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sexta-feira, 6 de março de 2026

Evolução Histórica da Liderança do Clássico Re-Pa


Arte: Tiago Santos.

Desde que venceu os dois primeiros Re-Pa’s da história, válidos pelo Campeonato Paraense de 1914, o Remo estabeleceu uma hegemonia quase absoluta no retrospecto histórico do clássico mais disputado do futebol mundial. Dos 112 anos de disputa, em 101 o Rei da Amazônia manteve a liderança das estatísticas gerais do clássico.

Nos anos que se sucederam o primeiro clássico, o Remo estabeleceu uma sequência de sete títulos estaduais (1913-1919), chegando a uma vantagem de seis vitórias de diferença em 1920 (12 x 6), que permaneceu até 1925 (22 x 16). O Paysandu passa a equilibrar as ações e a ganhar terreno, até que em 1932 empata no número de vitórias (34 x 34). O Remo assumiu muito brevemente a liderança em 1933 (37 x 36), voltando à igualdade em 1934 (39 x 39).

Depois disso, nunca mais um ano terminou empatado na briga pela liderança das vitórias. O Remo voltou a crescer, chegando a oito triunfos de diferença em 1940 (55 x 47). Porém, é na década de 40 que o Leão Azul vive o seu maior jejum de títulos, enquanto que o rival emplaca um pentacampeonato em 1947. Isso reflete no maior período consecutivo de liderança bicolor no Re-Pa (nove anos, entre 1943 e 1948), com pico de nove vitórias de vantagem em 1945 (73 x 64).

A resposta azulina é avassaladora. Em dois anos (1948 e 1949), o Remo venceu 12 clássicos contra apenas dois dos adversários, reassumindo a liderança em 1949 (82 x 80), que perdura por mais de duas décadas, com pico de 10 vitórias de diferença em 1960 (123 x 113) e 1961 (127 x 117). Porém, o Paysandu consegue ultrapassar o Remo em 1970 (156 x 153) ano em que conseguiu emplacar o seu maior tabu (13 jogos).

Essa nova vantagem alvi-azul é efêmera, durando apenas três anos, até 1972. É então que o Remo estabelece a sua real dominância sobre o rival. Aplicando os maiores tabus da história do clássico (24 jogos entre 1973 e 1975 e 33 jogos entre 1993 e 1997), o Remo aumenta vertiginosamente a sua discrepância em relação ao seu rival, chegando ao máximo de 32 vitórias em 1997 e desde então sempre mantendo uma boa margem de diferença nas estatísticas gerais do clássico, cuja liderança já dura mais de 50 anos ininterruptos.

EVOLUÇÃO ANUAL DAS VITÓRIAS 

Legenda: Ano – Vitórias no Ano – Líder de Vitórias no Ano (Diferença de Vitórias).

1914 – 2 x 0 – REMO (+2)
1915 – 3 x 2 – REMO (+1)
1916 – 4 x 2 – REMO (+2)
1917 – 5 x 2 – REMO (+3)
1918 – 7 x 2 – REMO (+5)
1919 – 9 x 4 – REMO (+5)
1920 – 12 x 6 – REMO (+6)
1921 – 13 x 7 – REMO (+6)
1922 – 16 x 11 – REMO (+5)
1923 – 18 x 12 – REMO (+6)
1924 – 20 x 14 – REMO (+6)
1925 – 22 x 16 – REMO (+6)
1926 – 24 x 19 – REMO (+5)
1927 – 26 x 21 – REMO (+5)
1928 – 27 x 22 – REMO (+5)
1929 – 30 x 28 – REMO (+2)
1930 – 33 x 31 – REMO (+2)
1931 – 34 x 33 – REMO (+1)
1932 – 34 x 34 – EMPATE (0)
1933 – 37 x 36 – REMO (+1)
1934 – 39 x 39 – EMPATE (0)
1935 – 41 x 40 – REMO (+1)
1936 – 43 x 42 – REMO (+1)
1937 – 43 x 42 – REMO (+1)
1938 – 46 x 44 – REMO (+2)
1939 – 52 x 46 – REMO (+6)
1940 – 55 x 47 – REMO (+8)
1941 – 57 x 51 – REMO (+6)
1942 – 59 x 56 – REMO (+3)
1943 – 59 x 64 – PAYSANDU (+5)
1944 – 62 x 68 – PAYSANDU (+6)
1945 – 64 x 73 – PAYSANDU (+9)
1946 – 67 x 74 – PAYSANDU (+7)
1947 – 70 x 78 – PAYSANDU (+8)
1948 – 75 x 79 – PAYSANDU (+4)
1949 – 82 x 80 – REMO (+2)
1950 – 86 x 83 – REMO (+3)
1951 – 88 x 85 – REMO (+3)
1952 – 92 x 86 – REMO (+6)
1953 – 97 x 90 – REMO (+7)
1954 – 101 x 93 – REMO (+8)
1955 – 105 x 96 – REMO (+9)
1956 – 110 x 101 – REMO (+9)
1957 – 114 x 105 – REMO (+9)
1958 – 116 x 110 – REMO (+6)
1959 – 118 x 112 – REMO (+6)
1960 – 123 x 113 – REMO (+10)
1961 – 127 x 117 – REMO (+10)
1962 – 127 x 121 – REMO (+6)
1963 – 129 x 123 – REMO (+6)
1964 – 134 x 128 – REMO (+6)
1965 – 140 x 131 – REMO (+9)
1966 – 142 x 139 – REMO (+3)
1967 – 147 x 142 – REMO (+5)
1968 – 151 x 144 – REMO (+7)
1969 – 153 x 149 – REMO (+4)
1970 – 153 x 156 – PAYSANDU (+3)
1971 – 156 x 160 – PAYSANDU (+4)
1972 – 162 x 163 – PAYSANDU (+1)
1973 – 166 x 164 – REMO (+2)
1974 – 172 x 164 – REMO (+8)
1975 – 177 x 164 – REMO (+13)
1976 – 179 x 169 – REMO (+10)
1977 – 182 x 174 – REMO (+8)
1978 – 185 x 174 – REMO (+11)
1979 – 187 x 177 – REMO (+10)
1980 – 188 x 180 – REMO (+8)
1981 – 190 x 183 – REMO (+7)
1982 – 193 x 187 – REMO (+6)
1983 – 197 x 189 – REMO (+8)
1984 – 202 x 191 – REMO (+11)
1985 – 204 x 193 – REMO (+11)
1986 – 208 x 194 – REMO (+14)
1987 – 208 x 197 – REMO (+11)
1988 – 209 x 200 – REMO (+9)
1989 – 212 x 201 – REMO (+11)
1990 – 215 x 204 – REMO (+11)
1991 – 217 x 206 – REMO (+11)
1992 – 220 x 210 – REMO (+10)
1993 – 226 x 210 – REMO (+16)
1994 – 230 x 210 – REMO (+20)
1995 – 233 x 210 – REMO (+23)
1996 – 238 x 210 – REMO (+28)
1997 – 243 x 211 – REMO (+32)
1998 – 243 x 214 – REMO (+29)
1999 – 248 x 218 – REMO (+30)
2000 – 250 x 222 – REMO (+28)
2001 – 250 x 225 – REMO (+25)
2002 – 251 x 226 – REMO (+25)
2003 – 251 x 227 – REMO (+24)
2004 – 253 x 227 – REMO (+26)
2005 – 253 x 229 – REMO (+24)
2006 – 255 x 230 – REMO (+25)
2007 – 256 x 230 – REMO (+26)
2008 – 259 x 230 – REMO (+29)
2009 – 261 x 231 – REMO (+30)
2010 – 262 x 232 – REMO (+30)
2011 – 263 x 232 – REMO (+31)
2012 – 263 x 234 – REMO (+29)
2013 – 266 x 236 – REMO (+30)
2014 – 267 x 239 – REMO (+28)
2015 – 269 x 241 – REMO (+28)
2016 – 269 x 243 – REMO (+26)
2017 – 270 x 244 – REMO (+26)
2018 – 274 x 244 – REMO (+30)
2019 – 274 x 247 – REMO (+27)
2020 – 276 x 250 – REMO (+26)
2021 – 279 x 250 – REMO (+29)
2022 – 280 x 251 – REMO (+29)
2023 – 281 x 254 – REMO (+27)
2024 – 281 x 255 – REMO (+26)
2025 – 283 x 257 – REMO (+26)

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Retrospecto – Re-Pa (Estatísticas Gerais)

 
Foto: Clube do Remo.

Estatísticas gerais do Clássico Rei da Amazônia, compiladas pela Enciclopédia do Leão.

TOTAL

822 jogos.
283 vitórias do Remo.
257 vitórias do Paysandu.
282 empates.
2.063 gols.
1.036 gols do Remo.
1.027 gols do Paysandu.

POR COMPETIÇÕES 

Campeonato Paraense 

359 jogos.
124 vitórias do Remo.
109 vitórias do Paysandu. 
126 empates.
858 gols.
429 gols do Remo.
429 gols do Paysandu.

Campeonato Brasileiro Série A

10 jogos.
3 vitórias do Remo.
2 vitórias do Paysandu. 
5 empates.
20 gols.
11 gols do Remo.
9 gols do Paysandu.

Campeonato Brasileiro Série B

18 jogos.
6 vitórias do Remo.
6 vitórias do Paysandu.
6 empates.
47 gols.
22 gols do Remo.
25 gols do Paysandu.

Campeonato Brasileiro Série C 

8 jogos.
3 vitórias do Remo.
2 vitórias do Paysandu.
3 empates.
18 gols.
10 gols do Remo.
8 gols do Paysandu.

Copa Verde

14 jogos.
3 vitórias do Remo.
6 vitórias do Paysandu 
5 empates.
30 gols.
13 gols do Remo.
17 gols do Paysandu.

Torneio Norte-Nordeste

3 jogos.
1 vitória do Remo.
2 empates.
7 gols.
4 gols do Remo.
3 gols do Paysandu.

Copa Norte

4 jogos.
1 vitória do Remo.
1 vitória do Paysandu.
2 empates.
6 gols.
3 gols do Remo.
3 gols do Paysandu.

Outros Torneios / Amistosos

406 jogos.
142 vitórias do Remo.
131 vitórias do Paysandu.
133 empates.
1.077 gols.
544 gols do Remo.
533 gols do Paysandu.

POR SÉCULOS

Século 20

706 jogos.
250 vitórias do Remo.
222 vitórias do Paysandu.
234 empates.
1.785 gols.
902 gols do Remo.
883 gols do Paysandu.

Século 21

116 jogos.
33 vitórias do Remo.
35 vitórias do Paysandu.
48 empates.
278 gols.
134 gols do Remo.
144 gols do Paysandu.

POR DÉCADAS

1914-1920

26 jogos.
12 vitórias do Remo.
6 vitórias do Paysandu.
8 empates.
58 gols.
35 gols do Remo.
23 gols do Paysandu.

1921-1930

60 jogos.
21 vitórias do Remo.
25 vitórias do Paysandu.
14 empates.
166 gols.
77 gols do Remo.
89 gols do Paysandu.

1931-1940

57 jogos.
22 vitórias do Remo.
16 vitórias do Paysandu.
19 empates.
199 gols.
101 gols do Remo.
98 gols do Paysandu.

1941-1950

91 jogos.
31 vitórias do Remo.
36 vitórias do Paysandu.
24 empates.
346 gols.
166 gols do Remo.
180 gols do Paysandu.

1951-1960

105 jogos.
37 vitórias do Remo.
30 vitórias do Paysandu.
38 empates.
299 gols.
160 gols do Remo.
139 gols do Paysandu.

1961-1970

116 jogos.
30 vitórias do Remo.
43 vitórias do Paysandu.
43 empates.
260 gols.
117 gols do Remo.
143 gols do Paysandu.

1971-1980

91 jogos.
35 vitórias do Remo.
24 vitórias do Paysandu.
32 empates.
163 gols.
91 gols do Remo.
72 gols do Paysandu.

1981-1990

82 jogos.
27 vitórias do Remo.
24 vitórias do Paysandu.
31 empates.
142 gols.
70 gols do Remo.
72 gols do Paysandu.

1991-2000

78 jogos.
35 vitórias do Remo.
18 vitórias do Paysandu.
25 empates.
152 gols.
85 gols do Remo.
67 gols do Paysandu.

2001-2010

42 jogos.
12 vitórias do Remo.
10 vitórias do Paysandu.
20 empates.
102 gols.
50 gols do Remo.
52 gols do Paysandu.

2011-2020

52 jogos.
14 vitórias do Remo.
18 vitórias do Paysandu.
20 empates.
124 gols.
57 gols do Remo.
67 gols do Paysandu.

2021-2025

22 jogos.
7 vitórias do Remo.
7 vitórias do Paysandu.
8 empates.
52 gols.
27 gols do Remo.
25 gols do Paysandu.

POR LOCAIS

Baenão

264 jogos.
105 vitórias do Remo.
74 vitórias do Paysandu.
85 empates.
670 gols.
356 gols do Remo.
314 gols do Paysandu.

Curuzu

250 jogos.
78 vitórias do Remo.
89 vitórias do Paysandu.
83 empates.
745 gols.
361 gols do Remo 
384 gols do Paysandu.

Mangueirão 

242 jogos.
81 vitórias do Remo.
71 vitórias do Paysandu. 
90 empates.
491 gols.
245 gols do Remo.
246 gols do Paysandu.

1978-2000

144 jogos.
52 vitórias do Remo.
41 vitórias do Paysandu.
51 empates.
260 gols.
132 gols do Remo.
128 gols do Paysandu.

2002-2021

83 jogos.
26 vitórias do Remo.
24 vitórias do Paysandu.
33 empates.
203 gols.
101 gols do Remo.
102 gols do Paysandu.

2023-

15 jogos.
3 vitórias do Remo.
6 empates.
6 vitórias do Paysandu.
28 gols.
12 gols do Remo.
16 gols do Paysandu.

Souza

50 jogos.
13 vitórias do Remo.
20 vitórias do Paysandu.
17 empates.
125 gols.
57 gols do Remo.
68 gols do Paysandu.

Outros Locais

17 jogos.
6 vitórias do Remo.
3 vitórias do Paysandu. 
8 empates.
34 gols.
18 gols do Remo.
16 gols do Paysandu.

Colaboração: Jorginho Neves e Francisco Nepomuceno / Futebol 80.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

O Tabu

Diário do Pará, 08/05/1997

Entre 31/01/1993 e 07/06/1997, o Clube do Remo ficou exatos 1.588 dias sem saber o que era derrota para o maior rival. Nesse período, o Rei da Amazônia somou 33 jogos de invencibilidade, sendo 21 vitórias e 12 empates, configurando o maior tabu entre clássicos do Brasil e, muito provavelmente, do mundo.

OS 33 JOGOS DO TABU

1. 31/01/1993.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Torneio Pará-Ceará 1993. 
Estádio Estadual Edgar Proença/Mangueirão. 
Público: 7.787 (pagantes). 
Renda: Cr$ 171.870.000,00. 
Árbitro: José Ribamar Ferreira de Araújo. 
Assistentes: Mauro Gilberto Cardoso e Paulo Sérgio dos Santos Melo. 
Remo: Flávio; Marcelo, Belterra, Gilberto Cametá e Wanderley; Agnaldo, Dema e Serrano (Alex); Édson, Leco e Luciano Viana (Celso Reis). Técnico: Warley de Carvalho.
Paysandu: Paulo Victor; Marinaldo (Gleidson), Augusto, Nad e Marco Aurélio; César, Oberdan e Rogerinho; Jardel, Sené, Bernardo (Carlos André). Técnico: Lúcio Santarém. 
Cartões Amarelos: Marcelo e Wanderley; Augusto, Nad e César.

2. 07/02/1993.
REMO 1 X 0 PAYSANDU. 
Torneio Pará-Ceará.
Estádio Estadual Edgar Proença/Mangueirão. 
Árbitro: Manoel Francisco de Oliveira. 
Assistentes: Antônio Macedo e Lenílson Alcântara. 
Público: 4.731.
Renda: CR$ 101.000.000,00. 
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Darley e Wanderley; Agnaldo, Dema e Tarcísio; Édson, Miranda e Luciano Viana (Celso Reis). Técnico: Warley de Carvalho. 
Paysandu: Paulo Victor; Gladson, Nad (Marcelo Soares), Augusto e Pedrinho; César, Rogerinho Gameleira e Oberdan; Jardel, Rildon (Sené) e Carlos André. Técnico: Lúcio Santarém.
Gol: Wanderley.
Obs.: A Primeira Fuga – O Paysandu vencia o jogo por 1 a 0, quando o árbitro Manoel Francisco de Oliveira assinalou pênalti para o Remo. Os jogadores Célio e Rogerinho Gameleira “peitaram” o árbitro, sendo expulsos por essa atitude. Em protesto, a diretoria bicolor na figura do presidente Ruy Sales ordenou a retirada do time de campo. Após isso, o azulino Wanderley foi autorizado a cobrar o pênalti com o gol vazio. O árbitro aguardou cinco minutos e, como o Paysandu não retornou, a partida foi encerrada e o Remo, declarado vencedor, de acordo com o Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF).

3. 16/05/1993.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – 1º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 13.665 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.366.500.000,00.
Árbitro: Luís Júlio Lima.
Assistentes: Antônio Macedo de Oliveira e Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Mário César e Batata; Agnaldo, Biro Biro e Tarcísio; Romeu, Leco e Édson (Júnior). Técnico: Givanildo Oliveira.
Paysandu: Paulo Victor; Cleidson, Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Oberdan, Édson e Mazinho (Edgar); Edil, Marcos Roberto (Carlos André) e Carlinhos.
Técnico: Tata.
Cartões Amarelos: Belterra, Batata e Romeu; Édson.

4. 20/05/1993.
PAYSANDU 0 X 1 REMO.
Campeonato Paraense 1993 – 1º Turno – Final (1º Jogo).
Estádio Leônidas Castro/Curuzu.
Público: 9.295 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.394.250.000,00.
Árbitro: Silvio Luís de Oliveira.
Assistentes: Waldemir Oliveira da Costa e José Ribamar Ferreira Araújo.
Paysandu: Paulo Victor, Cleidson, Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Oberdan, Édson e Mazinho (Marcos Roberto); Edil, Mauricinho e Carlinhos (Carlos André). Técnico: Tata.
Remo: Luís Carlos, Marcelo (Dema), Belterra, Mário César e Batata (Edson); Agnaldo, Biro-Biro e Alberto; Romeu, Cacaio e Júnior. Técnico: Givanildo Oliveira.
Gol: Alberto (27’/1T).
Cartões Amarelos: Marcelo Soares, Oberdan, Mazinho e Marcos Roberto.

5. 23/05/1993.
REMO 3 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – 1º Turno – Final (2º Jogo). 
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 12.765 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.914.750.000,00.
Árbitro: Walter de Paula Senra (RJ).
Assistentes: Luís Júlio Lima e Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Remo: Luís Carlos; Júnior, Belterra, Mário César e Batata (Vanderley); Agnaldo, Biro-Biro e Alberto; Romeu (Tarcísio), Cacaio e Édson. Técnico: Givanildo Oliveira. 
Paysandu: Paulo Victor; Paulo Verdan (Edgar), Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Oberdan, Édson e Marcos Roberto; Mauricinho, Edil (Carlos André) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Gols: Romeu, Cacaio e Tarcísio; Carlinhos.
Cartões Amarelos: Luís Carlos, Agnaldo, Biro-Biro, Alberto e Édson; Edgar, Marcelo Soares, Marcos Roberto, Carlos André e Carlinhos.
Obs.: Remo campeão do primeiro turno.

6. 05/07/1993.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – 2º Turno.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 10.484 (pagantes).
Renda Cr$ 1.572.600.000,00.
Árbitro: Antônio Macedo de Oliveira.
Assistentes: Luís Júlio Lima e Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Flávio, Mário César e Vanderlei (Júnior); Agnaldo, Biro-Biro e Alberto; Romeu (Tarcísio), Cacaio e João Santos. Técnico: Givanildo Oliveira.
Paysandu: César; Jairo, Marcelo Soares, Zé Maria e Joãozinho; Édson, Rogerinho e Marcos Roberto (Mazinho); Mauricinho, Mendonça e Válber (Carlos André). Técnico: Tata.
Gol: Flávio (36’/2T).
Cartões Amarelos: Mário César e João Santos; Jairo, Joãozinho, Rogerinho, Mendonça e Válber. 
Expulsões: Júnior; Marcelo Soares.

7. 26/07/1993.
REMO 1 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1993 – Final (1º Jogo)..
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Público: 9.701 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.940.200.000,00.
Árbitro: Mauro Gilberto dos Reis Cardoso.
Assistentes: Luís Júlio Lima e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Marcelo Fernandes e Batata (Tarcísio); Agnaldo, Biro- Biro e Alberto; Romeu, Cacaio (Edson) e João Santos. Técnico: Givanildo Oliveira.
Paysandu: Davi; Jairo, Marcelo Soares, Zé Maria e Pedrinho; Edson (Válber), Oberdan e Rogerinho; Mauricinho, Marcos Roberto (Mendonça) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Gols Romeu (44’/2T); Mauricinho (3’/2T).
Cartões Amarelos: Marcelo Fernandes, Batata, Agnaldo, Biro- Biro e Alberto; Davi, Oberdan, Válber, Mauricinho e Mendonça.
Expulsões: Marcelo Fernandes; Mauricinho.

8. 04/08/1993.
PAYSANDU 0 X 1 REMO.
Campeonato Paraense 1993 – Final (2º Jogo).
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 27.679.
Renda: CR$ 4.537.500,00.
Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho.
Assistentes: 
Paysandu: Paulo Vitor; Jairo, Joãozinho, Zé Maria e Pedrinho; Edson, Oberdan (Mazinho), Marcos Roberto e Rogerinho; Mendonça (Carlos André) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Mário César e Batata (Junior); Agnaldo, Biro- Biro e João Santos (Tarcisio): Romeu, Cacaio e Alberto. Técnico: Givanildo Oliveira.
Gol: Agnaldo (34’/2T).
Cartões Amarelos: Oberdan e Rogerinho; Júnior e Biro-Biro.
Obs.1: Mangueirão reaberto com capacidade reduzida.
Obs.2: Remo campeão paraense invicto.

9. 07/09/1993.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Brasileiro Série A 1993.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 20.253.
Renda: CR$ 3.981.650,00.
Árbitro: Luís Júlio Lima (PA).
Assistentes: 
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Belterra, Mário César e Júnior; Agnaldo, Biro-Biro e Édson Boaro (Alex); Édson Ferreira, Ageu e Tarcísio (Leco). Técnico: Roberto Brida.
Paysandu: Paulo Víctor; Jairo, Zé Maria, Eduardo e Pedrinho; Válber, Luís Ricardo (Everton) e Rogerinho; Jorginho, Marcos Roberto (Mendonça) e Carlinhos. Técnico: Tata.
Gols: Ageu (31’/1T) e Mário César (34’/2T); Marcos Roberto (3’/2T).
Cartões Amarelos: Mário César, Júnior, Agnaldo e Édson Boaro; Válber, Rogerinho e Marcos Roberto.
Expulsão: Válber. 

10. 06/10/1993.
PAYSANDU 1 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1993.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 15.704.
Renda: CR$ 4.924.600,00.
Árbitro: Mauro Gilberto Cardoso (PA).
Assistentes: 
Paysandu: Ivan; Marquinhos Capixaba, Marcelo Soares, Lucilo e Jairo; Oberdan, Marcos Roberto e Rogerinho; Éverson (Zé Maria), Mané Ferreira (Carlinhos) e Jorginho. Técnico: Tata.
Remo: Luís Carlos; Marcelo, Mário César, Belterra e Júnior; Agnaldo, Biro-Biro e Édson Boaro; Alex, Giovanni e Ageu (Mauricinho). Técnico: Roberto Brida.
Gols: e Marcos Roberto (45’/1T); Giovanni (37’/1T)
Cartões Amarelos: Lucilo, Rogerinho e Jorginho; Marcelo, Biro-Biro e Édson Boaro.
Expulsões: Marcelo Soares; Mário César.

11. 23/01/1994.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Torneio Pará-Ceará.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 8.707 (pagantes).
Renda: CR$ 8.707.000,00.
Árbitro: João Batista Padilha Duarte.
Assistentes: José Luís Mendes de Souza e Ivo Diniz Padilha.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Hélio Carioca e Júnior; Hélio Maranhense, Clébertong e Mauro (César); Mazinho, Warison (Alex) e Tarcísio (Adaílton). Técnico: Tata. 
Paysandu: Davi; Marcos (Manito), Augusto, Marcelo Soares e Guilherme (Ademar); Everson, Régis (Dutra), César e Giovanni (Castor); Éverson, Ageu e Joari. Técnico: Rubens Fantato.
Gol: Tarcísio.
Cartões Amarelos: Marcelo e Hélio Carioca; Augusto, Marcelo Soares e César.
Expulsão: Marcelo Soares.

12. 30/01/1994.
REMO 4 X 3 PAYSANDU.
Torneio Pará-Ceará.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão. 
Público: 5.772 (pagantes). 
Renda: CR$ 5.772.000,00.
Árbitro: Antonio Macedo de Oliveira. 
Assistentes: Dagoberto José da Silva e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Hélio Carioca (César) e Júnior; Hélio Maranhense, Clébertong e Mauro (Williams); Mazinho, Alex e Tarcísio (Warison). Técnico: Tata. 
Paysandu: Wagner; Marcos, Augusto (Josias), Juninho e Ademar; César, Giovanni (Nenê Santarém) e Dutra; Éverson, Ageu Sabiá e Castor (Joari). Técnico: Rubens Fantato.
Gols: Mazinho (2), Mauro e Clébertong; Castor, Ageu Sabiá e Hélio Carioca (contra).
Cartões Amarelos: Marcelo, César, Mauro e Mazinho; Augusto, Juninho, César e Joari.

13. 10/04/1994.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 21.411 (pagantes).
Renda: CR$ 36.621.000,00.
Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Assistentes: Milson Abronheiro de Barros e Adilson Souza. 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Ney e Júnior; Hélio, Clébertong e Mauro (Warison); Mazinho, Alex e Almir (Williams). Técnico Tata.
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Lucilo e Ademar; César, Cláudio e Herbert (Edmílson); Heyder (Pingo), Chiquinho e Éverson. Técnico: Benê Ramos.
Cartões Amarelos: Marcelo, Hélio, Clébertong, Mauro e Almir, do Remo; Marcos, Augusto, Lucilo, César, Cláudio e Chiquinho. 
Expulsão: Éverson.

14. 24/04/1994.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 1º Turno – Quadrangular Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 25.714 (pagantes).
Renda: CR$ 43.415.000,00.
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ).
Assistentes: Antônio Macedo de Oliveira e Olivaldo da Silva Moraes.
Remo Clemer; Marcelo, Belterra, César e Júnior; Clébertong, Papelin e Tarcísio (Williams); Mazinho, Alex e Almir (Mauro). Técnico: Tata.
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Lucilo e Cláudio; César, Chiquinho e Herbert; Éverson, Preto (Dutra) e Nenê Santarém. Técnico: João Avelino.
Cartões Amarelos: Marcelo, César e Papelin; Lucilo e Nenê Santarém. 
Expulsão: Papelin.

15. 08/05/1994.
PAYSANDU 0 X 0 REMO.
Campeonato Paraense 1994 – 1º Turno – Quadrangular Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Árbitro: Olivaldo da Silva Moraes.
Assistentes: Wilmar do Socorro Lima de Souza e Almir Conceição Chaves de Lemos.
Público: 16.552 (pagantes).
Renda CR$ 28.443.000,00.
Paysandu: Davi; Marcos, Lucilo, Luís Fernando e Cláudio; César (Catita), Augusto e Herbert (Everson); Castor, Sandro e Dutra. Técnico João Avelino.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Hélio (Papelin), Clébertong e Mauro; Alex, Almir e Tarcísio (Williams). Técnico: Tata.
Cartões Amarelos: Augusto e Sandro; Júnior, Papelin e Mauro. 
Expulsão: Mauro.
Obs.: Remo campeão do primeiro turno.

16. 04/06/1994.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 2º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 
Renda: 
Árbitro: José Ribamar Ferreira de Araújo.
Assistentes: José Trindade Corrêa da Costa e Ivo Diniz Braga.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, Mazinho e Mauro; Helinho (Papelim), Alex e Tarcísio (Jean). Técnico: 
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Luís Fernando e Cláudio; Oberdan (Dutra), César e Rogerinho, Edmilson, Kel (Sandro) e Nenê Santarém. Técnico:  
Gols: Mauro e Tarcísio; Edmilson.

17. 26/06/1994.
REMO 1 x 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 2º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 3.070 (pagantes).
Renda: CR$ 13.736.000,00.
Árbitro: Wilmar do Socorro de Lima.
Assistentes: Almir Conceição Chaves de Lemos e Paulo Sérgio Dias.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, Mazinho (César) e Alex; Helinho (Mauro), Almir e Tarcísio. Técnico: Fernando Oliveira. 
Paissandu: Oscar; Cláudio, Augusto, Lucilo e Marcos; César, Oberdan e Rogerinho; Edmilson, Kel e Nenê Santarém (Josias). Técnico: Bira. 
Gols: Almir (43’/2T); Edmilson (21’/1T).
Cartões Amarelos: Marcelo e Júnior; Oscar, Augusto, Lucilo, César e Rogerinho.
Expulsões: Júnior; Augusto.

18. 11/07/1994.
REMO 2 X 2 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – 2º Turno.
Estádio
Público: 4.557 (pagantes). 
Renda: R$ 8.027,00.
Árbitro: Antônio Macedo de Oliveira.
Assistentes: José Ribamar de Araújo e Wilmar do Socorro Polar. 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, César (Mauro) e Mazinho; Helinho, Alex e Tarcísio (Almir). Técnico:
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Luís Fernando e Cláudio; Lucilo (César), Oberdan e Dutra; Edmilson, Kel (Herbert) e Nenê Santarém. Técnico: 
Gols: Helinho e Mazinho; Nenê Santarém e Edmilson.
Obs.: Com esse empate, o Paysandu foi campeão do segundo turno.

19. 19/07/1994.
REMO 1 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – Final (1º Jogo).
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 5.608 (pagantes).
Renda: RS 9.796,72 
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ).
Assistentes: Lenilson Pedro Paulo de Alcântara e José Trindade Corrêa da Costa.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e César; Clébertong, Mazinho e Mauro; Helinho, Alex (Jean) e Tarcísio (Almir). Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Oscar; Marcos, Lucilo, Luis Fernando e Cláudio; Oberdan, Chiquinho e César (Rogerinho); Edmilson, Kel (Sandro) e Nenê Santarém. Técnico: Bira.
Gols: César (9’/2T); Marcos (27’/2T).
Cartões Amarelos: Marcelo, César e Alex; Oscar e Lucilo.
Expulsão: Lucilo.

20. 21/07/1994.
REMO 2 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1994 – Final (2º Jogo).
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 11.453 (pagantes).
Renda: R$ 20.866,50.
Árbitro: José Ribamar Ferreira de Araújo.
Assistentes: Lenílson Alcântara e Ivo Diniz Braga.
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio e Júnior; Clébertong, Mazinho e Mauro; Helinho (Papelin), Alex e Tarcísio (Jean). Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Oscar; Marcos, Augusto, Luiz Fernando e Cláudio; Oberdan (Dutra), César e Rogerinho; Edmílson, Kel (Sandro) e Nenê Santarém. Técnico: Bira.
Gols: Alex Dias (7’/2T e 30’/2T).
Expulsões: Mauro; Cláudio.
Obs.: O Remo sagrou-se Bicampeão Paraense e recebeu o Troféu João Havelange das mãos do Governador Carlos Santos.

21. 02/04/1995.
REMO 1 x 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1995 – 1º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 28.753. 
Renda:
Árbitro: Carlos Alberto Dalmácio Júnior.
Assistentes: 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Mário César e Ednélson; Agnaldo, Clébertong, Júnior (Edmilson) e Alencar (Rogerinho); Castor, Luís Müller. Técnico: Hélio dos Anjos.
Paysandu: Alex; Marcos, Augusto, Marcelo Soares e Leandro; Hélio Maranhense, Suélio (Zé Filho) e Chiquinho; Edil, Dias e Mazinho (Preto). Técnico: José Carlos Serrão.
Gol: Luís Müller.

22. 11/06/1995.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1995 – 2º Turno.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 19.697.
Renda: R$ 101.800,00.
Árbitro: Mailson Abronheiro de Barros.
Assistentes: 
Remo: Clemer; Marcelo, Belterra, Flávio, Ednélson; Agnaldo, Cléberton, Dema, Júnior (Rogerinho Gameleira): Castor (Bebeto), Luís Müller. Técnico: Hélio dos Anjos. 
Paysandu: Alex; Marcos, Augusto, Marcelo Soares, Leandro; Hélio Maranhense, César, Mazinho, Chiquinho; Moura, Marcelo Fumaça. Técnico: Marinho Assunção. 
Gol: Luís Müller.
Obs.: Remo campeão do segundo turno e tricampeão paraense invicto.

23. 03/08/1995.
REMO 0 X 0 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Yamada (1º Jogo).
Estádio Leônidas Castro/Curuzu. 
Público: 4.642. 
Renda: R$ 30.470,00. 
Árbitro: Luís Júlio de Oliveira Lima. 
Assistentes: José Ribamar Ferreira de Araújo e Domingos de Jesus Viana Filho. 
Remo: Márcio Barbosa; Zé Augusto, Belterra, Mário César e Bezerra; Agnaldo, Clébertong, Rogerinho Gameleira e Edmílson (Marcelo Soares) (Edvaldo); Castor (Válber) e Juarez (Júnior). Técnico: Carlinhos Silva. 
Paysandu: Alex; Marcos, Hélio Maranhense, Gílton e Lélis; César (Niltinho), Válber, Chiquinho e Hergos (Ney) (Marcelo Soares); Gilson (Nuno) e Mazinho. Técnico: Mário Felipe Peres/Tata. 
Cartões Amarelos: Zé Augusto, Belterra e Clébertong; Hélio Maranhense e Chiquinho. 
Expulsões: Zé Augusto e Belterra; Nuno e Hélio Maranhense.

24. 07/08/1995.
REMO 1 X 0 PAYSANDU.
Amistoso – Taça Yamada (2º Jogo). 
Estádio Evandro Almeida. 
Público: 6.662. 
Renda: R$ 43.204,00. 
Árbitro: Paulo Sérgio Santos Melo. 
Assistentes: Wilson do Socorro Souza e Carlos Alberto Dalmácio Nunes. 
Remo: Márcio Barbosa; Zé Augusto (Edvaldo), Belterra, Mário César e Bezerra; Agnaldo, Cléberton e Rogerinho Gameleira; Castor, Edmílson (Roberto Michele) e Júnior (Juarez). Treinador: Carlinhos Silva. 
Paysandu: Ferreira; Garrinchinha, Augusto, Gilton e Lélis; Mastrillo, Válber e Chiquinho (Hergos); Ismael (Moura), Gilson e Mazinho (Niltinho). Treinador: Mário Felipe Peres/Tata. 
Gol: Agnaldo.
Cartões Amarelos: Belterra, Mário César, Agnaldo e Rogerinho Gameleira; Gilton, Lélis, Mastrillo, Válber, Chiquinho e Hergos.

25. 31/03/1996.
REMO 4 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1996 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 26.153 (pagantes).
Renda R$ 134.335,00.
Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos Melo.
Assistentes: Carlos Alberto Dalmácio Nunes e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Claudecir; Marcelo (Jura), Belterra, Ney e Júnior; Clébertong, Rogério (Zedivan) e Dema; Andrey (Castor), Edil e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Davi; Felício (Betinho), Max Sandro, Augusto e Marcos; Rogério, Hélio Maranhense, Jean (Mário) e Nicinho (Osmar); Davis e Daniel. Técnico: Lula Pereira.
Gols: Ageu (6’/1T, 35’/1T e 1’/2T) e Rogério (12’/2T).
Cartões Amarelos: Belterra, Clébertong, Dema e Castor; Rogério, Hélio Maranhense, Osmar e Mário. 
Expulsões: Dema; Rogério.

26. 25/04/1996.
REMO 2 X 0 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1996 – 1º Turno – Pentagonal Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 14.824 (pagantes).
Renda: R$ 62.011,00.
Árbitro: Lenilson Pedro Paulo de Alcântara.
Assistentes: Wilmar do Socorro Souza e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Remo: Claudecir; Marcelo, Belterra, Válber (Flávio) e Júnior; Agnaldo, Clébertong, Dema e Rogério (Rogerinho); Edil e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Roberval; Marcos, Augusto, Paulo Roberto e Betinho; Hélio Maranhense, Max Sandro e Daniel; Davis (Sandro), Osmar (Igor) e Nuno. Técnico: César Moraes.
Gols: Válber (37’/2T) e Júnior (47’/2T). 
Cartões Amarelos: Claudecir, Válber, Rogério e Edil; Marcos, Augusto, Hélio Maranhense, Daniel e Igor.
Expulsões: Ageu; Max Sandro.

27. 26/05/1996.
PAYSANDU 0 X 1 REMO.
Campeonato Paraense 1996 – 2º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 14.571 (pagantes). 
Renda: R$ 61.088,00.
Árbitro: Milson Abronheiro de Barros.
Assistentes: Wilmar do Socorro Souza e José Ribamar Ferreira de Araújo.
Paysandu: Davi; Marcos, Augusto, Paulo Roberto e Nicinho; Hélio Maranhense, Max Sandro, Zé Filho e Igor; Nuno e Sandro. Técnico: Marinho Assunção.
Remo: Claudecir; Marcelo, Belterra, Ney e Ricardo; Agnaldo, Cléberton, Dema e Rogério; Castor e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Gols: Nuno (7’/1T); Agnaldo (19’/1T).
Cartões Amarelos: Augusto, Hélio Maranhense, Nuno e Sandro; Ney e Dema.
Expulsões: Augusto, Zé Filho e Sandro.
Obs.: A Segunda Fuga – A partida estava 1 a 1 quando, aos 39’ do primeiro tempo, o árbitro Mílson Abronheiro, que já havia expulsado os bicolores Augusto e Zé Filho, inverteu uma falta que Sandro havia sofrido de Agnaldo e deu mais dois cartões Amarelos ao jogador listrado. O treinador do de goleiros do Paysandu, Reginaldo Mesquita, e o diretor de futebol, Maurício Santiago, invadiram o campo para tirar satisfações com o árbitro. Ao tentar impedir Reginaldo, o azulino Belterra foi levado ao chão. Uma confusão generalizada instaurou-se e os diretores do Paysandu, mais uma vez, ordenaram a retirada de seus jogadores de campo. Dessa forma, segundo o CBDF, a equipe que abandona o gramado é declarada perdedora. Consequentemente, o Remo ficou com a vitória.

28. 04/07/1996.
REMO 2 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1996 – 2º Turno – Quadrangular Final.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 7.202 (pagantes).
Renda: R$ 31.002,00.
Árbitro: José R. F. de Araújo.
Assistentes: Luís Júlio Lima e Domingos de Jesus Viana.
Remo: Claudecir; Marcelo, Belterra, Ney e Júnior; Agnaldo, Rogerinho, Dema (Zedivan) (Flávio) e Rogério; Castor (Válber) e Ageu. Técnico: Waldemar Carabina.
Paysandu: Davi; Emilson, Max Sandro, Paulo Roberto e Cleyton (Sandro); Hélio Maranhense, Márcio Boquinha, Igor e Nicinho; Marcelo Lemos e Osmar. Técnico: Marinho Assunção.
Gols: Ageu (15’/1T) e Rogério (23’/1T); Osmar (21’/1T).
Cartões Amarelos: Ney, Rogerinho e Castor; Max Sandro, Paulo Roberto, Hélio Maranhense e Nicinho.
Expulsões: Rogerinho e Ageu; Emilson e Nicinho.
Obs.: O Remo já era tetracampeão paraense. Essa partida serviu apenas como complemento de tabela e para perpetuar a invencibilidade azulina.

29. 01/09/1996.
REMO 3 X 2 PAYSANDU.
Campeonato Brasileiro Série B 1996 – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 11.480 (pagantes).
Renda: R$ 57.216,00.
Árbitro: Pedro Gilmar Dantas da Cunha.
Assistentes: Olivaldo da Silva Moraes e Jorge Brasil Mourão.
Remo: Claudecir; Júnior, Belterra, Válber (Igor) e Mundão (Cláudio); Agnaldo, Ney, Rogerinho e Dema; Edil e Ageu Sabiá (Zé Raimundo). Técnico: Edinaldo Biá.
Paysandu: Davi; Augusto, Vilson e Marcelo Soares; Marcos (Maracanã), Vilson Pacheco, Oberdan, Zé Filho (Serginho) e Jean; Nuno e Osmar (Zé Augusto). Técnico: Sérgio Ramirez.
Gols: Ageu Sabiá (25’/1T e 16’/2T) e Zé Raimundo (25’/2T); Osmar (20’/1T) e Jean (45’/2T).
Cartões Amarelos: Mundão, Agnaldo, Ney, Dema e Edil; Davi, Augusto, Vilson, Marcelo Soares, Vilson Pacheco e Nuno. 
Expulsão: Vilson Pacheco.

30. 22/09/1996.
PAYSANDU 1 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série B 1996 – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 25.161 (pagantes).
Renda: R$ 78.444,00.
Árbitro: José Ribamar Ferreira Araújo.
Assistentes: Lenilson Pedro Paulo de por Alcântara e Milson Abronheiro de Barros.
Paysandu: Davi; Marcos Belém (Marcelo Lemos), Augusto, Marcelo Soares e Nicinho; Zé Aleixo, Januário, Serginho e Cléber (Oberdan); Maracanã (Davis) e Osmar. Técnico: Sérgio Ramirez.
Remo: Claudecir, Cláudio, Belterra, Roni e Mundão; Agnaldo, Ney, Dema e Igor (Ricardo); Edil e Ageu (Luciano). Técnico: Edinaldo Biá.
Gols: Zé Aleixo (28’/1T); Edil (15’/2T).
Cartões Amarelos: Marcos Belém, Augusto, Nicinho, Zé Aleixo e Serginho; Claudecir, Mundão, Ney, Dema e Ricardo.
Expulsões: Zé Aleixo; Claudecir, Mundão e Ney.

31. 16/02/1997.
REMO 4 X 2 PAYSANDU.
Torneio Seletivo à Copa Norte 1997.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 21.271 (pagantes).
Renda: R$ 69.960,00.
Árbitro: Domingos de Jesus Viana Filho.
Assistentes: Olivaldo da Silva Moraes e Ivo Diniz Braga.
Remo: Róbson; Cláudio (Ricardo), Belterra, Ney e Júnior; Damião, Rony, Rogério e Ednilson (Flávio Goiano); Edil e Ageu Sabiá (Zé Raimundo). Técnico: Fernando Oliveira.
Paysandu: Gilmar; Gean, Válber, Norton e Nicinho; Alexandre (Maracanã), Zé Aleixo (Volnei), Cléber (Souza) e Luís Carlos; Bebeto e Vital. Técnico: Walmir Louruz.
Gols: Edil (12’/1T), Júnior (9’/2T) e Rogério (15’/2T e 49’/2T); Vital (31’/2T) e Souza (34’/1T).
Cartões Amarelos: Cláudio e Júnior; Gean, Alexandre e Luís Carlos.

32. 13/04/1997.
PAYSANDU 1 X 2 REMO.
Campeonato Paraense 1997 – 1º Turno – 1ª Fase.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 6.832 (pagantes).
Renda: R$ 47.970,00.
Árbitro: Antônio Abreu do Nascimento (CE).
Assistentes: Pedro Gilmar Dantas da Cunha e Lenilson Pedro Paulo de Alcântara (PA).
Paysandu: Claudecir, Carlinhos Itaberá, Edinho, Rangel, Emilson, Alexandre, Zé Aleixo (Allyson), Luís Carlos, Cléber (Danilo), Maracanã e Zé Augusto (Souza) Técnico: R. Barreto.
Remo: Róbson, Ricardo, Juninho, Belterra, Júnior, Agnaldo, Ney, Rogerinho, Flávio Goiano (Ednilson), Edil e Ageu (Luiz Carlos Apeú). Técnico: Fernando Oliveira.
Gols: Maracanã (20’/1T); Edil (12’/1T e 37’/2T).
Cartões Amarelos: Carlinhos Itaberá, Edinho, Emílson, Alexandre, Zé Aleixo e Danilo; Juninho.

33. 07/05/1997.
REMO 3 X 1 PAYSANDU.
Campeonato Paraense 1997.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 11.467 (pagantes).
Renda: R$ 82.040,00.
Árbitro: Sidrack Marinho dos Santos (SE).
Assistentes: Lenilson Pedro Paulo de Alcântara e Edilson Ferraz.
Remo: Robson, Ricardo (Marcelo Papi), Belterra, Ney, Júnior, Agnaldo, Damião (Zé Raimundo), Rogerinho, J. Paulo (Luiz Carlos Apeú), Edil e Ageu Sabiá. Técnicos: Agnaldo e Belterra.
Paysandu: Claudecir, Danilo, Edinho, Rangel, Souza, Alexandre, Zé Aleixo, Julinho (Carlos Wálber), Luís Carlos, Maracanã e Vágner (Zé Augusto). Técnico:
Gols: Agnaldo (34’/2T), Zé Raimundo (40’/2T) e Edil (45’/2T); Julinho (21’/2T).
Cartões Amarelos: Ney e Edil; Alexandre, Luís Carlos, Vágner e Carlos Wálber.

Nota: como se observa, ao contrário do que muita gente pensa, não está incluída nessa lista o famoso jogo do gol do Biro Biro, em que ocorreu a queda do muro da Curuzu, em 29/07/1993 (Remo 1 x 0 Paysandu. Devido a esse acontecimento, a partida foi interrompida antes dos 30' do segundo tempo. Portanto, ela foi anulada e remarcada para o dia 04/08/1993, quando o Leão venceu por 1 a 0, gol de Agnaldo, que sacramentou o primeiro título do pentacampeonato azulino. Portanto, aquela partida anulada não entra nas estatísticas oficiais do clássico, apesar de estar para sempre gravada na memória do torcedor.

AS ESTATÍSTICAS DO TABU

- Jogos: 33.
- Vitórias: 21.
- Empates: 12.
- Derrotas: 0.
- Gols Pró: 49.
- Gols Contra: 20.
- Saldo: +29.

FONTES

- Re-Pa – O Clássico mais importante do futebol brasileiro (Ferreira da Costa, 2021).
- O Liberal.
- Diário do Pará.

sábado, 18 de junho de 2022

Campeão do Norte em 1968

CLUBE DO REMO — CAMPEÃO DO NORTE DE 1968
Uma das formações utilizadas na campanha do título regional

No final dos anos 60 o futebol brasileiro passou por profundas mudanças. A Taça Brasil, o "Campeonato Brasileiro" da época, já não atraía mais as atenções dos principais clubes do país, devido às suas fases regionalizadas — o que reduzia os jogos entre os times ditos “grandes”. Como consequência, em 1967 as federações carioca e paulista resolveram ampliar o Torneio Rio-São Paulo com o ingresso de times de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Assim, foi criado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa — nome oficial da competição inter-regional predecessora.

Em 1968, a Confederação Brasileira de Desportos — CBD — assumiu a organização do "Robertão" — como era popularmente conhecido —, que, por força política, incluiu a participação de um time pernambucano e um baiano passou a se chamar Taça de Prata. Até esse momento, o torneio era disputado em paralelo à Taça Brasil, mas, com a extinção desta em 1968 por puro desinteresse, o "Robertão"/Taça de Prata se tornou o único "nacional" do país.

Esse cartaz que a Taça de Prata carregava era meramente simbólico, visto que a competição era monopolizado pelos times do eixo Sul-Sudeste — mesmo com a participação de alguns poucos nordestinos, casos de Bahia, Náutico-PE e Santa Cruz-PE. Entretanto, a grande maioria dos times brasileiros não foi contemplada nesse seleto grupo. Para resolver essa situação, a CBD criou competições inter-regionais: os Torneios Norte-Nordeste e Centro-Sul. 

Este último não teve muito sucesso, sendo finalizado uma única vez, em 1968, vencido pelo Grêmio Maringá-PR. Mas o mesmo não se pode dizer do Norte-Nordeste. Frequentemente apelidado de "Nordestão", o Torneio Norte-Nordeste perdurou até 1970. Em sua essência, era composto por duas disputas independentes: os Torneios do Norte e do Nordeste, reunindo os principais representantes de cada região. 

Com algumas variações nas suas fórmulas, os campeões de cada torneio fariam a final inter-regional. Mas, no caso da parte Norte, havia um porém: apenas o Pará e o Amazonas eram profissionalizados. A solução foi incluir os estados do "Meio-Norte": Piauí e Maranhão. 

Outro imbróglio se deu quanto a escolha dos participantes paraenses. Inicialmente, a CBD decidiu que apenas Bahia e Pernambuco teriam três representantes no "Nordestão", enquanto que os outros estados, incluindo o Pará, teriam duas vagas. Portanto, Remo, Paysandu e Tuna tomaram parte de um triangular classificatório para o Torneio do Norte. Porém, através da Federação Paraense de Desportos — FPD — o "Trio de Ferro" não aceitaram tal situação, exigindo as mesmas três vagas de pernambucanos e baianos, alegando que seus times eram potenciais fontes de renda. 

Enquanto esse impasse permanecia sem resolução, o torneio seletivo transcorria. Primeira colocada, a Tuna classificou-se com antecedência. Remo e Paysandu iriam decidir a segunda vaga paraense em clássico no Baenão, na noite de 02/10/1968. A partida era muito aguardada pelas torcidas, pois, além da classificação, ainda resultaria na eliminação do rival. Mas não foi o que aconteceu. Segundo O Liberal do dia seguinte, à tarde, antes do jogo, chegou a notícia de que a CBD acatou o pedido do "Trio de Ferro", garantindo-os no "Nordestão". Diante disso, o Re-Pa, que prometia ser cercado de emoções, não passou de um jogo de compadres: 1 a 1, que não valeu apenas a disposição dos grupos — o Paysandu, segundo colocado do torneio ficou no grupo 1 e o Remo, terceiro, no 2.

Dessa forma, o Torneio do Norte de 1968 foi montado da seguinte maneira: 

Grupo 1: Paysandu, Tuna, Nacional-AM e Fast-AM; 

Grupo 2: Remo, Ferroviário-MA, Moto Club-MA, Flamengo-PI e Piauí. 

Após uma pequena inter-temporada preparatória em Santarém, o Leão voltou as suas atenções para o regional. Único nortista de fato no seu grupo, o Remo se aproveitou do “fator casa” para conseguir seus resultados. Foi assim que emplacou três vitórias seguidas: 1 a 0 no Piauí, 1 a 0 no Moto e 4 a 0 no Flamengo. Todavia, no primeiro jogo longe dos seus domínios, perdeu para o Ferroviário por 2 a 1, no Maranhão, empatando em 1 a 1 na virada do turno, no Baenão. Em seguida, perdeu para o Piauí por 2 a 1, fora, em 07/11, em jogo marcado por agressões aos jogadores azulinos, especialmente à Jorge Mendonça. Esse fato provocou a suspensão do torneio, temporariamente.

Cerca de um mês depois, em 12/12/1968, a competição retornou. Nesse dia, o Leão voltou a golear impiedosamente o Flamengo, dessa vez por 6 a 1. Esse jogo foi disputado no Baenão devido aos acontecimentos da partida anterior, em acordo firmado entre Remo, Flamengo e CBD. Por fim, o Mais Querido finalizou a sua participação nessa fase inicial empatando em 2 a 2 com o Moto Club, em São Luís (MA), no dia 15/12. Os azulinos encerraram a sua participação nessa primeira etapa com 10 pontos, dois atrás do Piauí.

Nas semifinais, o Remo teve pela frente o Nacional do Amazonas. No confronto de leões, prevaleceu o paraense. Entretanto, no primeiro jogo, já em 19/01/1969, quem venceu foi o Nacional por 3 a 1, em Manaus. Na volta, dia 26, o Remo se recuperou, aplicando 3 a 0. forçando uma partida de desempate — a chamada "negra". Esta foi disputada novamente no Baenão, dois dias depois, com novo triunfo azulino, agora por 2 a 0, classificando-se para a final do torneio.

Na grande decisão, o Remo enfrentaria mais uma vez o Piauí, que eliminou o Paysandu sem maiores dificuldades, com duas vitórias. O adversário era complicado. O Piauí vivenciava o melhor período de sua história, quando foi tetracampeão estadual entre 1966 e 1969. Além disso, o "Enxuga Rato", como era conhecido, em referência à uma música da época, tinha como principal jogador o atacante Sima, o maior artilheiro nordestino de todos os tempos, com mais de 500 gols marcados. Mas o Leão era o atual campeão paraense invicto e lutaria para defender a honra do principal estado da região. 

O primeiro embate ocorreu em 09/02/1969, em Teresina (PI). Irreconhecível, o Remo sucumbiu, perdendo por 5 a 1. Mas o Clube de Periça soube se reerguer e, na volta, em 12/02, no Baenão, se vingou com outra goleada, esta por 4 a 1. Destaque para o craque Amoroso, autor de dois gols, um deles de bicicleta. Birungueta e  Íris completaram o placar.

O Liberal, 13/02/1969

Esse contexto forçou mais uma vez a realização de uma partida extra, programada para 48h depois, novamente no Baenão. Os dirigentes piauienses foram contrários, queixando-se de hostilidades da torcida paraense, o que, de fato, não ocorreu. Tanto é que o presidente da Federação Piauiense de Desportos — FPD — negou essa informação e, em acordo com o presidente da Federação Paraense de Desportos, confirmou a "negra". Foi estabelecido ainda que o Piauí teria a vantagem do empate pela somatória dos placares anteriores (6 x 5); ao Remo, apenas a vitória interessava.

Tudo certo. Chega então o grande dia: 14/02/1969. A decisão mexeu com todo o meio esportivo local. A conquista transcendia a individualidade; não pertencia apenas ao Clube do Remo, mas à todo o Pará. Por isso era essencial a união de todas as torcidas nessa batalha final. Isso é ressaltado pelo jornalista Isaac Pais em O Liberal

"APOIO TOTAL AO CAMPEÃO PARA CONFIRMAR O TÍTULO — (...) há um título em discussão, que será tanto do Clube do Remo como do Pará. Ganhá-lo, será uma honra para todos, sem distinção das côres clubísticas. O campeão paraense precisa hoje do apôio total dos desportistas da terra, para no final da contenda todos possamos gritar: CAMPEÃO DO NORTE!".


O Liberal, 14/02/1969

A torcida atendeu ao apelo. Os azulinos, em sua maioria, contaram com o suporte de bicolores e tunantes para lotar o Baenão e, mais uma vez, assustar os adversários. A peleja foi uma luta tensa e cheia de emoção, cuja história começou a ser escrita através do gol de Adinamar logo aos três minutos do primeiro tempo. O Piauí empatou com o Sima aos 33'. Mas o iluminado Adinamar, em dia inesquecível, fez o seu segundo gol aos 42'... Um gol olímpico! Estava escrito: "REMO CAMPEÃO DO NORTE DO ‘I NORDESTÃO'", como enfatizou a manchete d'A Província do Pará, de 15/02/1969, para a alegria do povo paraense em plena sexta-feira de Carnaval!

Segue A Província: "'LEÃO AZUL' HONROU TRADIÇÃO DO FUTEBOL PARAENSE ONTEM À NOITE SUPLANTANDO PIAUI E. C. — Num jôgo dramático, cheio de lances eletrizantes, o Clube do Remo conquistou para o Pará o título de campeão do Norte, ao derrotar à noite de ontem no estádio 'Evandro Almeida' pela contagem de dois gols a um a representação do Piauí".

A Província do Pará, 15/02/1969

CAMPANHA

1ª Fase – Grupo 2

09/10/1968.
REMO 1 X 0 PIAUÍ EC.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gol: Robilotta.

16/10/1968.
REMO 1 X 0 MOTO CLUB-MA.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gol: Amoroso.

24/10/1968.
REMO 4 X 0 FLAMENGO-PI.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Amoroso (3) e Robilotta.

27/10/1968.
FERROVIÁRIO-MA 2 X 1 REMO.
Estádio Nhozinho Santos – São Luís (MA).
Gol: Robilotta.

30/10/1968.
REMO 1 X 1 FERROVIÁRIO-MA.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Amoroso.

07/11/1968.
PIAUÍ EC 2 X 1 REMO.
Estádio Lindolpho Monteiro – Teresina (PI).
Gol: Julião.

12/12/1968.
REMO 6 X 1 FLAMENGO-PI.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Adinamar (2), Amoroso (2), Íris e Alemão.

15/12/1968.
MOTO CLUB-MA 2 X 2 REMO.
Estádio Nhozinho Santos – São Luís (MA).
Gols: Robilotta (2).

Semifinal

19/01/1969.
NACIONAL-AM 3 X 1 REMO.
Estádio Parque Amazonense – Manaus (AM).
Gol: Robilotta.

26/01/1969.
REMO 3 X 0 NACIONAL-AM.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Carlitinho, Amoroso e Waltinho.

28/01/1969.
REMO 2 X 0 NACIONAL-AM.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Adinamar e Zequinha.

Final

09/02/1969.
PIAUÍ EC 5 X 1 REMO.
Gol: Robilotta.

12/02/1969.
REMO 4 X 1 PIAUÍ EC.
Gols: Amoroso (2), Birungueta e Íris.

14/02/1969.
REMO 2 X 1 PIAUÍ EC.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: NCr$ 25.000,00. 
Árbitro: Arnaldo César Coelho (SP).
Auxiliares: Jaime Batista (PA) e Paulo Bezerra (PA). 
Remo: François; China, Alemão, Casemiro e Edílson; Sirotheau e Carlitinho; Birungueta, Amoroso (Valtinho), Robilotta e Adinamar. Técnico: Danilo Alvim.
Gols: Adinamar (3'/1T e 1T).

Estatísticas

- Jogos: 14.
- Vitórias: 8. 
- Empates: 2. 
- Derrotas: 4. 
- Gols Pró: 30. 
- Gols Contra: 18. 
- Saldo de Gols: +12. 

* Esse texto é fruto das pesquisas de Adenirson Olivier (Cultura de Remo), Felipy Chaves (Enciclopédia do Leão) e Joaquim Rangel (Azulinos da Cidade).

quarta-feira, 30 de março de 2022

O Clássico Re-Tu na Visão de um Tunante

O Clássico Re-Tu ganhou novos capítulos para a sua rica história com o retorno da Tuna à Primeira Divisão do Campeonato Paraense em 2021. Assim, finalmente pôde ser disputado um clássico oficial após oito anos. E, surpreendentemente, a Lusa conseguiu eliminar o Remo - até então, invicto - nas semifinais, em disputa de pênaltis.

Entretanto, a vingança azulina viria cerca de um ano depois. O enredo era muito parecido. Mais uma vez pelas semifinais, o Remo, que estava invicto, perdeu para a Tuna no Baenão, pelo jogo de volta, revertendo a vitória conquistada no estádio do Souza. Mas na nova disputa de pênaltis - e agora, diante da sua torcida - o Leão Azul venceu por 4 a 2, em mais uma noite histórica de Vinícius, se classificando para a final do Parazão. 

Vinícius, o herói da classificação diante da Tuna

Esses fatos reviveram a velha rivalidade, esfriada pelos anos de afastamento da Tuna das grandes competições. Por isso, resolvemos ceder um espaço para entender a importância do clássico sob a ótica de um tunante. O texto a seguir é de autoria de Ítalo Costa, historiador cruzmaltino:

"Escrever sobre o Clássico Re-Tu é uma tarefa interessante. Isso porque, estamos assistindo o ressurgimento de uma rivalidade que, ultimamente, vinha esfriando. De certo, as dificuldades futebolísticas que assombraram (e, em maior ou menor grau, ainda assombram) a vida da Tuna Luso foram as maiores incentivadoras desse afrouxamento na rivalidade mais antiga do esporte no Pará.  Foi em 2007 a última final de estadual disputada pelas duas equipes, e foi acirrada. 

Em 2021, o jogo empatado em 1x1 pela semifinal do Parazão, que levado aos pênaltis deu vitória à Cruz de Malta de Belém do Pará fez reascender a chama do clássico. Ali, a Tuna voltara a ser uma pedra no sapato dos Azulinos. Nas regatas, no futebol estadual e nacional, anos atrás, isso era comum. 

Nas décadas de 1940 e 1950, eram comuns alfinetas entre dirigentes, desportistas e torcedores dos clubes. Sobre isso, relembro um caso interessante: Vencendo o rival por 3x1, disputando a final do Campeonato Paraense de Futebol, a Tuna foi campeã do certame de 1951 (Por atrasos na competição, o jogo final ocorreu em 06/01/1952). Dois dias depois, em 08/01/1952, o jornal Folha Vespertina trouxe o seguinte aviso fúnebre: 'Clube do Remo. Morto a 6 de janeiro de 1952'.  

FOLHA VERSPERTINA. Anúncios Fúnebres. 1952 (Arquivo de Ítalo Costa)

O aviso relacionava-se diretamente com a derrota anterior que deu aos Lusos o troféu de 1951. A notícia incendiou a crônica esportiva, dirigentes e torcedores Azulinos. A delegação Tunante afirmou não ter relação com a publicação que gerou tamanho 'Zum-Zum-Zum', alegando ter partido da torcida tamanha alfinetada. Fato é: Clássico é Clássico, e esse, entre o Leão de Antônio Baena e a Águia do Souza, além de nos render uma grande história, promete voltar a ser um grande encontro".

Agradecemos ao Ítalo Costa por sempre contribuir com o nosso trabalho!

domingo, 13 de fevereiro de 2022

O Clássico Remo x Tuna

Lance de um Remo x Tuna provavelmente nos anos 40. Observa-se os azulinos Geju (mais ao centro) e Itaguary (à esquerda). Imagem colorizada por Adenirson Olivier

Remo x Tuna é considerado o segundo maior clássico paraense em nível de importância, atrás somente do Re-Pa. Conhecido também pela sigla Re-Tu, pode-se dizer que o clássico é o mais antigo do esporte paraense, considerando-se as origens náuticas de ambos os clubes no início do século 20. Enquanto que o Remo surgiu em 1905, a Tuna, apesar de ter sido criada em 1903 como um grupo musical, só instituiu o seu setor de esportes em 1906. Desde então, ambos dominaram o cenário náutico do estado.

Entretanto, o confronto no futebol só aconteceria nos anos 30, quando a Tuna passou a praticar esse esporte de fato. O primeiro jogo se deu no dia 15/11/1931, em jogo válido pelo Campeonato da Liga Esportiva Paraense, que terminou empatado em 0 a 0. O clássico seguinte ocorreu na data de 03/01/1932, pelo Festival do Júlio César e, dessa vez, o Remo não tomou conhecimento da Lusa, vencendo por 4 a 1, no Baenão, gols de Marinheiro, Dino (dois) e Armando.

GOLEADA E RECORDE

No dia 01/01/1947, em pleno 44º aniversário tunante, o Remo goleou a rival por humilhantes 9 a 0, em jogo amistoso válido pelo Festival do clube Transviário. Apesar desse feito, a partida recebeu críticas por parte da imprensa, pois ambos jogaram com equipes essencialmente reservas. Geju, um dos poucos que figuravam no time titular, fez incríveis oito gols, uma façanha que só seria igualada por Bira décadas mais tarde.

Recorte do jornal Estado do Pará, de 03/01/1947

DECISÕES

Remo x Tuna já definiu o campeão paraense em 12 oportunidades, incluindo decisões diretas ou não. O Leão Azul saiu campeão em 10 oportunidades (1936, 1953, 1964, 1973, 1974, 1977, 1991, 1996, 2003 e 2007) contra apenas duas da Águia Guerreira (1951 e 1983).

ESTATÍSTICAS

Segundo números atualizados do site Futebol80 e adaptados com pesquisas próprias, estas são as estatísticas gerais de Remo x Tuna:

• Jogos: 517.
• Vitórias do Remo: 228.
• Empates: 143.
• Vitórias da Tuna: 146.
• Gols do Remo: 773.
• Gols da Tuna: 610.

Atualizado até 09/02/2025 – Tuna 0 x 3 Remo – Campeonato Paraense.

REFERÊNCIAS

1. O Festival do Julio Cesar. Estado do Pará, Belém, 4 jan 1932.

2. A Tarde de Ontem Não Teve Expressão Futebolística. Estado do Pará, Belém, 3 jan 1947.

3. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário — A História do Campeonato Paraense de Futebol. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, 2012.

4. CONFRONTOS. Futebol80. Disponível em: <http://futebol80.com.br/links/times/remo/remocft.htm/>. Acesso em: 17 fev 2022.