dos títulos esportivos estaduais desde o primeiro em 1911 (regatas) até 1957, evidenciando o caráter multi-esportivo e vencedor do Filho da Glória e do Triunfo. Obviamente, essas informações precisam de uma pesquisa e análise mais acurada, mas são uma importante referência para o resgaste das conquistas azulinas para além do futebol. 

Eis os títulos do Remo de 1911 até 1957 segundo O Liberal:

Futebol: 1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1918, 1919, 1924, 1925, 1926, 1930, 1933, 1936, 1940, 1949, 1950, 1952, 1953 e 1954.

Remo: 1911, 1912, 1913, 1914, 1915, 1917, 1918, 1921, 1923, 1926, 1929, 1931, 1933, 1934, 1941, 1945 e 1947.

Natação: 1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1925, 1926, 1928, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941 e 1956.

Pólo Aquático: 1916, 1917, 1918, 1919 e 1926.

Saltos Ornamentais: 1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924 e 1947.

Atletismo: 1925, 1956 e 1957.

Basquete: 1938, 1939, 1940, 1948 e 1950.

• Vôlei: 1938, 1939, 1940, 1950, 1954, 1956 e 1957.

• Tênis: 1925 e 1930.

• Tênis de Mesa: 1947, 1950, 1951, 1952, 1953 e 1954.

• Celotex: 1955 e 1956.

sábado, 12 de julho de 2025

Torneio Péricles Guedes de Oliveira de 1968

Torneio quadrangular disputado em Belém (PA) entre Remo, Combatentes-PA, Sport Belém-PA e Sampaio Corrêa-MA. O Leão foi campeão vencendo todos os seus adversários.

JOGOS

01/03/1968.
REMO 2 X 0 SPORT BELÉM-PA.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 
Árbitro: Augusto Barreto Jambo.
Remo: François; China, Assis, Alemão e Edílson, Ângelo e Gilson (Cláudio); Zé Ilídio (Zezé), Robilotta, Valtinho (Silva) e Zequinha. Técnico: Danilo Alvim.
Gols: Zequinha e Valtinho.

03/03/1968.
REMO 4 X 3 SAMPAIO CORRÊA-MA.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 
Árbitro: Jaime Batista.
Remo: Jurandir; China, Alemão, Assis (Casemiro) e Edílson; Ângelo e Gilson (Zé Augusto); Zé Ilídio, Valtinho, Robilotta e Silva (Zequinha). Técnico: Danilo Alvim.
Gols: Robilotta (24’/1T e 5’/2T), Valtinho (38’/1T) e Zequinha (28’/2T).

06/03/1968.
REMO 2 X 1 COMBATENTES-PA.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 
Árbitro: Norman Davis.
Remo:
Gols: Zé Augusto (22’/1T) e Ângelo (33’/1T).

O Liberal – 07/03/1968.

FONTE

- O Liberal.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Texto – "Que grande equipe é a do Remo!"


O texto a seguir trata-se de uma tradução feita e veiculada pelo jornal A Província do Pará de 01/02/1950, de um texto cuja autoria é de Luiz José Sanchez, um dos grandes comentaristas esportivos de Caracas (Venezuela), por ocasião da passagem do Clube do Remo pelas terras venezuelanas. Sanchez era redator do diário El Heraldo e reservou algumas linhas na seção Pitazos de fútbol para enaltecer a qualidade dos azulinos, equivocadamente chamados de "cariocas" pela crônica local.

"Que grande equipe é a do Remo!" – Estas são as expressões de todos os aficionados que têm acorrido às arquibancadas Paraiso, a assistir as atuações tão destacadas dos futebolistas "cariocas". Nosso público tem admirado e aplaudido grandemente a harmoniosa modalidade do jogo embriagador dos brasileiros. A um passe escultural de Jambo de ou a uma rebatida de Isan nossa torcida tem tributado sempre uma calorosa ovação como se foram atitudes esculturais de toureiro caro. Sem reservas, sem que dentro de nós fique a dançar mais a leve dúvida, podemos dizer, toda vez que o aplaudimos, que o Clube do Remo veio demonstrar para nós aqui, a alta qualidade do futebol do Brasil.

Em parte, deve-se atribuir as boas atuações do quadro carioca a que levam cerca de quatro anos jogando em conjunto todos os seus integrantes. Por iso que ne nhum desentôa e que todos se movem como se fôra ao compasso de uma melodia, tão igual a uma maquina em que se começa pela matéria prima e se acaba pelo produto a ser entregue ao consumidor. Ha que se deixar cair por terra as vendas do fanatismo, dos tôlos regionalismos, e ver com a maior diafaneidade possivel que nossos atuais visitantes são verdadeiros futebolistas. Clube do Remo – entendimento e conjunto!

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Campeão Brasileiro da Série C em 2005

CLUBE DO REMO – CAMPEÃO BRASILEIRO DA SÉRIE C 2005

Todo clube espera um dia chegar aos 100 anos de vida. A concretização de um marco tão importante quanto este é a prova de que a instituição superou todas as dificuldades que lhe foram impostas durante a sua existência e permaneceu ativa. Isso é particularmente singular nos clubes de massa. Nada mais justo então do que comemorar o centenário de uma forma especial, que orgulha os seus torcedores. Porém, este não parecia ser o caso do Clube do Remo em 2005.

Os 100 anos do Leão casou justamente com o pior momento de sua história até então. Rebaixado na Série B do ano anterior, o Remo disputaria pela primeira vez a Série C do Campeonato Brasileiro, a última divisão nacional na época. Para se ter uma ideia, o Remo foi o último dos grandes paraenses a estar na Terceira Divisão – o Paysandu já havia disputado em 1990 e a Tuna em 1992.

Para piorar, 2005 não iniciou da melhor forma para o Remo, que amargurou o vice-campeonato estadual para o maior rival e a sofrida eliminação diante do Figueirense-SC na Copa do Brasil. Somado a isso, uma severa crise financeira fazia com que o prognóstico azulino não fosse dos melhores. Antes de disputar a Série C, o Remo participou de amistosos pelo interior para arrecadar dinheiro.

O início da dura jornada rumo à glória! Pela primeira vez, o Clube de Periçá estreava na Série C e foi fora de casa, no estádio Canarinho (RR), contra o modesto São Raimundo local. O empate de 2 a 2 dava conta de que o caminho pela frente seria difícil, mas recompensador – Foto: Reprodução.

Naquele ano, a Terceira Divisão contou com 63 times, inicialmente divididos em grupos regionalizados. O Mais Querido ficou no grupo 3 juntamente com Abaeté-PA, São José-AP e São Raimundo-RR. Foi contra este último que o Leão estreou no campeonato, no dia 31/07, conseguindo um empate de 2 a 2 fora de casa. Apesar do resultado razoável, o técnico Walter Lima, que desde a intertemporada teve que lidar com os recorrentes atrasos de salários e descontentamento do elenco, resolveu entregar o cargo.

Nesse contexto, o Remo contratou o experiente técnico Roberval Davino, que já havia sido campeão da Série C em 1997 pelo Vila Nova-GO. Apesar de enfrentar os mesmos problemas que o seu antecessor, Davino contou com o apoio da diretoria, mas sobretudo da torcida azulina. A grande prova disso foi no primeiro jogo em Belém, quando mais de 28 mil pessoas foram ao Mangueirão para empurrar o Leão à vitória de 2 a 1 sobre o bom time do Abaeté, na data de 02/08.

Roberval Davino (técnico) e Raphael Levy (presidente) seguraram as rédeas e comandaram o Clube do Remo durante a campanha – Foto: Fernando Araújo.

Essa prova de amor surpreendeu o novo comandante remista, sendo fundamental para fazer com que um time operário, sem muitos destaques individuais, se tornasse competitivo. Assim se deu a tônica do Remo na Série C. Valendo-se do fator casa como diferencial graças às lotações do Olímpico do Pará, o Leão terminou a primeira fase de forma invicta, com quatro vitórias e dois empates.

A REMONTADA AZULINA! No primeiro mata-mata da Série C, o Clube de Periçá venceu o Tocantinópolis-TO por 4 a 1 no Mangueirão e conseguiu uma remontada inesquecível, revertendo uma desvantagem de 2 a 0 na ida – Foto: Reprodução.

As fases seguintes foram decididas em três mata-matas. No primeiro ocorreu um dos jogos mais memoráveis da campanha: após perder na ida para o desconhecido Tocantinópolis-TO por 2 a 0, o Remo deu a volta por cima com um emocionante 4 a 1, no dia 11/09. Em seguida, o Leão teve pela frente mais uma vez o valoroso Abaeté, eliminando-o com uma vitória de 3 a 2 e um empate de 1 a 1, sendo os dois jogos realizados no Mangueirão. Por fim, o Mais Querido passou pelo Nacional-AM, vencendo-o por 2 a 0 em Manaus (AM), na ida, permitindo a classificação mesmo com a surpreendente derrota de 1 a 0 na volta, em casa.

No último mata-mata, diante de um público de 45.841 torcedores, o Remo acabou derrotado para o Nacional-AM por 1 a 0, mas como havia ganho em Manaus por 2 a 0, conseguiu a sua classificação para o quadrangular final – Foto: Reprodução 

Chega então o quadrangular decisivo. Remo, Novo Hamburgo-RS, Ipatinga-MG e América-RN lutariam pelo acesso. A estreia do Leão nessa fase final ocorreu em 22/10, 1 a 0 em cima dos gaúchos, no Mangueirão. Porém, duas derrotas fora, para mineiros e potiguares, ambas por 1 a 0, complicaram a situação, colocando o Leão na lanterna do grupo. No dia 06/11, o Remo recuperou-se ao vencer o América por 2 a 0, em casa.  Mas o empate com o Ipatinga por 2 a 2, dia 13, em Belém – após estar vencendo por 2 a 0 – quase pôs tudo a perder. Até aqui, a classificação do quadrangular era a seguinte: América, 9 pontos; Ipatinga, 8; Remo, 7; Novo Hamburgo, 4. 

Na rodada derradeira, o Leão viajou até o Rio Grande do Sul para enfrentar o já eliminado Novo Hamburgo, na data de 20/11. Precisando de uma vitória, o time contou com a maior torcida do Norte, teria a sua maior decisão longe dela. Porém, mesmo distante fisicamente, a imensa Nação Azul se fazia presente espiritualmente e estava representada por alguns poucos guerreiros azulinos no estádio Santa Rosa. E todos explodiram de alegria quando Capitão aos 3' e Maurílio aos 29' do segundo tempo decretaram a vitória azulina por 2 a 1 – Luiz Gustavo diminuiu para o Novo Hamburgo. Simultaneamente no Ipatingão (MG), um empate de 0 a 0 decretou: Remo, campeão brasileiro da Série C de 2005! 

Heróis nacionais! Maurílio e Capitão, os autores dos gols da vitória de 2 a 1 sobre o Novo Hamburgo-RS, fora de casa, que sacramentou o título do Campeonato Brasileiro Série C – Foto: Carlos Silva/O Liberal

A tão suada e batalhada conquista veio no saldo de gols: com 10 pontos cada, o Remo superou o América por uma bola (2 a 1). A festa que começou no Sul, atravessou o Brasil e foi potencializada em todo o Norte do país. Foi a consagração da torcida azulina, agora eternizada por todos como o Fenômeno Azul, recordista nacional de público com 30.869 pagantes por jogo – feito que só seria igualado por Bahia e Santa Cruz-PE posteriormente – relembrando a todos o porquê de o Clube do Remo ser eternamente o Mais Querido da Amazônia!

Os campeões brasileiros nos braços do Fenômeno Azul – Foto: O Liberal

No seu retorno à capital paraense, os campeões foram recepcionados por uma multidão de azulinos, que tomou conta dos arredores do Aeroporto Internacional de Belém e seguiram em carreata no caminhão do Corpo de Bombeiros até à avenida Doca de Souza Franco. O troféu do título só chegou à posse do Clube do Remo no dia 05/12/2005, no evento Prêmio Craque do Brasileirão, promovido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Rede Globo, no Centro do Rio (RJ).

A CAMPANHA

1ª Fase 

31/07/2005.
SÃO RAIMUNDO-RR 2 X 2 REMO.
Estádio Flamarion Vasconcelos/Canarinho – Boa Vista (RR). 
Gols: Branco (40’/1T e 12’/2T); Jair (44’/1T) e Landu (45’/1T).

07/08/2005.
REMO 2 X 1 ABAETÉ-PA. 
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Emerson (7’/2T e 25’/2T); Rogério (6’/1T).

14/08/2005.
REMO 3 X 2 SÃO JOSÉ-AP.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Emerson (16’/1T), Carabina (39’/1T), Douglas Richard (15’/2T); Jean Marabaixo (30’/1T) e Marcelo Brás (34’/2T).

21/08/2005.
SÃO JOSÉ-AP 1 X 1 REMO.
Estádio Milton Corrêa/Zerão – Macapá (AP). 
Gols: Marclésio (33’/1T); Emerson (45’/1T).

28/08/2005.
ABAETÉ-PA 1 X 2 REMO.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Irituia (5’/2T); Douglas Richard (27’/1T e 49’/2T). 

03/08/2005.
REMO 4 X 0 SÃO RAIMUNDO-RR.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.  
Gols: Douglas Richard (5’/1T), Geraldo (34’/1T), Emerson (41’/2T) e Osny (47’/2T).

2ª Fase

11/09/2005.
TOCANTINÓPOLIS-TO 2 X 0 REMO.
Estádio João Ribeiro/Ribeirão – Tocantinópolis (TO).
Gols: Moacri (5’/2T) e Ferinha (41’/2T).
18/09/2005.
REMO 4 X 1 TOCANTINÓPOLIS-TO. 
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Capitão (8’/1T), Emerson (15’/1T), Magrão (33’/2T) e Osny (39’/2T); Lairson (21’/2T).

2ª Fase

25/09/2005.
REMO 1 X 1 ABAETÉ-PA.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Marquinhos (24’/1T); Gauchinho (35’/1T).

O Abaeté foi um adversário ferrenho durante todo o ano de 2005 – Foto: Marcelo Seabra/O Liberal.

02/10/2005.
ABAETÉ-PA 2 X 3 REMO.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Souza (23’/1T) e Rogério (22’/2T); Capitão (3’/1T), Maurílio (4’/2T) e Marquinhos (30’/2T). 

3ª Fase

08/10/2005.
NACIONAL-AM 0 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série C 2005.
Estádio Vivaldo Lima/Vivaldão – Manaus (AM). 
Gols: Emerson (32’/1T) e Maurílio (40’/2T). 

Na ida do último mata-mata da fase classificatória, o Remo obteve um ótimo resultado ao vencer o Nacional-AM, por 2 a 0, no antigo Vivaldão (AM). Foto: Reprodução 

16/10/2005.
REMO 0 X 1 NACIONAL-AM.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gol: Márcio Griggio (22’/2T).

Fase Final

22/10/2005.
REMO 1 X 0 NOVO HAMBURGO-RS.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gol: Marquinhos (44’/1T).
 
29/10/2005.
IPATINGA-MG 1 X 0 REMO. 
Campeonato Brasileiro Série C 2005.
Estádio Estádio Municipal Epaminondas Mendes Brito/Ipatingão – Ipatinga (MG). 
Gol: William (41’/1T).
 
02/11/2005.
AMÉRICA-RN 1 X 0 REMO. 
Estádio João  Machado/Machadão – Natal (RN). 
Gol: Bibi (47’/2T).

06/11/2005.
REMO 2 X 0 AMÉRICA-RN.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: André Barata (27’/1T) e Landu (40’/2T).

13/11/2005.
REMO 2 X 2 IPATINGA-MG.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gols: Maurílio (26’/1T) e Douglas Richard (43’/1T); Jaílton (47’/1T) e Marinho (15’/2T).

20/11/2005.
NOVO HAMBURGO-RS 1 X 2 REMO.
Estádio Santa Rosa – Novo Hamburgo (RS). 
Gols: Luiz Gustavo (34’/2T); Capitão (2’/2T), Maurílio (29’/2T).
Obs.: Remo campeão brasileiro da Série C 2005.

O JOGO DO TÍTULO

20/11/2005.
NOVO HAMBURGO-RS 1 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série C 2005 – Fase Final.
Estádio Santa Rosa – Novo Hamburgo (RS). 
Público: 242 (pagantes). 
Renda: R$ 1.695.00. 
Árbitro: Djalma José Beltrami (RJ). 
Novo Hamburgo-RS: Luciano; Dias, Sidney e William; Rafael, Pedro Ayub, Émerson, Preto e Gérson (Valdinei); Flaviano (Duda) e Luiz Gustavo. Técnico: Gilmar Iser. 
Remo: Rafael; Marquinhos, Magrão, Carlinhos e Eduardo (Sérgio); Márcio, Serginho, Maurílio e Geraldo (Capitão); Landu e Douglas Richard (Aílton). Técnico: Roberval Davino.
Gols: Luiz Gustavo (34’/2T); Capitão (2’/2T), Maurílio (29’/2T).
Cartões Amarelos: Preto; Eduardo, Marquinhos, Sérgio, Aílton e Rafael.
Expulsão: Sidiney.

A festa do título em terras gaúchas. Foto: Reprodução 


Para visualizar outros detalhes da campanha, acesse Temporada de 2005.

FESTA DOS CAMPEÕES SEM OS CAMPEÕES

No dia 31/01/2006, antes da bola rolar no jogo contra o São Raimundo-PA, pelo Campeonato Paraense de 2006, o Remo promoveu a cerimônia oficial do título brasileiro da Série C de 2005. A diretoria havia mandado confeccionar 50 faixas. Todavia, dos campeões brasileiros, apenas Rafael – que entrou em campo com a taça –, Léo, João Pedro e Paulista, receberam o seu prêmio por ainda figurarem no elenco. Ao invés de enviar as faixas ao restante dos campeões e ao técnico Roberval Davino, a diretoria resolveu distribuí-las aos jogadores em campo que atuaram naquele dia – a maioria reserva – e aos “estranhos”, como noticiou o Diário do Pará.

Os campeões com a taça da Série C – Foto: Reprodução.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

O Tabu

Diário do Pará, 08/05/1997

Entre 31/01/1993 e 07/06/1997, o Clube do Remo ficou exatos 1.588 dias sem saber o que era derrota para o maior rival. Nesse período, o Rei da Amazônia somou 33 jogos de invencibilidade, sendo 21 vitórias e 12 empates, configurando o maior tabu entre clássicos do Brasil e, muito provavelmente, do mundo.

OS 33 JOGOS DO TABU

1. 31/01/1993.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Torneio Pará-Ceará 1993. 
Estádio Estadual Edgar Proença/Mangueirão. 
Público: 7.787 (pagantes). 
Renda: Cr$ 171.870.000,00. 
Árbitro: José Ribamar Ferreira de Araújo. 
Assistentes: Mauro Gilberto Cardoso e Paulo Sérgio dos Santos Melo. 
Remo: Flávio; Marcelo, Belterra, Gilberto Cametá e Wanderley; Agnaldo, Dema e Serrano (Alex); Édson, Leco e Luciano Viana (Celso Reis). Técnico: Warley de Carvalho.
Paysandu: Paulo Victor; Marinaldo (Gleidson), Augusto, Nad e Marco Aurélio; César, Oberdan e Rogerinho; Jardel, Sené, Bernardo (Carlos André). Técnico: Lúcio Santarém. 
Cartões Amarelos: Marcelo e Wanderley; Augusto, Nad e César.

2. 07/02/1993.
REMO 1 X 0 PAYSANDU. 
Torneio Pará-Ceará.
Estádio Estadual Edgar Proença/Mangueirão. 
Árbitro: Manoel Francisco de Oliveira. 
Assistentes: Antônio Macedo e Lenílson Alcântara. 
Público: 4.731.
Renda: CR$ 101.000.000,00. 
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Darley e Wanderley; Agnaldo, Dema e Tarcísio; Édson, Miranda e Luciano Viana (Celso Reis). Técnico: Warley de Carvalho. 
Paysandu: Paulo Victor; Gladson, Nad (Marcelo Soares), Augusto e Pedrinho; César, Rogerinho Gameleira e Oberdan; Jardel, Rildon (Sené) e Carlos André. Técnico: Lúcio Santarém.
Gol: Wanderley.
Obs.: A Primeira Fuga – O Paysandu vencia o jogo por 1 a 0, quando o árbitro Manoel Francisco de Oliveira assinalou pênalti para o Remo. Os jogadores Célio e Rogerinho Gameleira “peitaram” o árbitro, sendo expulsos por essa atitude. Em protesto, a diretoria bicolor na figura do presidente Ruy Sales ordenou a retirada do time de campo. Após isso, o azulino Wanderley foi autorizado a cobrar o pênalti com o gol vazio. O árbitro aguardou cinco minutos e, como o Paysandu não retornou, a partida foi encerrada e o Remo, declarado vencedor, de acordo com o Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF).

3. 16/05/1993.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – 1º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 13.665 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.366.500.000,00.
Árbitro: Luís Júlio Lima.
Assistentes: Antônio Macedo de Oliveira e Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Mário César e Batata; Agnaldo, Biro Biro e Tarcísio; Romeu, Leco e Édson (Júnior). Técnico: Givanildo Oliveira.
Paysandu: Paulo Victor; Cleidson, Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Oberdan, Édson e Mazinho (Edgar); Edil, Marcos Roberto (Carlos André) e Carlinhos.
Técnico: Tata.
Cartões Amarelos: Belterra, Batata e Romeu; Édson.

4. 20/05/1993.
PAYSANDU 0 X 1 REMO.
Campeonato Paraense 1993 – 1º Turno – Final (1º Jogo).
Estádio Leônidas Castro/Curuzu.
Público: 9.295 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.394.250.000,00.
Árbitro: Silvio Luís de Oliveira.
Assistentes: Waldemir Oliveira da Costa e José Ribamar Ferreira Araújo.
Paysandu: Paulo Victor, Cleidson, Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Oberdan, Édson e Mazinho (Marcos Roberto); Edil, Mauricinho e Carlinhos (Carlos André). Técnico: Tata.
Remo: Luís Carlos, Marcelo (Dema), Belterra, Mário César e Batata (Edson); Agnaldo, Biro-Biro e Alberto; Romeu, Cacaio e Júnior. Técnico: Givanildo Oliveira.
Gol: Alberto (27’/1T).
Cartões Amarelos: Marcelo Soares, Oberdan, Mazinho e Marcos Roberto.

5. 23/05/1993.
REMO 3 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – 1º Turno – Final (2º Jogo). 
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 12.765 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.914.750.000,00.
Árbitro: Walter de Paula Senra (RJ).
Assistentes: Luís Júlio Lima e Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Remo: Luís Carlos; Júnior, Belterra, Mário César e Batata (Vanderley); Agnaldo, Biro-Biro e Alberto; Romeu (Tarcísio), Cacaio e Édson. Técnico: Givanildo Oliveira. 
Paysandu: Paulo Victor; Paulo Verdan (Edgar), Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Oberdan, Édson e Marcos Roberto; Mauricinho, Edil (Carlos André) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Gols: Romeu, Cacaio e Tarcísio; Carlinhos.
Cartões Amarelos: Luís Carlos, Agnaldo, Biro-Biro, Alberto e Édson; Edgar, Marcelo Soares, Marcos Roberto, Carlos André e Carlinhos.
Obs.: Remo campeão do primeiro turno.

6. 05/07/1993.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – 2º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 10.484 (pagantes).
Renda Cr$ 1.572.600.000,00.
Árbitro: Antônio Macedo de Oliveira.
Assistentes: Luís Júlio Lima e Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Flávio, Mário César e Vanderlei (Júnior); Agnaldo, Biro-Biro e Alberto; Romeu (Tarcísio), Cacaio e João Santos. Técnico: Givanildo Oliveira.
Paysandu: César; Jairo, Marcelo Soares, Zé Maria e Joãozinho; Édson, Rogerinho e Marcos Roberto (Mazinho); Mauricinho, Mendonça e Válber (Carlos André). Técnico: Tata.
Gol: Flávio (36’/2T).
Cartões Amarelos: Mário César e João Santos; Jairo, Joãozinho, Rogerinho, Mendonça e Válber. 
Expulsões: Júnior; Marcelo Soares.

7. 26/07/1993.
REMO 1 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – Final (1º Jogo)..
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 9.701 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.940.200.000,00.
Árbitro: Mauro Gilberto dos Reis Cardoso.
Assistentes: Luís Júlio Lima e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Marcelo Fernandes e Batata (Tarcísio); Agnaldo, Biro- Biro e Alberto; Romeu, Cacaio (Edson) e João Santos. Técnico: Givanildo Oliveira.
Paysandu: Davi; Jairo, Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Edson (Válber), Oberdan e Rogerinho; Mauricinho, Marcos Roberto (Mendonça) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Gols Romeu (44’/2T); Mauricinho (3’/2T).
Cartões Amarelos: Marcelo Fernandes, Batata, Agnaldo, Biro- Biro e Alberto; Davi, Oberdan, Válber, Mauricinho e Mendonça.
Expulsões: Marcelo Fernandes; Mauricinho.

8. 04/08/1993.
PAYSANDU 0 X 1 REMO.
Campeonato Paraense 1993 – Final (2º Jogo).
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 27.679.
Renda: CR$ 4.537.500,00.
Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho.
Assistentes: 
Paysandu: Paulo Vitor; Jairo, Joãozinho, Zé Maria e Pedrinho; Edson, Oberdan (Mazinho), Marcos Roberto e Rogerinho; Mendonça (Carlos André) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Mário César e Batata (Junior); Agnaldo, Biro- Biro e João Santos (Tarcisio): Romeu, Cacaio e Alberto. Técnico: Givanildo Oliveira.
Gol: Agnaldo (34’/2T).
Cartões Amarelos: Oberdan e Rogerinho; Júnior e Biro-Biro.
Obs.1: Mangueirão reaberto com capacidade reduzida.
Obs.2: Remo campeão paraense invicto.

9. 07/09/1993.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Brasileiro Série A 1993.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 20.253.
Renda: CR$ 3.981.650,00.
Árbitro: Luís Júlio Lima (PA).
Assistentes: 
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Mário César e Júnior; Agnaldo, Biro-Biro e Édson Boaro (Alex); Édson Ferreira, Ageu e Tarcísio (Leco). Técnico: Roberto Brida.
Paysandu: Paulo Víctor; Jairo, Zé Maria, Eduardo e Pedrinho; Válber, Luís Ricardo (Everton) e Rogerinho; Jorginho, Marcos Roberto (Mendonça) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Gols: Ageu (31’/1T) e Mário César (34’/2T); Marcos Roberto (3’/2T).
Cartões Amarelos: Mário César, Júnior, Agnaldo e Édson Boaro; Válber, Rogerinho e Marcos Roberto.
Expulsão: Válber. 

10. 06/10/1993.
PAYSANDU 1 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1993.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 15.704.
Renda: CR$ 4.924.600,00.
Árbitro: Mauro Gilberto Cardoso (PA).
Assistentes: 
Paysandu: Ivan; Marquinhos Capixaba, Marcelo Soares, Lucilo e Jairo; Oberdan, Marcos Roberto e Rogerinho; Éverson (Zé Maria), Mané Ferreira (Carlinhos) e Jorginho. Técnico: Tata.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Mário César, Belterra e Júnior; Agnaldo, Biro-Biro e Édson Boaro; Alex, Giovanni e Ageu (Mauricinho). Técnico: Roberto Brida.
Gols: e Marcos Roberto (45’/1T); Giovanni (37’/1T)
Cartões Amarelos: Lucilo, Rogerinho e Jorginho; Marcelo, Biro-Biro e Édson Boaro.
Expulsões: Marcelo Soares; Mário César.

11. 23/01/1994.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Torneio Pará-Ceará.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 8.707 (pagantes).
Renda: CR$ 8.707.000,00.
Árbitro: João Batista Padilha Duarte.
Assistentes: José Luís Mendes de Souza e Ivo Diniz Padilha.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Hélio Carioca e Júnior; Hélio Maranhense, Clébertong e Mauro (César); Mazinho, Warison (Alex) e Tarcísio (Adaílton). Técnico: Tata. 
Paysandu: Davi; Marcos (Manito), Augusto, Marcelo Soares e Guilherme (Ademar); Everson, Régis (Dutra), César e Giovanni (Castor); Éverson, Ageu e Joari. Técnico: Rubens Fantato.
Gol: Tarcísio.
Cartões Amarelos: Marcelo e Hélio Carioca; Augusto, Marcelo Soares e César.
Expulsão: Marcelo Soares.

12. 30/01/1994.
REMO 4 X 3 PAYSANDU.
Torneio Pará-Ceará.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão. 
Público: 5.772 (pagantes). 
Renda: CR$ 5.772.000,00.
Árbitro: Antonio Macedo de Oliveira. 
Assistentes: Dagoberto José da Silva e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Hélio Carioca (César) e Júnior; Hélio Maranhense, Clébertong e Mauro (Williams); Mazinho, Alex e Tarcísio (Warison). Técnico: Tata. 
Paysandu: Wagner; Marcos, Augusto (Josias), Juninho e Ademar; César, Giovanni (Nenê Santarém) e Dutra; Éverson, Ageu Sabiá e Castor (Joari). Técnico: Rubens Fantato.
Gols: Mazinho (2), Mauro e Clébertong; Castor, Ageu Sabiá e Hélio Carioca (contra).
Cartões Amarelos: Marcelo, César, Mauro e Mazinho; Augusto, Juninho, César e Joari.

13. 10/04/1994.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 21.411 (pagantes).
Renda: CR$ 36.621.000,00.
Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Assistentes: Milson Abronheiro de Barros e Adilson Souza. 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Ney e Júnior; Hélio, Clébertong e Mauro (Warison); Mazinho, Alex e Almir (Williams). Técnico Tata.
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Lucilo e Ademar; César, Cláudio e Herbert (Edmílson); Heyder (Pingo), Chiquinho e Éverson. Técnico: Benê Ramos.
Cartões Amarelos: Marcelo, Hélio, Clébertong, Mauro e Almir, do Remo; Marcos, Augusto, Lucilo, César, Cláudio e Chiquinho. 
Expulsão: Éverson.

14. 24/04/1994.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 1º Turno – Quadrangular Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 25.714 (pagantes).
Renda: CR$ 43.415.000,00.
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ).
Assistentes: Antônio Macedo de Oliveira e Olivaldo da Silva Moraes.
Remo Clemer; Marcelo, Belterra, César e Júnior; Clébertong, Papelin e Tarcísio (Williams); Mazinho, Alex e Almir (Mauro). Técnico: Tata.
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Lucilo e Cláudio; César, Chiquinho e Herbert; Éverson, Preto (Dutra) e Nenê Santarém. Técnico: João Avelino.
Cartões Amarelos: Marcelo, César e Papelin; Lucilo e Nenê Santarém. 
Expulsão: Papelin.

15. 08/05/1994.
PAYSANDU 0 X 0 REMO.
Campeonato Paraense 1994 – 1º Turno – Quadrangular Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Árbitro: Olivaldo da Silva Moraes.
Assistentes: Wilmar do Socorro Lima de Souza e Almir Conceição Chaves de Lemos.
Público: 16.552 (pagantes).
Renda CR$ 28.443.000,00.
Paysandu: Davi; Marcos, Lucilo, Luís Fernando e Cláudio; César (Catita), Augusto e Herbert (Everson); Castor, Sandro e Dutra. Técnico João Avelino.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Hélio (Papelin), Clébertong e Mauro; Alex, Almir e Tarcísio (Williams). Técnico: Tata.
Cartões Amarelos: Augusto e Sandro; Júnior, Papelin e Mauro. 
Expulsão: Mauro.
Obs.: Remo campeão do primeiro turno.

16. 04/06/1994.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 2º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 
Renda: 
Árbitro: José Ribamar Ferreira de Araújo.
Assistentes: José Trindade Corrêa da Costa e Ivo Diniz Braga.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, Mazinho e Mauro; Helinho (Papelim), Alex e Tarcísio (Jean). Técnico: 
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Luís Fernando e Cláudio; Oberdan (Dutra), César e Rogerinho, Edmilson, Kel (Sandro) e Nenê Santarém. Técnico:  
Gols: Mauro e Tarcísio; Edmilson.

17. 26/06/1994.
REMO 1 x 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 2º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 3.070 (pagantes).
Renda: CR$ 13.736.000,00.
Árbitro: Wilmar do Socorro de Lima.
Assistentes: Almir Conceição Chaves de Lemos e Paulo Sérgio Dias.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, Mazinho (César) e Alex; Helinho (Mauro), Almir e Tarcísio. Técnico: Fernando Oliveira. 
Paissandu: Oscar; Cláudio, Augusto, Lucilo e Marcos; César, Oberdan e Rogerinho; Edmilson, Kel e Nenê Santarém (Josias). Técnico: Bira. 
Gols: Almir (43’/2T); Edmilson (21’/1T).
Cartões Amarelos: Marcelo e Júnior; Oscar, Augusto, Lucilo, César e Rogerinho.
Expulsões: Júnior; Augusto.

18. 11/07/1994.
REMO 2 X 2 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 2º Turno.
Estádio
Público: 4.557 (pagantes). 
Renda: R$ 8.027,00.
Árbitro: Antônio Macedo de Oliveira.
Assistentes: José Ribamar de Araújo e Wilmar do Socorro Polar. 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, César (Mauro) e Mazinho; Helinho, Alex e Tarcísio (Almir). Técnico:
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Luís Fernando e Cláudio; Lucilo (César), Oberdan e Dutra; Edmilson, Kel (Herbert) e Nenê Santarém. Técnico: 
Gols: Helinho e Mazinho; Nenê Santarém e Edmilson.
Obs.: Com esse empate, o Paysandu foi campeão do segundo turno.

19. 19/07/1994.
REMO 1 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – Final (1º Jogo).
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 5.608 (pagantes).
Renda: RS 9.796,72 
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ).
Assistentes: Lenilson Pedro Paulo de Alcântara e José Trindade Corrêa da Costa.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e César; Clébertong, Mazinho e Mauro; Helinho, Alex (Jean) e Tarcísio (Almir). Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Oscar; Marcos, Lucilo, Luis Fernando e Cláudio; Oberdan, Chiquinho e César (Rogerinho); Edmilson, Kel (Sandro) e Nenê Santarém. Técnico: Bira.
Gols: César (9’/2T); Marcos (27’/2T).
Cartões Amarelos: Marcelo, César e Alex; Oscar e Lucilo.
Expulsão: Lucilo.

20. 21/07/1994.
REMO 2 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – Final (2º Jogo).
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 11.453 (pagantes).
Renda: R$ 20.866,50.
Árbitro: José Ribamar Ferreira de Araújo.
Assistentes: Lenílson Alcântara e Ivo Diniz Braga.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, Mazinho e Mauro; Helinho (Papelin), Alex e Tarcísio (Jean). Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Luiz Fernando e Cláudio; Oberdan (Dutra), César e Rogerinho; Edmílson, Kel (Sandro) e Nenê Santarém. Técnico: Bira.
Gols: Alex Dias (7’/2T e 30’/2T).
Expulsões: Mauro; Cláudio.
Obs.: O Remo sagrou-se Bicampeão Paraense e recebeu o Troféu João Havelange das mãos do Governador Carlos Santos.

21. 02/04/1995.
REMO 1 x 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1995 – 1º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 28.753. 
Renda:
Árbitro: Carlos Alberto Dalmácio Júnior.
Assistentes: 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Mário César e Ednélson; Agnaldo, Clébertong, Júnior (Edmilson) e Alencar (Rogerinho); Castor, Luís Müller. Técnico: Hélio dos Anjos.
Paysandu: Alex; Marcos, Augusto, Marcelo Soares e Leandro; Hélio Maranhense, Suélio (Zé Filho) e Chiquinho; Edil, Dias e Mazinho (Preto). Técnico: José Carlos Serrão.
Gol: Luís Müller.

22. 11/06/1995.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1995 – 2º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 19.697.
Renda: R$ 101.800,00.
Árbitro: Mailson Abronheiro de Barros.
Assistentes: 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio, Ednélson; Agnaldo, Cléberton, Dema, Júnior (Rogerinho Gameleira): Castor (Bebeto), Luís Müller. Técnico: Hélio dos Anjos. 
Paysandu: Alex; Marcos, Augusto, Marcelo Soares, Leandro; Hélio Maranhense, César, Mazinho, Chiquinho; Moura, Marcelo Fumaça. Técnico: Marinho Assunção. 
Gol: Luís Müller.
Obs.: Remo campeão do segundo turno e tricampeão paraense invicto.

23. 03/08/1995.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Yamada (1º Jogo).
Estádio Leônidas Castro/Curuzu. 
Público: 4.642. 
Renda: R$ 30.470,00. 
Árbitro: Luís Júlio de Oliveira Lima. 
Assistentes: José Ribamar Ferreira de Araújo e Domingos de Jesus Viana Filho. 
Remo: Márcio Barbosa; Zé Augusto, Belterra, Mário César e Bezerra; Agnaldo, Clébertong, Rogerinho Gameleira e Edmílson (Marcelo Soares) (Edvaldo); Castor (Válber) e Juarez (Júnior). Técnico: Carlinhos Silva. 
Paysandu: Alex; Marcos, Hélio Maranhense, Gílton e Lélis; César (Niltinho), Válber, Chiquinho e Hergos (Ney) (Marcelo Soares); Gilson (Nuno) e Mazinho. Técnico: Mário Felipe Peres/Tata. 
Cartões Amarelos: Zé Augusto, Belterra e Clébertong; Hélio Maranhense e Chiquinho. 
Expulsões: Zé Augusto e Belterra; Nuno e Hélio Maranhense.

24. 07/08/1995.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Yamada (2º Jogo). 
Estádio Evandro Almeida. 
Público: 6.662. 
Renda: R$ 43.204,00. 
Árbitro: Paulo Sérgio Santos Melo. 
Assistentes: Wilson do Socorro Souza e Carlos Alberto Dalmácio Nunes. 
Remo: Márcio Barbosa; Zé Augusto (Edvaldo), Belterra, Mário César e Bezerra; Agnaldo, Cléberton e Rogerinho Gameleira; Castor, Edmílson (Roberto Michele) e Júnior (Juarez). Treinador: Carlinhos Silva. 
Paysandu: Ferreira; Garrinchinha, Augusto, Gilton e Lélis; Mastrillo, Válber e Chiquinho (Hergos); Ismael (Moura), Gilson e Mazinho (Niltinho). Treinador: Mário Felipe Peres/Tata. 
Gol: Agnaldo.
Cartões Amarelos: Belterra, Mário César, Agnaldo e Rogerinho Gameleira; Gilton, Lélis, Mastrillo, Válber, Chiquinho e Hergos.

25. 31/03/1996.
REMO 4 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1996 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 26.153 (pagantes).
Renda R$ 134.335,00.
Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Assistentes: Carlos Alberto Dalmácio Nunes e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Claudecir; Marcelo (Jura), Belterra, Ney e Júnior; Clébertong, Rogério (Zedivan) e Dema; Andrey (Castor), Edil e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Davi; Felício (Betinho), Max Sandro, Augusto e Marcos; Rogério, Hélio Maranhense, Jean (Mário) e Nicinho (Osmar); Davis e Daniel. Técnico: Lula Pereira.
Gols: Ageu (6’/1T, 35’/1T e 1’/2T) e Rogério (12’/2T).
Cartões Amarelos: Belterra, Clébertong, Dema e Castor; Rogério, Hélio Maranhense, Osmar e Mário. 
Expulsões: Dema; Rogério.

26. 25/04/1996.
REMO 2 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1996 – 1º Turno – Pentagonal Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 14.824 (pagantes).
Renda: R$ 62.011,00.
Árbitro: Lenilson Pedro Paulo de Alcântara.
Assistentes: Wilmar do Socorro Souza e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Claudecir; Marcelo, Belterra, Válber (Flávio) e Júnior; Agnaldo, Clébertong, Dema e Rogério (Rogerinho); Edil e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Roberval; Marcos, Augusto, Paulo Roberto e Betinho; Hélio Maranhense, Max Sandro e Daniel; Davis (Sandro), Osmar (Igor) e Nuno. Técnico: César Moraes.
Gols: Válber (37’/2T) e Júnior (47’/2T). 
Cartões Amarelos: Claudecir, Válber, Rogério e Edil; Marcos, Augusto, Hélio Maranhense, Daniel e Igor.
Expulsões: Ageu; Max Sandro.

27. 26/05/1996.
PAYSANDU 0 X 1 REMO.
Campeonato Paraense 1996 – 2º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 14.571 (pagantes). 
Renda: R$ 61.088,00.
Árbitro: Milson Abronheiro de Barros.
Assistentes: Wilmar do Socorro Souza e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Paysandu: Davi; Marcos, Augusto, Paulo Roberto e Nicinho; Hélio Maranhense, Max Sandro, Zé Filho e Igor; Nuno e Sandro. Técnico: Marinho Assunção.
Remo: Claudecir; Marcelo, Belterra, Ney e Ricardo; Agnaldo, Cléberton, Dema e Rogério; Castor e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Gols: Nuno (7’/1T); Agnaldo (19’/1T).
Cartões Amarelos: Augusto, Hélio Maranhense, Nuno e Sandro; Ney e Dema.
Expulsões: Augusto, Zé Filho e Sandro.
Obs.: A Segunda Fuga – A partida estava 1 a 1 quando, aos 39’ do primeiro tempo, o árbitro Mílson Abronheiro, que já havia expulsado os bicolores Augusto e Zé Filho, inverteu uma falta que Sandro havia sofrido de Agnaldo e deu mais dois cartões Amarelos ao jogador listrado. O treinador do de goleiros do Paysandu, Reginaldo Mesquita, e o diretor de futebol, Maurício Santiago, invadiram o campo para tirar satisfações com o árbitro. Ao tentar impedir Reginaldo, o azulino Belterra foi levado ao chão. Uma confusão generalizada instaurou-se e os diretores do Paysandu, mais uma vez, ordenaram a retirada de seus jogadores de campo. Dessa forma, segundo o CBDF, a equipe que abandona o gramado é declarada perdedora. Consequentemente, o Remo ficou com a vitória.

28. 04/07/1996.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1996 – 2º Turno – Quadrangular Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 7.202 (pagantes).
Renda: R$ 31.002,00.
Árbitro: José R. F. de Araújo.
Assistentes: Luís Júlio Lima e Domingos de Jesus Viana.
Remo: Claudecir; Marcelo, Belterra, Ney e Júnior; Agnaldo, Rogerinho, Dema (Zedivan) (Flávio) e Rogério; Castor (Válber) e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Davi; Emilson, Max Sandro, Paulo Roberto e Cleyton (Sandro); Hélio Maranhense, Márcio Boquinha, Igor e Nicinho; Marcelo Lemos e Osmar. Técnico: Marinho Assunção.
Gols: Ageu (15’/1T) e Rogério (23’/1T); Osmar (21’/1T).
Cartões Amarelos: Ney, Rogerinho e Castor; Max Sandro, Paulo Roberto, Hélio Maranhense e Nicinho.
Expulsões: Rogerinho e Ageu; Emilson e Nicinho.
Obs.: O Remo já era tetracampeão paraense. Essa partida serviu apenas como complemento de tabela e para perpetuar a invencibilidade azulina.

29. 01/09/1996.
REMO 3 X 2 PAYSANDU.
Campeonato Brasileiro Série B 1996 – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 11.480 (pagantes).
Renda: R$ 57.216,00.
Árbitro: Pedro Gilmar Dantas da Cunha.
Assistentes: Olivaldo da Silva Moraes e Jorge Brasil Mourão.
Remo: Claudecir; Júnior, Belterra, Válber (Igor) e Mundão (Cláudio); Agnaldo, Ney, Rogerinho e Dema; Edil e Ageu Sabiá (Zé Raimundo). Técnico: Edinaldo Biá.
Paysandu: Davi; Augusto, Vilson e Marcelo Soares; Marcos (Maracanã), Vilson Pacheco, Oberdan, Zé Filho (Serginho) e Jean; Nuno e Osmar (Zé Augusto). Técnico: Sérgio Ramirez.
Gols: Ageu Sabiá (25’/1T e 16’/2T) e Zé Raimundo (25’/2T); Osmar (20’/1T) e Jean (45’/2T).
Cartões Amarelos: Mundão, Agnaldo, Ney, Dema e Edil; Davi, Augusto, Vilson, Marcelo Soares, Vilson Pacheco e Nuno. 
Expulsão: Vilson Pacheco.

30. 22/09/1996.
PAYSANDU 1 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série B 1996 – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 25.161 (pagantes).
Renda: R$ 78.444,00.
Árbitro: José Ribamar Ferreira Araújo.
Assistentes: Lenilson Pedro Paulo de por Alcântara e Milson Abronheiro de Barros.
Paysandu: Davi; Marcos Belém (Marcelo Lemos), Augusto, Marcelo Soares e Nicinho; Zé Aleixo, Januário, Serginho e Cléber (Oberdan); Maracanã (Davis) e Osmar. Técnico: Sérgio Ramirez.
Remo: Claudecir, Cláudio, Belterra, Roni e Mundão; Agnaldo, Ney, Dema e Igor (Ricardo); Edil e Ageu (Luciano). Técnico: Edinaldo Biá.
Gols: Zé Aleixo (28’/1T); Edil (15’/2T).
Cartões Amarelos: Marcos Belém, Augusto, Nicinho, Zé Aleixo e Serginho; Claudecir, Mundão, Ney, Dema e Ricardo.
Expulsões: Zé Aleixo; Claudecir, Mundão e Ney.

31. 16/02/1997.
REMO 4 X 2 PAYSANDU.
Torneio Seletivo à Copa Norte 1997.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 21.271 (pagantes).
Renda: R$ 69.960,00.
Árbitro: Domingos de Jesus Viana Filho.
Assistentes: Olivaldo da Silva Moraes e Ivo Diniz Braga.
Remo: Róbson; Cláudio (Ricardo), Belterra, Ney e Júnior; Damião, Rony, Rogério e Ednilson (Flávio Goiano); Edil e Ageu Sabiá (Zé Raimundo). Técnico: Fernando Oliveira.
Paysandu: Gilmar; Gean, Válber, Norton e Nicinho; Alexandre (Maracanã), Zé Aleixo (Volnei), Cléber (Souza) e Luís Carlos; Bebeto e Vital. Técnico: Walmir Louruz.
Gols: Edil (12’/1T), Júnior (9’/2T) e Rogério (15’/2T e 49’/2T); Vital (31’/2T) e Souza (34’/1T).
Cartões Amarelos: Cláudio e Júnior; Gean, Alexandre e Luís Carlos.

32. 13/04/1997.
PAYSANDU 1 X 2 REMO.
Campeonato Paraense 1997 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 6.832 (pagantes).
Renda: R$ 47.970,00.
Árbitro: Antônio Abreu do Nascimento (CE).
Assistentes: Pedro Gilmar Dantas da Cunha e Lenilson Pedro Paulo de Alcântara (PA).
Paysandu: Claudecir, Carlinhos Itaberá, Edinho, Rangel, Emilson, Alexandre, Zé Aleixo (Allyson), Luís Carlos, Cléber (Danilo), Maracanã e Zé Augusto (Souza) Técnico: R. Barreto.
Remo: Róbson, Ricardo, Juninho, Belterra, Júnior, Agnaldo, Ney, Rogerinho, Flávio Goiano (Ednilson), Edil e Ageu (Luiz Carlos Apeú). Técnico: Fernando Oliveira.
Gols: Maracanã (20’/1T); Edil (12’/1T e 37’/2T).
Cartões Amarelos: Carlinhos Itaberá, Edinho, Emílson, Alexandre, Zé Aleixo e Danilo; Juninho.

33. 07/05/1997.
REMO 3 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1997.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 11.467 (pagantes).
Renda: R$ 82.040,00.
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos (SE).
Assistentes: Lenilson Pedro Paulo de Alcântara e Edilson Ferraz.
Remo: Robson, Ricardo (Marcelo Papi), Belterra, Ney, Júnior, Agnaldo, Damião (Zé Raimundo), Rogerinho, J. Paulo (Luiz Carlos Apeú), Edil e Ageu Sabiá. Técnicos: Agnaldo e Belterra.
Paysandu: Claudecir, Danilo, Edinho, Rangel, Souza, Alexandre, Zé Aleixo, Julinho (Carlos Wálber), Luís Carlos, Maracanã e Vágner (Zé Augusto). Técnico:
Gols: Agnaldo (34’/2T), Zé Raimundo (40’/2T) e Edil (45’/2T); Julinho (21’/2T).
Cartões Amarelos: Ney e Edil; Alexandre, Luís Carlos, Vágner e Carlos Wálber.

Nota: como se observa, ao contrário do que muita gente pensa, não está incluída nessa lista o famoso jogo do gol do Biro Biro, em que ocorreu a queda do muro da Curuzu, em 29/07/1993 (Remo 1 x 0 Paysandu. Devido a esse acontecimento, a partida foi interrompida antes dos 30' do segundo tempo. Portanto, ela foi anulada e remarcada para o dia 04/08/1993, quando o Leão venceu por 1 a 0, gol de Agnaldo, que sacramentou o primeiro título do pentacampeonato azulino. Portanto, aquela partida anulada não entra nas estatísticas oficiais do clássico, apesar de estar para sempre gravada na memória do torcedor.

AS ESTATÍSTICAS DO TABU

- Jogos: 33.
- Vitórias: 21.
- Empates: 12.
- Derrotas: 0.
- Gols Pró: 49.
- Gols Contra: 20.
- Saldo: +29.

FONTES

- Re-Pa – O Clássico mais importante do futebol brasileiro (Ferreira da Costa, 2021).
- O Liberal.
- Diário do Pará.