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quinta-feira, 26 de março de 2026

Retrospecto – Remo na Copa Norte (1997-2002)


Remo 2 x 0 4 de Julho-PI em 1997 – Foto: O Liberal.

Participações: 3 (1997, 2000 e 2002).
Melhor campanha: vice-campeão (1997).
Pior campanha: 4º lugar (2000)*.
*Mesma colocação de 2002, porém com aproveitamento pior.

Campanhas: 
Legenda: Ano | Colocação (Número de Participantes) | Pontos Ganhos | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Gols Pró | Gols Contra | Saldo de Gols | Aproveitamento

1997 | 2º (10) | 13 | 6 | 4 | 1 | 1 | 11 | 3 | +8 | 72,2%
2000 | 4º (8) | 10 | 8 | 2 | 4 | 2 | 10 | 9 | +1 | 41,7%
2002 | 4º (16) | 21 | 12 | 6 | 3 | 3 | 17 | 12 | +5 | 58,3%

Estatísticas Gerais:

26 jogos.
12 vitórias.
8 empates.
6 derrotas.
38 gols pró. 
24 gols contra.
+14 gols de saldo.

Primeiro jogo: Remo 2 x 0 4 de Julho-PI (25/03/1997).
Último jogo: Moto Club-MA 0 x 1 Remo (14/04/2002).

Primeiro gol: Edil – Remo 2 x 0 4 de Julho-PI (25/03/1997).
Último gol: Robinho – Moto Club-MA 0 x 1 Remo (14/04/2002).

Maior vitória: Tuna 1 x 4 Remo (30/03/1997).
Melhor ataque em um campeonato (média): 1,83 gol/jogo – 1997 (11 gols pró em 6 jogos).
Melhor defesa em um campeonato (média): 0,50 gol/jogo – 1997 (3 gols contra em 6 jogos).
Maior sequência de vitórias: 4 vitórias (1997).
Maior série invicta: 5 jogos (1997).

Quem mais jogou: Balão – 19 jogos (2000/2002).
Maiores artilheiros: Balão e Edil – 5 gols cada.
Maior artilheiro em um campeonato: Edil – 5 gols (1997).
Maiores artilheiros em um jogo: Edil – 2 gols em Remo 2 x 0 4 de Julho-PI (25/03/1997) / Marajó – 2 gols em Remo 3 x 3 São Raimundo-AM (22/01/2000) / Carlão – 2 gols em Remo 2 x 1 São José-AP (20/01/2002).
Técnico que mais treinou: Júlio Espinosa – 12 jogos (2002).

Jogadores:
Legenda: Número de Jogos – Jogador (T = Jogos como Titular / RU = Jogos como Reserva Utilizado) – Temporadas. 

19 – Balão (19 T) – 2000, 2002.
12 – Ney (10 T / 2 RU) – 1997, 2000, 2002.
11 – Charles Guerreiro (11 T) – 2002.
11 – Marcelo Valença (11 T) – 2002.
11 – Márcio (11 T) – 2000, 2002.
11 – Ricardo (11 T) – 1997, 2000.
10 – Carlão (10 T) – 2002.
10 – Carlos Wálber (9 T / 1 RU) – 2002.
10 – Marcos Gaúcho (7 T / 3 RU) – 2002.
10 – Valderi (10 RU) – 2002.
8 – Ariomar (8 T)  – 2002.
8 – Claudinei (8 T) – 2000.
8 – Leandro (8 T) – 2000.
8 – Marajó (7 T / 1 RU) – 2000.
8 – Cléber Paraense (7 T / 1 RU) – 2002.
8 – Isaac (8 T) – 2002.
8 – Juliano (8 T) – 2002.
8 – Odemilson (6 T / 2 RU) – 2002.
8 – Robinho (6 T / 2 RU) – 2002.
7 – Acácio (7 T) – 2000.
7 – Cametá (7 T) – 2000, 2002.
7 – Fábio (7 T) – 2000.
7 – Júnior (7 T) – 2000.
7 – Tarcísio (7 T) – 2002.
6 – Anderson (6 T) – 2000.
6 – Jaime (2 T / 4 RU) – 2000.
6 – Agnaldo (6 T) – 1997.
6 – Luís Carlos Apeú (5 T / 1 RU) – 1997.
6 – Edil (6 T) – 1997.
6 – Róbson (6 T) – 1997.
6 – Rogerinho (6 T) – 1997.
5 – Belterra (5 T) – 1997.
5 – Ednilson (3 T / 2 RU) – 1997.
5 – Flávio Goiano (4 T / 1 RU) – 1997.
5 – Júnior (5 T) – 1997.
5 – Cláudio Gavião (3 T / 2 RU) – 2000.
5 – Fredson (5 RU) – 2000.
4 – Ageu (3 T / 1 RU) – 1997.
4 – Rômulo (1 T / 3 RU) – 2002.
4 – Roni (4 T) – 1997, 2000.
4 – Stanley (4 RU) – 2002.
3 – Bandoch (3 T) – 2002.
3 – Chicão (3 RU) – 2002.
3 – Emerson Fitti (3 T) – 2002.
3 – Jean Marronzinho (1 T / 2 RU) – 2000.
3 – Juninho (2 T / 1 RU) – 1997.
3 – Marcos (3 RU) – 1997.
2 – Marcelo Papi (1 T / 1 RU) – 1997.
2 – Nenê (2 RU) – 1997.
2 – Zé Raimundo (2 RU) – 1997.
2 – Flávio (2 RU) – 2000.
2 – Zezinho (2 RU) – 2000.
2 – Edu Manga (2 T) – 2002.
2 – Joel (1 T / 1 RU) – 2002.
2 – Taé (1 T / 1 RU) – 2002.
1 – Alex (1 T) – 2000.
1 – Damião (1 T) – 1997.
1 – Emerson Bala (1 RU) – 2000.
1 – Itamar (1 RU) – 2000.
1 – Diego (1 T) – 2002.
1 – Henoch (1 RU) – 2002.
1 – Ivair (1 T) – 2002.
1 – Rodrigo (1 RU) – 2002.
1 – Ângelo (1 T) – 2002.

Artilheiros:
Legenda: Número de Jogos – Jogador. 

5 – Balão.
5 – Edil.
3 – Marcos Gaúcho.
3 – Robinho.
2 – Agnaldo.
2 – Luís Carlos Apeú.
2 – Cametá.
2 – Carlão.
2 – Cléber.
2 – Acácio.
2 – Júnior.
2 – Marajó.
1 – Ageu.
1 – Ednilson.
1 – Fábio.
1 – Carlos Wálber.
1 – Juliano.
1 – Valderi.

Técnicos:
Legenda: Número de Jogos – Técnico. 

12 – Júlio Espinosa.
8 – José Dutra.
6 – Fernando Oliveira.

Jogos Históricos – Remo 4 x 1 Bahia (2026)

Vitor Bueno comemorando o seu gol – Foto: Samara Miranda / Clube do Remo.

ZEROU O CRONÔMETRO!

Exatos 11.438 dias. Foi esse o tempo que o torcedor azulino esperou para poder soltar o grito da vitória na elite do futebol brasileiro que estava entalado há 32 anos – a última vitória havia sido contra os 2 a 0 contra o Náutico-PE em 27/11/1994, na última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. O fim dessa angústia se deu exatamente na data de 23/03/2026, quando o Leão Azul goleou o Bahia por 4 a 1, no Mangueirão, pela oitava rodada da Série A.

Quem olha friamente para o placar dilatado pode pensar que a vitória foi fácil, mas quem não sabe do contexto, nem imagina a dificuldade imposta nesse confronto. O Remo ainda não havia ganhado no campeonato – três empates e quatro derrotas –, desempenho que fez a diretoria trocar o técnico no meio do percurso – Juan Carlos Osorio por Léo Condé, que comandava seu quarto jogo pelo Leão Azul. Em contrapartida, o Bahia, além disso um dos times com maior crescimento no país, injetado pelo dinheiro do Grupo City, estava no G4 do campeonato e era o único invicto da competição.

Inicialmente, esse cenário foi refletido dentro de campo, com os baianos dominando as ações, de tal forma que abriram o placar aos 32 minutos de jogo. Mesmo com o peso de ainda não ter vencido na competição, aos poucos o Remo se restabeleceu, passando a criar mais chances. Em uma delas, o goleiro titular do Bahia, Ronaldo, se lesionou, sendo substituído por João Paulo, que nem imaginava o que estava por vir. Após tanto tentar, finalmente o Remo chegou ao empate aos 53 minutos, último lance do primeiro tempo, com um forte chute rasteiro de Vitor Bueno de fora da área.

Gabriel Taliari ao fundo, o herói da partida – Foto: Samara Miranda / Clube do Remo.

No segundo tempo, o que se viu foi um show de Gabriel Taliari, recente contratação azulina que estreava diante do Fenômeno Azul. Seu cartão de visitas não poderia ser melhor. Logo aos quatro minutos, ele aproveitou o rebote do goleiro adversário e fez a virada azulina. Nove minutos depois, Taliari ampliou o placar após dobradinha com Vitor Bueno (os dois melhores da partida). O atacante azulino foi substituído por Jajá, que daria números finais ao triunfo azulino, aproveitando um passe de Alef Manga dentro da área tricolor. Enfim o Remo  vencia na elite do futebol brasileiro com uma goleada histórica.

Jajá fechou a conta – Foto: Samara Miranda / Clube do Remo.

FICHA DO JOGO

22/03/2026.
REMO 4 X 1 BAHIA.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 18.224 (pagantes) / 22.447 (presentes).
Renda: R$ 758.510,00.
Árbitro: Joao Vitor Gobi (SP).
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Raphael de Albuquerque Lima (SP).
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN).
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Kayky Almeida e Tchamba; Zé Ricardo (Leonel Picco), Patrick (Zé Welison) e Vitor Bueno (Jaderson); Yago Pikachu, Gabriel Taliari (Jajá) e Alef Manga (Gabriel Poveda). Técnico: Léo Condé.
Bahia: Ronaldo (João Paulo), Román Gómez, Gabriel Xavier (David Martins), Ramos Mingo, Luciano Juba, Erick, Caio Alexandre (Michel Araújo), Jean Lucas (Rodrigo Nestor), Cristian Olivera (Ademir), Erick Pulga e Everaldo. Técnico: Rogério Ceni.
Gols: Vitor Bueno (53'/1T), Gabriel Taliari (4'/2T e 13'/2T) e Jajá (38'/2T); Everaldo (32’/1T).
Cartões Amarelos: Marllon e Zé Ricardo, Marllon e Marcelo Rangel; Rodrigo Nestor.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Jogos Históricos – Remo 5 x 2 Bahia (1936)

 
Folha do Norte, 27/01/1936.

O PRIMEIRO JOGO ENTRE REMO E BAHIA NA HISTÓRIA

No início de 1936, o Bahia – ainda grafado como Sport Club – estava em excursão por Belém do Pará. Logo o ainda jovem quadro baiano começava a mostrar o seu valor. Nos seus dois primeiros compromissos em terras guajarinas, empatou com a Tuna em 2 a 2 e venceu o Paysandu por 3 a 1.

Porém, faltava aos baianos enfrentar o mais forte e tradicional representante paraense. No dia 26/01/1936, foi a vez do principal embate interestadual contra o Clube do Remo. E o Leão Azul fez valer o seu cartaz, aplicando uma impiedosa goleada de 5 a 2, gols de Sabóia, Gusmão (2) e Evandro do Carmo (2).

Antes de partir, o Bahia ainda empataria com a Seleção Paraense em 3 a 3 e na revanche solicitada pelo Paysandu em 1 a 1. Dessa forma, a única derrota sofrida pelo Tricolor havia sido mesmo aquela contra o Remo.

Destaca-se ainda a grande presença de público no estádio do Souza, conforme relato da "Folha do Norte", de 27/01/1936, mostrando que o Clube do Remo já era o clube de maior torcida da cidade:

"UMA GRANDE ENCHENTE – O Remo é, innegavelmente, o grêmio de mais sympathias na cidade. E viu-se como prova a assistência avultada que repleto hontem o estádio cruzmaltino. Apesar da tarde chuvosa, tanto as archibancandas como as geraes estavam apinhados. O paraense gosta de futebol. E mesmo padecendo os atropelos que lhe causa a viagem ao campo da Tuna, não perde um jogo".

Os times de Remo e Bahia juntos – Foto: Folha do Norte, 27/01/1936.

FICHA DO JOGO

26/01/1936. 
REMO 5 X 2 BAHIA. 
Amistoso. 
Estádio da Tuna/Souza. 
Árbitro: Martiniano Cruz. 
Remo: Ribas; Evandro Almeida e Barradas; Trindade, Samico e Marajó; Gusmão, Capi, Sabóia, Evandro do Carmo e Ciro.  
Bahia: Maia; Aprígio e Laert; Nouca, Guga e Gia; Ito, Armando, Romeu, Tintas e Jorge.
Gols: Sabóia, Gusmão (2) e Evandro do Carmo (2); Romeu e Ito.

Retrospecto – Remo x Bahia

 
Remo 4 x 1 Bahia pelo Brasileirão de 2026 – Foto: Letícia Martins / EC Bahia / Jogada10.

O Esporte Clube Bahia foi fundado em 1º de janeiro de 1931, em Salvador (BA), por vários elementos da sociedade baiana da época. O clube é fruto da necessidade primordial de quatro ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis e um da Associação Atlética da Bahia, que estavam sem poder praticar o futebol, já que seus clubes haviam acabado com os respectivos departamentos futebolísticos.

Remo e Bahia se enfrentam desde 26 de janeiro de 1936, durante a excursão do time baiano em Belém. Jogando no estádio da Tuna (Souza), os azulinos golearam por 5 a 2. No retrospecto inicial do confronto, o Remo ainda manteria a invencibilidade com a vitória por 4 a 2 em 1938, em casa, e com o empate de 2 a 2 e a vitória de 3 a 0 em 1947, na primeira vez do Leão em terras baianas.

Destaca-se ainda o jogo de 30 de abril de 1967, quando o Remo venceu o Bahia por 2 a 1 em plena Fonte Nova (BA) e conquistou o prestigiado Torneio Interestadual de Salvador. 

No histórico dia 22 de março de 2026, o Filho da Glória e do Triunfo goleou o Esquadrão de Aço por 4 a 1, no Mangueirão, voltando a vencer pela Série A do Campeonato Brasileiro após 32 anos. A vitória também marcou o fim do tabu azulino de nunca ter vencido o Bahia em Campeonatos Brasileiros, que perdurava desde 1972.

ESTATÍSTICAS 

29 jogos.
9 vitórias.
8 empates.
12 derrotas.
42 gols pró. 
49 gols contra.

JOGOS VÁLIDOS

26/01/1936. 
REMO 5 X 2 BAHIA. 
Amistoso. 
Estádio da Tuna/Souza. 
Gols: Sabóia, Gusmão (2) e Evandro do Carmo (2); Romeu e Ito.

04/09/1938.
REMO 4 X 2 BAHIA.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão. 
Gols: Vevé (10’/1T), Viveiros (22’/1T), Itaguary (29’/1T) e Capi (40’/2T); Amorim (6’/1T) e Tarzan (15’/2T).

09/03/1947.
BAHIA 2 X 2 REMO. 
Amistoso.
Estádio da Graça – Salvador (BA). 
Gols: Zé Hugo (2); Itaguary (2).

13/03/1947.
BAHIA 0 X 3 REMO. 
Amistoso.
Estádio da Graça – Salvador (BA).
Gols: Dilermando (2) e Geju.

01/02/1948.
REMO 0 X 2 BAHIA.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão. 
Gol: Arquimedes (25’/2T).

07/01/1951.
REMO 2 X 4 BAHIA.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Gols: Itaguary (23’/1T), Tuta (24’/1T), Camerino (26’/1T), Carlos Alberto (31’/2T), Isaltino (2T) e Dedeco (48’/2T).

21/04/1954.
BAHIA 5 X 0 REMO.
Torneio Interestadual Bernardo Martins Catarino (BA) 1954.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: Tóia, Carlito, Izaltino, Zé Hugo e Bacamarte.

24/10/1964.
REMO 0 X 3 BAHIA.
Torneio Interestadual da Paz (PA-BA) 1964.
Estádio do Paysandu/Curuzu.
Gols: Bronzeado (1T) e Edinho (2T e 2T).

10/04/1966.
REMO 2 X 1 BAHIA.
Torneio Quadrangular Interestadual Rei dos Fogos (PA-BA) 1966.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Waldocyr (1T) e Afonso (2T); Machado (2T).

30/04/1967.
BAHIA 1 X 2 REMO. 
Torneio Quadrangular Interestadual Governador Luiz Viana Filho (BA) 1967.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: Gazani (15’/1T); Neves (43’/1T) e Zequinha (45’/2T).
Obs.: O Clube do Remo foi campeão do torneio.

16/06/1972.
REMO 2 X 0 BAHIA.
Amistoso.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Fernando (10’/1T e 18’/1T).

20/09/1972.
BAHIA 1 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A/Campeonato Nacional Divisão Extra 1972.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: Natal (29’/1T); Roberto (43’/2T).

17/03/1974.
BAHIA 1 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1974.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: Douglas (23’/1T); Rodrigues (28’/1T).

15/08/1975.
REMO 2 X 3 BAHIA.
Amistoso.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Roberto (1T) e Alcino (1T); Beijoca (1T) e Douglas (2T e 2T).
Obs.: Entrega das faixas de tricampeão paraense aos jogadores do Clube do Remo.

25/11/1975.
BAHIA 1 X 1 REMO.
Torneio Interestadual Cidade de Salvador (BA) 1975.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA). 
Gols: Mickey; Ivanir.

24/10/1976.
BAHIA 3 X 1 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1976.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: Jorge Campos (7’/1T), Edu (30’/2T) e Jorge Campos (44’/2T); Zezinho (28’/1T).

03/11/1979.
BAHIA 1 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1979 – 1º Turno.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gol: Severino (2’/2T).

05/03/1980. 
REMO 1 X 1 BAHIA. 
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil/Taça de Ouro 1980 – Fase Preliminar.
Estádio Alacid Nunes/Mangueirão.
Gols: Paulinho (23’/1T); Osni (30’/1T). 

14/02/1981.
REMO 1 X 2 BAHIA.
Campeonato Brasileiro Série B/Taça de Prata 1981 – 2ª Fase.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Itamar (20’/2T); Toninho Taino (10’/1T) e Dirceu Catimba (22’/2T).

25/02/1981.
BAHIA 2 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série B/Taça de Prata 1981 – 2ª Fase.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: Gílson Gênio (22’/1T) e Washington Luís (45’/2T).

30/06/1991.
REMO 2 X 2 BAHIA.
Amistoso.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Gols: Roberto (2’/1T) e Luciano Viana (41’/1T); Naldinho (44’/1T) e Agnaldo (contra – 30’/2T).

18/08/1994.
REMO 1 X 1 BAHIA.
Campeonato Brasileiro Série A 1994.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Alencar (30'/1T); Ronald (40'/1T).

14/09/1994.
BAHIA 1 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1994.
Estádio Octávio Mangabeira/Fonte Nova – Salvador (BA).
Gol: Marcelo (15’/2T).

15/08/1999.
REMO 0 X 0 BAHIA.
Campeonato Brasileiro Série B 1999.
Estádio Edgar Proença/Mangueirão.
23/07/2004. 
REMO 0 X 1 BAHIA. 
Campeonato Brasileiro Série B 2004. 
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão. 
Gol: William (36’/2T).

11/04/2012.
REMO 2 X 1 BAHIA.
Copa do Brasil 2012.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Fábio Oliveira (11’/1T) e Magnum (23’/2T); Diones (23’/1T). 
 
19/04/2012.
BAHIA 4 X 0 REMO.
Copa do Brasil 2012.
Estádio Roberto Santos/Pituaçu – Salvador (BA).
Gols: Lulinha (13’/2T), Rafael Donato (28’/2T), Junior (30’/2T) e Vander (34’/2T). 

22/03/2026.
REMO 4 X 1 BAHIA.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Gols: Vitor Bueno (53'/1T), Gabriel Taliari (4'/2T e 13'/2T) e Jajá (38'/2T); Everaldo (32’/1T). 

22/04/2026.
BAHIA 1 X 3 REMO.
Copa do Brasil 2026 – 5ª Fase (1º Jogo).
Estádio Octávio Mangabeira/Arena Fonte Nova – Salvador (BA).
Gols: William José (22’/1T); Tchamba (17’/1T), Yago Pikachu (29’/2T) e Alef Manga (50’/2T).

CURIOSIDADE

O Bahia foi o primeiro time de futebol baiano propriamente dito que o Remo venceu, mas não foi primeiro time oriundo da Bahia. Em 3 de agosto de 1926, os azulinos venceram por 3 a 1 um amistoso contra um combinado de jogadores do Navio da Marinha da Bahia, denominado pelos jornais da época como "Scout Bahia", que estava de passagem por Belém. Os gols azulinos foram marcados por Formiga, Marinheiro e Fred.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Jogos Históricos – Flamengo-RJ 1 x 2 Remo (1975)

 
Jornal dos Sports (RJ), 25/10/1975.

A MANCHETE QUE MOTIVOU A PRIMEIRA VITÓRIA PARAENSE NO MARACA

No dia 25/10/1975, o Clube do Remo fez história e obteve a primeira vitória de um time paraense no Maracanã, ao vencer o Flamengo-RJ por 2 a 1. Porém, mais do que representa, esse feito é ainda maior se observadas as nuances que o cercam.

Naquela oportunidade, o Remo tinha um timaço, a famosa Máquina Azul, mas ainda se recuperava de uma sequência desastrosa na 2ª fase do Brasileiro, com 4 derrotas nos 4 primeiros jogos. Já o Flamengo, além de vir de duas vitórias, tinha em seu elenco ninguém menos que Zico.

Era consenso o amplo favoritismo rubro-negro. Tanto é que o famoso "Jornal dos Sports" (RJ) já fazia as contas para uma tranquila vitória flamenguista: "8 + 3 = 11", apontando um provável placar elástico. Lembrando que naquele tempo, uma vitória por 1 gol de diferença, valia 2 pontos; por 2 ou mais, valia 3.

Diante disso, o técnico remista Paulo Amaral, furioso, comprou vários exemplares do jornal e colocou em cada quarto do hotel onde se hospedavam os azulinos. Na preleção, apenas provocou os jogadores, dizendo que a vitória adversária já era certa.

Foi assim que na base da raça, força de vontade e superação – ainda mais contra uma arbitragem tendenciosa –, o Rei da Amazônia fez história no "Maior do Mundo" e triunfou por 2 a 1, gols de Alcino e Mesquita. Zico até marcou o seu, mas parou na grande atuação de Dico.

A vitória azulina foi tão surpreendente que ninguém ganhou na Loteria Esportiva naquela rodada. No dia seguinte, o mesmo "Jornal dos Sports" teve que se redimir, com a manchete: "Mengo errou a conta: 11 - 3 = 8".

A Máquina Azul estava de volta ao campeonato!

Jornal dos Sports (RJ), 26/10/1975.

Retrospecto – Remo x Flamengo-RJ

 
Mesquita sai para comemorar o seu gol que garantiu a histórica vitória azulina sobre o Flamengo de Zico em pleno Maracanã no Campeonato Brasileiro de 1975.

ESTATÍSTICAS 

20 jogos.
3 vitórias.
3 empates.
14 derrotas.
18 gols pró.
44 gols contra.

JOGOS VÁLIDOS

06/01/1916. 
REMO 2 X 3 FLAMENGO-RJ. 
Amistoso. 
Estádio da Firma Ferreira & Comandita/Curuzu. 
Árbitro: Gama Malcher. 
Remo: Archimedes; Lulu e Duca; Bordallo, Armindo e Infante; Ludgards, Macedo, Dudu, Chermont e Rubilar. 
Flamengo-RJ: Hydarnés; Píndaro e Nery; Curiol, Gallo e Cuthbert; Gayer, Ferraz, Juvenal, Baptista e Buarque.
Gols: Macedo (1T) e Dudu (2T); Nery (1T) e Baptista (2T e 2T). 
Obs.: Primeiro jogo interestadual da história do Clube do Remo.

26/03/1950.
REMO 0 X 2 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Renda: Cr$ 110.120,00.
Árbitro: Aristocílio Ferreira Rocha (RJ).
Remo: Sandoval; Expedito e Isan; Modesto, Jambo e Muniz; Itaguary, Aracati, Sílvio, Jaime e Marido. Técnico: Nagib Matni.
Flamengo-RJ: Garcia (Antoninho); Job e Newton; Biguá, Bria e Nélio; Aloísio, Orlando (Durval), Gringo, Beto e Esquerdinha. Técnico: Gentil Cardoso.
Gols: Beto (2T) e Durval (2T)
Expulsão: Modesto.

04/06/1959.
REMO 3 X 3 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza.
Renda: Cr$ 197.000,00.
Árbitro: Orlando Pinto.
Remo: Piedade (Smith); Ribeiro e Zé Ferreira; Mangaba, Pedro Buna (Olinto) e Baiano; Jorge de Castro, Zezinho, Jota Alves (Quinha), Sessenta e Dudinha. 
Flamengo-RJ: Fernando; Joubert e Copolilo; Jadir, Dequinha e Jordan; Luiz Carlos (Navarro), Moacir, Manoelzinho, Dida (Roberto) e Babá (Adalberto). 
Gols: Dudinha (1T), Zezinho (2T) e Sessenta (2T); Dida (1T) e Babá (1T e 1T).
Expulsões: Zezinho; Manoelzinho e Jadir. 

27/01/1960.
REMO 1 X 2 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza.
Renda: Cr$ 105.160,00.
Árbitro: Paulo Bezerra.
Assistentes: Américo Monteiro e Otávio dos Santos.
Remo: Piedade; Ribeiro e Abel; Sessenta (Isaías), Socó e Pedro Buna; Câmara (Quiba), Valter, Quinha (Jota Alves), Quibinha e Chaminha. 
Flamengo-RJ: Ari; Joubert e Décio; Jadir, Carlinhos e Jordan; Luiz Carlos, Moacir, Henrique, Dida (Germano) e Gerson.  
Gols: Jota Alves (27’/2T); Dida (46’/1T) e Moacir (44’/2T).

02/02/1960.
REMO 2 X 4 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza.
Árbitro: Paulo Bezerra. 
Remo: Piedade; Ribeiro e Zé Ferreira; Sessenta (Isaías), Socó e Pedro Buna; Câmara, Válter, Jota Alves, Quibinha e Chaminha (Quinha). 
Flamengo-RJ: Mauro; Joubert e Bolero; Jadir, Carlinhos e Jordan; Luís Carlos (Adalberto), Moacir, Henrique, Dida e Germano (Roberto). 
Gols: Câmara (38’/1T) e Jota Alves; Dida (2), Henrique e Carlinhos.

11/07/1966.
REMO 2 X 2 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 5.350.000.
Árbitro: Antônio Magalhães.
Assistentes: Antônio Santos e Gerson Rodrigues.
Remo: François; Assis (Ribeiro), Socó, Casemiro e Lula; Zé Luiz e Beto; Zé Ilídio, Rangel, Wilson Pipico (Afonso) e Neves (Zequinha). 
Flamengo-RJ: Franz; Mário Braga, Ditão (Valter), Jaime e Leon; Carlinhos e Almir; Carlos Alberto (Clair), Fio (Carlinhos 2º), César e Rodrigues.  
Gols: Afonso (29’/2T e 49’/2T); César (5’/2T) e Almir (8’/2T).
Expulsões: Almir e Rodrigues.

17/09/1972.
REMO 1 X 0 FLAMENGO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Campeonato Nacional Divisão Extra 1972.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: Cr$ 123.990,00.
Árbitro: Ducídio Vanderlei Bouchilla (SP).
Assistentes: Fernando Andrade (PA) e Francisco Pietro (PA).
Remo: Dico; Aranha, Mendes, Dutra e Lúcio; Tito e Hertz; Dionísio, Caíto, Roberto (Alcino) e Peri (Silva). Técnico: João Avelino.
Flamengo-RJ: Renato; Moreira, Chiquinho, Tinho e Mineiro; Zé Mário (Zanata) e Liminha; Vicentinho, Caio, Doval (Humberto) e Paulo César. 
Gol: Roberto (5’/1T).

21/10/1973.
REMO 2 X 1 FLAMENGO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1973.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 116.300,00.
Árbitro: Emidio Marques de Mesquita.
Assistentes: Darcey Lucas e Antônio Ferreira dos Santos.
Remo: Dico; Augusto, Mendes, Rui e Cuca; Suingue e Elias; Lindóia (Sérgio Pinheiro), Caíto, Alcino e Rodrigues. Técnico: François Thym.
Flamengo-RJ: Ubirajara; Moreira, Fred, Rondinelli e Rodrigues Neto; Liminha e Afonsinho; Zino, Dario, Doval (Geraldo) e Arilson (Tinho). Técnico: Zagalo.
Gols: Rodrigues (33’/1T) e Caíto (47’/2T); Zico (35’/2T).
Cartões Amarelos: Rui e Caíto.
Expulsão: Fred.

01/06/1974.
FLAMENGO-RJ 3 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 1974.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Público: 17.907 (pagantes).
Renda: Cr$ 140.879,00.
Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschilla.
Flamengo-RJ: Cantarelli; Aloísio, Jaime, Luís Carlos e Rodrigues Neto (Rondinelli); Liminha e Geraldo; Paulinho, Doval, Zico (Léo) e Arilson. Técnico: Joubert Meira.
Remo: Deca; Rosemiro, China, Oscar e Lúcio; Elias, Russo e Nena (Mesquita); Caíto, Luizinho (Almeida) e Rodrigues. Técnico: François Thym.
Gols: Paulinho (35’/1T) e Doval (28’/2T e 35’/2T).

13/11/1974.
REMO 0 X 2 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Árbitro: José Marcelino dos Santos.
Assistentes: Edson Borges e Oldemar Carvalho.
Remo: Dico (Joaquim); Rosemiro, China, Oscar e Lúcio; Elias e Nena; Prado, Roberto (Soeiro), Eduardo (Gabriel) e Rodrigues. Técnico: Paulinho de Almeida.
Flamengo-RJ: Renato (Cantarelli); Humberto Monteiro (Júlio), Rondinelli, Luís Carlos (Vantuir) e Nei; Léo e Zé Mário; Paulinho (Silvinho), Edson, Ivanir e Rodrigues Neto.
Gols: Ivanir (25’/2T) e Edson (32’/2T).

25/10/1975.
FLAMENGO-RJ 1 X 2 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Público: 29.118.
Renda: Cr$ 365.847,00.
Árbitro: José Faville Neto (SP).
Assistentes: Acírio Válter Agostinho (SP) e Édson Paulino da Silva (GO).
Flamengo-RJ: Renato; Júnior, Jaime, Rondinelli (Luís Carlos) e Rodrigues Neto; Liminha e Geraldo; Paulinho (Caio), Luizinho, Zico e Tadeu. Técnico: Carlos Froner.
Remo: Dico; Marinho, Aderson, Rui e Cuca; Elias e Nena; Caíto (Rodrigues), Alcino, Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Gols: Zico (43’/1T); Alcino (34’/1T) e Mesquita (3’/2T).
Cartões Amarelos: Caíto, Nena, Alcino e Aderson.

14/12/1976.
REMO 1 X 1 FLAMENGO-RJ.
Amistoso.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Árbitro: Raimundo Nonato de Souza.
Assistentes: Manoel Francisco de Oliveira e José Marcelino.
Remo: Dico; Marinho, China (Rui), Valtinho e Cuca; Aderson e Nena (Mego); Mesquita, Leônidas, Zezinho e Rodrigues (Zezinho Macapá). 
Flamengo-RJ: Cantarele; Toninho, Jaime, Dequinha e Júnior; Merica e Adílio; Júnior Brasília, Zico, Marciano (Paulinho) e Luís Paulo. 
Gols: Rui (37’/2T); Adílio (9’/2T).

02/04/1978.
REMO 0 X 1 FLAMENGO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1978.
Estádio Alacid Nunes/Mangueirão.
Público: 30.951.
Renda: Cr$ 706.035,00 
Árbitro: José Assis Aragão.
Remo: Édson Cimento, Marinho, Dutra, Darinta, Luís Florêncio, Aderson, Mego (Alexandre), Mesquita, Leônidas (Humberto), Bira e Júlio César. Técnico: Vail Mota.
Flamengo-RJ: Cantarelli, Ramírez, Rondinelli, Dequinha, Júnior, Merica, Carpeggiani, Valdo (Jorge Luís), Júnior Brasília, Tita (Radar) e Luís Paulo. Técnico: Joubert Meira.
Gol: Valdo (37’/2T).
Cartões Amarelos: Darinta; Cantarelli.

20/05/1982.
REMO 0 X 3 FLAMENGO-RJ.
Torneio de Belém (PA) 1982.
Estádio Alacid Nunes/Mangueirão.
Público: 5.720 (pagantes).
Renda: Cr$ 1.657.200,00.
Árbitro: Antonio Ferreira dos Santos.
Remo: Reginaldo; Marinho, Nazareno, Marcos e Wilson; Chico Alves, Jorginho (Zé Luis) e Raulino; Paulinho (Celso), Zecão e Paulo Augusto (Mendonça).  
Flamengo-RJ: Raul (Cantareli); Djalma Braga, Figueiredo, Marinho (Moser) e Antunes; Andrade (Júlio César), Vitor e Tita; Lico (Popéia), Peu e Edson (Chiquinho).  
Gols: Tita (33’/1T e 4’/2T) e Moser (36’/2T).
Cartões Amarelos: Marinho e Nazareno.

23/04/2003.
FLAMENGO-RJ 4 X 0 REMO.
Copa do Brasil 2003.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã.
Público: 3.413 (pagantes).
Renda: R$ 27.416,00.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR).
Flamengo-RJ: Júlio César; Luciano, André Bahia, Fernando e Cássio; Fabinho, Jonatas (André Gomes), Andrezinho e Felipe; Jean (Vinícius) e Fernando Baiano. Técnico: Nelsinho Baptista.
Remo: Ivair; Moisés, Irituia, Augusto e Djalma Santos; Márcio Belém, Chicão, Rodrigo (André Barata) e Gian; Ivan (Nenê) e Valdomiro (Valderi). Técnico: Júlio César Leal.
Gols: Jean (18'/1T e 25'/1T), Felipe (13'/2T) e Vinícius (36'/2T).
Cartões Amarelos: Valdomiro e Gian.

30/04/2003.
REMO 2 X 3 FLAMENGO-RJ.
Copa do Brasil 2003.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão
Público: 18.146 (pagantes).
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP).
Assistentes: José Basileu Gaviolli (SP) e Nilson de Souza Monção (SP).
Remo: Ivair, Moisés, Augusto, Irituia, Djalma Santos, Márcio Belém, Chicão (Valderi), M. Augusto (Nenê), Gian, Valdomiro e Zé Afonso (Ivan). Técnico: Fernando Oliveira (interino).
Flamengo-RJ: Diego, André Bahia, Fernando (F. Eller), Valdson, Cássio, Fabinho, Jonathas, Felipe, Fabinho, Jean e Andrezinho (Igor). Técnico: Nelsinho Batista.
Gols: Gian (23'/2T) e Márcio Belém (32'/2T); Jean (10'/2T), Cássio (13'/2T) e Felipe (29'/2T).
Cartões Amarelos: Gian e Marcelo Augusto; André Bahia.

08/04/2009.
REMO 0 X 2 FLAMENGO-RJ.
Copa do Brasil 2009. 
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 40.848 (pagantes).
Renda: R$ 909.210.00 
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP).
Remo: Adriano; Ramon (Levy), Rogério Corrêa, San e Edinaldo; Beto, Marlon, Jaime (Gegê) e Toninho; Helinho e Marcelo Maciel (Bebeto). Técnico: Artur Oliveira.
Flamengo-RJ: Diego; Everton Silva, Welinton, Airton (Thiago Sales) e Juan; Willians (Lennon), Toró, Kléberson e Ibson; Erick Flores (Fierro) e Emerson. Técnico: Cuca.
Gols: William (9’/2T) e Emerson (16’/2T).
Cartões amarelos: Ramon, Rogério Corrêa e Beto; Everton Silva, Welinton, Airton, Willians e Juan.

03/04/2013.
REMO 0 X 1 FLAMENGO-RJ.
Copa do Brasil 2013.
Estádio: Olímpico do Pará (Mangueirão), Belém (PA)
Público: 20.493 (pagantes).
Renda: R$ 967.465,00.
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Assistentes: Lincoln Ribeiro Taques (MT) e Sandro do Nascimento Medeiros (MA).
Remo: Fabiano; Carlinho Rech, Henrique e Zé Antônio; Walber, Nata, Gerônimo (Jhonnatan), Diogo Capela (Clébson) e Berg; Leandro Cearense e Val Barreto (Fábio Paulista). Técnico: Flávio Araújo
Flamengo-RJ: Felipe; Léo Moura (Renato Abreu), Renato Santos, Wallace Reis e João Paulo; Amaral, Elias, Gabriel e Rodolfo (Cléber Santana); Rafinha (Nixon) e Hernane. Técnico: Jorginho.
Gol: Rafinha (9'/2T).
Cartões Amarelos: Zé Antônio e Val Barreto; Rodolfo e Renato Santos.

17/04/2013.
FLAMENGO-RJ 3 X 0 REMO.
Copa do Brasil 2013.
Estádio Sylvio Raulino de Oliveira – Volta Redonda (RJ).
Árbitro: Wagner Reway (MT).
Assistentes: Paulo Cesar Silva Faria (MT) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT).
Flamengo-RJ: Felipe; Léo Moura, Renato Santos, Marcos González e Ramon (João Paulo); Amaral (Luiz Antônio), Elias, Renato Abreu (Rodolfo) e Gabriel; Rafinha e Hernane. Técnico: Jorginho.
Remo: Fabiano; Carlinho Rech (Clébson), Henrique e Zé Antônio; Walber (Endy), Nata, Jhonnatan, Thiago Galhardo e Alex Ruan; Val Barreto e Leandro Cearense (Fábio Paulista). Técnico: Flávio Araújo.
Gols: Hernane (35’/1T, 4’/2T e 25’/2T).
Cartões Amarelos: Carlinhos Rech, Henrique e Nata.
Expulsão: Nata.

19/03/2026.
FLAMENGO-RJ 3 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã (RJ).
Público: 62.075 (presentes).
Renda: R$ 3.649.640,00.
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG).
Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Carlos Eduardo Ribeiro Santos (MT).
VAR: Daiane Muniz (SP).
Flamengo-RJ: Rossi; Emerson Royal (Varela), Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Erick Pulgar, Jorginho (Everton Cebolinha) e Arrascaeta (Lucas Paquetá); Luiz Araújo, Samuel Lino (Carrascal) e Pedro. Técnico: Leonardo Jardim.
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Kayky Almeida e Tchamba; Leonel Picco (Zé Welison), Zé Ricardo (Jaderson), Patrick de Paula (Gabriel Taliari) e Victor Bueno (Yago Pikachu); Alef Manga e Jajá (Patrick). Técnico: Léo Condé.
Gols: Léo Ortiz (19’/1T), Samuel Lino (2’/2T) e Luiz Araújo (8’/2T).
Cartões Amarelos: Erick Pulgar e Léo Pereira; Patrick de Paula e Zé Welison.

domingo, 22 de março de 2026

Jogos Históricos – Remo 2 x 1 Fluminense-RJ (1975)

 
A Província do Pará, 22/09/1975.

"NA GUERRA DAS MÁQUINAS, A AZUL FOI A MELHOR"

Essa foi a manchete do jornal A Província do Pará após a vitória do Remo sobre o Fluminense-RJ por 2 a 1, no Baenão, em 21/09/1975, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro.

O título fazia referência aos dois timaços que ambos possuíam. O esquadrão remista, tricampeão paraense invicto (1973/74/75), era conhecido como a "Máquina Azul". Já a "Máquina Tricolor" do Fluminense seria bicampeã carioca (1975/76).

A expectativa também era alta pela presença de Rivelino, tricampeão do mundo pela Seleção Brasileira. Mas quem brilhou naquele dia foi Alcino, o maior ídolo azulino, autor dos dois gols da vitória, de virada.

Enquanto isso, como o próprio jornal reportou, Riva daria o seu show à parte – mas de indisciplina. Não concordando com a não marcação de um pênalti, o craque tricolor partiu para cima do árbitro Armando Marques e foi expulso. Terminada a partida, tentou novamente agredir o juiz.

As Máquinas ainda fariam grandes campanhas naquela competição. Porém, prevaleceu a sensação de que ambos poderiam ter ido mais longe.

FICHA DO JOGO

21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: Cr$ 277.133,00.
Árbitro: Armando Marques.
Assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Raimundo Nonato de Sousa.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Zé Lima, Alcino (Caíto), Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Fluminense-RJ: Nielsen; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto (Cléber) e Zé Mário; Gil (Zé Roberto). Manfrini (Gil), Rivelino e Mário Sérgio. Técnico: Jair Rosa Pinto.
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).
Expulsões: Rivelino e Toninho.

terça-feira, 10 de março de 2026

Retrospecto – Remo x Fluminense-RJ

Remo 2 x 1 Fluminense-RJ em 1975 – Foto: A Província do Pará.

ESTATÍSTICAS GERAIS 

12 jogos.
1 vitória.
5 empates.
6 derrotas.
9 gols pró.
27 gols contra.

JOGOS VÁLIDOS

20/01/1946.
REMO 0 X 4 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Renda: Cr$ 99.000,00.
Árbitro: Grilo Padilha.
Remo: Alderi; Expedito e Jesus; Modesto, Jambo (Rubens) e Vicente; Bendelack, Arquimedes, Geju, Manolo (Capi) e Itaguary (Boró). Técnico: Floriano Rodrigues.
Fluminense-RJ: Batatais (Alfredo); Afonsinho e Haroldo; Rato (Amauri), Pascoal (Mirinho) e Bigode; Pinhegas, Simões (Orlando), Geraldino, Nandinho e Murilinho. Técnico: Gentil Cardoso.
Gols: Orlando (7’/2T e 39’/2T), Pascoal (25’/2T) e Geraldino (37’/2T).

27/01/1946.
REMO 2 X 2 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Público: 4.786.
Renda: Cr$ 21.000,00.
Árbitro: Evandro Almeida.
Remo: Isaac; Isan e Expedito; Modesto, Jambo e Vicente; Silvio, Arquimedes, Geju (Itaguary), Dilermando e Manolo. Técnico: Ten. Floriano Rodrigues.
Fluminense-RJ: Batatais (Robertinho); Afonsinho e Haroldo; Rato, Mirinho e Pascoal (Bigode); Murilinho, Simões, Geraldino, Nandinho e Rodrigues (Orlando). Técnico: Gentil Cardoso.
Gols: Geraldino (21’/1T), Simões (8’/2T), Manolo (13’/2T) e Jambo (19’/2T).

08/01/1958.
REMO 0 X 3 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza.
Renda: Cr$ 240.270,00.
Árbitro: Otávio Jorge dos Santos.
Assistentes: Aprigio Oliveira e Manoel Moura.
Remo: Smith; Ribamar e Ribeiro; Isaías (Capivara); Socó e Olinto; Dudinha (Sinhô), Quarenta, Quiba (Sessenta), Edson (Afonso) e Santo Antônio. Técnico: Veliz.
Fluminense-RJ: Castilho (Victor Gonzalez); Cacá (Ivan), Roberto e Pino (Jair Santana); Clóvis e Altair (Paulo); Telê, Léo (Breno), Valdo (Osvaldo), Robson (Jair Francisco) e Escurinho. Técnico: Sylvio Pirillo.
Gols: Léo (21’/1T), Jair Francisco (7’/2T) e Telê (32'/2T).

14/06/1959.
REMO 1 X 6 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio Francisco Vasques/Souza. 
Renda: Cr$ 368.760,00.
Árbitro: Orlando Pinto.
Remo: Smith (Piedade); Olinto e Ribeiro; Mangaba (Isaías), Socó e Baiano: Jorge de Castro, Zezinho (Câmara), Jota Alves, Sessenta e Dudinha. Técnico: Dengoso.
Fluminense-RJ: Castilho (Victor González); Jair Marinho, Pinheiro, Paulo e Altair: Edmílson (Jair Santana) e Telê (Paulinho Omena); Maurinho, Waldo (Wilson Baurú), Jair Francisco (Bira) e Escurinho (Almir). Técnico: Zezé Moreira.
Gols: Dudinha (30’/2T); Jair Francisco (34’/1T, 45’/1T, 8’/2T e 16’/2T), Telê (3’/2T) e Wilson Baurú (43’/2T).

28/04/1963.
REMO 1 X 5 FLUMINENSE-RJ.
Amistoso.
Estádio do Remo/Baenão.
Renda: Cr$ 1.418.000,00.
Árbitro: Sena Muniz.
Remo: Asas (François); Ailso (Pedro Buna) e Ribeiro; Milton, Socó e Edílson; Zé Ilídio, Waldir, Waldeney (Chico); Zé Luiz e Chaminha. 
Fluminense-RJ: Castilho (Márcio); Odair (Roberto) e Procópio; Edmílson, Wilson (Pari) e Nonô; Maurinho (Calazans), Rodrigo, Manuel, (Ubiraci); Gonçalo (Joaquinzinho) e Escurinho (Waldir).
Gols: Walmir (27’/1T); Rodrigo (5’/1T e 25’/1T), Manoel (31’/1T), Joaquinzinho (13’/2T) e Edmílson (19’/2T). 

01/05/1966.
REMO 1 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Torneio Interestadual de Belém (PA) 1966.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 18.920.000,00.
Árbitro: Antônio Santos (PA). 
Remo: Balbino (François); Ribeiro, Socó, Casemiro e Edílson; Zé Luiz (Assis) e Beto; Neves, Rangel (Alonso), Zezé e Chaminha. Técnico: Antoninho.
Fluminense-RJ: Edson Borracha; Oliveira, Valdez, Riva e Bauer; Alves (Roberto Pinto) e Elizeu (Jardel); Mário (Cebira), Amoroso, Lula (Mário) e Gilson Nunes. Técnico: Tim.
Gols: Afonso (40’/1T); Lula (15’/1T).

29/11/1972.
REMO 0 X 0 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1972.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 122.388,00.
Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschilla.
Remo: Dico; Nelinho, Mendes, Dutra e Cuca; Silva e Hertz (Tito); Copeu, Caíto, Roberto e Neves (Peri). Técnico: François Thym.
Fluminense-RJ: Félix, Toninho, Silveira, Assis (Abel), Marco Antônio, Denílson, Rubem Galaxie (Didi), Serginho, Adilton, Jair e Lula. Pinheiro.

27/04/1974.
REMO 1 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1974.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 109.585,00.
Árbitro: Dulcídio Boschilia.
Assistentes: Francisco Prieto e Manoel Francisco de Oliveira.
Remo: Gelson; Rosemiro, Flávio, Queirós e Cuca; Russo e Nena; Luizinho (Caíto), Alcino, Roberto e Rodrigues. Técnico: François Thym.
Fluminense-RJ: Félix; Marinho, Abel, Assis e Casagrande; Andreotti e Gérson; Cafuringa (Moacir), Abel, Manfrini e Rubens Galaxe.  
Gols: Roberto (1T); Gil (1T).

21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão. 
Renda: Cr$ 277.133,00.
Árbitro: Armando Marques.
Assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Raimundo Nonato de Sousa.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Zé Lima, Alcino (Caíto), Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Fluminense-RJ: Nielsen; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto (Cléber) e Zé Mário; Gil (Zé Roberto). Manfrini (Gil), Rivelino e Mário Sérgio. Técnico: Jair Rosa Pinto.
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).
Expulsões: Rivelino e Toninho.

09/05/1978.
FLUMINENSE-RJ 1 X 0 REMO.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1978.
Estádio Jornalista Mário Filho/Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).
Público: 3.012 (pagantes).
Renda: Cr$ 71.235,00.
Árbitro: Luís Herman Torres (RS).
Fluminense-RJ: Wendell, Edevaldo, Dario, Carlinhos, Marinho, Rubens Galaxie, Pintinho, Luís Carlos (Robertinho), Gildásio, Gilson e Zezé. 
Remo: Dico, Marinho, Dutra, Darinta, Luís Florêncio, Aderson, Mareco, Humberto (Bebeto), Bira, Alexandre e Leônidas.  
Gol: Gildásio (18’/2T).
Cartão Amarelo: Luís Florêncio.

18/09/1986.
REMO 1 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 1986.
Estádio Alacid Nunes/Mangueirão.
Público: 17.688 (pagantes).
Renda: Cz$ 296.410,00.
Árbitro: Gilson Ramos Cordeiro (PE).
Assistentes: José Vanderley (PE) e Luiz José Jesus (PE).
Remo: Juranir; Jair (Paulinho), Pagani, Luís Augusto e Zezinho; Toninho Silva, Mesquita e Zé Mário; Camargo, Dadinho e Careca. Técnico: Paulo Mendes.
Fluminense: Paulo Vítor; Leomir, Vica, Ricardo Gomes e Eduardo; Jandir, Alberto Félix e Renê Weber (Wilsinho); Édson Mariano, Washington e Valbert. Técnico: Antônio Lopes.
Gols: Pagani (13’/2T); Valbert (38’/2T).
Cartões Amarelos: Mesquita, Camargo e Toninho Silva; Leomir.

12/03/2026.
REMO 0 X 2 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 1º Turno.
Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença/Mangueirão.
Público: 22.995 (pagantes) / 26.528 (presentes).
Renda: R$ 1.292.410,00.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Tiago Gomes da Silva (GO).
VAR: Jose Claudio Rocha Filho (SP).
Remo: Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Tchamba e Sávio; Leonel Picco (Patrick), Patrick de Paula (Zé Ricardo) e Vitor Bueno; Yago Pikachu (Nico Ferreira), Alef Manga (Rafael Monti) e João Pedro (Jajá). Técnico: Léo Condé.
Fluminense-RJ: Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê; Martinelli (Alisson), Hércules (Otávio) e Lucho Acosta (Serna); Savarino, Canobbio (Soteldo) e John Kennedy (Castillo). Técnico: Luis Zubeldía.
Gols: John Kennedy (15’/1T) e Canobbio (17’/2T).
Cartões Amarelos: João Pedro e Patrick de Paula; Hércules.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Evolução Histórica da Liderança do Clássico Re-Pa


Arte: Tiago Santos.

Desde que venceu os dois primeiros Re-Pa’s da história, válidos pelo Campeonato Paraense de 1914, o Remo estabeleceu uma hegemonia quase absoluta no retrospecto histórico do clássico mais disputado do futebol mundial. Dos 112 anos de disputa, em 101 o Rei da Amazônia manteve a liderança das estatísticas gerais do clássico.

Nos anos que se sucederam o primeiro clássico, o Remo estabeleceu uma sequência de sete títulos estaduais (1913-1919), chegando a uma vantagem de seis vitórias de diferença em 1920 (12 x 6), que permaneceu até 1925 (22 x 16). O Paysandu passa a equilibrar as ações e a ganhar terreno, até que em 1932 empata no número de vitórias (34 x 34). O Remo assumiu muito brevemente a liderança em 1933 (37 x 36), voltando à igualdade em 1934 (39 x 39).

Depois disso, nunca mais um ano terminou empatado na briga pela liderança das vitórias. O Remo voltou a crescer, chegando a oito triunfos de diferença em 1940 (55 x 47). Porém, é na década de 40 que o Leão Azul vive o seu maior jejum de títulos, enquanto que o rival emplaca um pentacampeonato em 1947. Isso reflete no maior período consecutivo de liderança bicolor no Re-Pa (nove anos, entre 1943 e 1948), com pico de nove vitórias de vantagem em 1945 (73 x 64).

A resposta azulina é avassaladora. Em dois anos (1948 e 1949), o Remo venceu 12 clássicos contra apenas dois dos adversários, reassumindo a liderança em 1949 (82 x 80), que perdura por mais de duas décadas, com pico de 10 vitórias de diferença em 1960 (123 x 113) e 1961 (127 x 117). Porém, o Paysandu consegue ultrapassar o Remo em 1970 (156 x 153) ano em que conseguiu emplacar o seu maior tabu (13 jogos).

Essa nova vantagem alvi-azul é efêmera, durando apenas três anos, até 1972. É então que o Remo estabelece a sua real dominância sobre o rival. Aplicando os maiores tabus da história do clássico (24 jogos entre 1973 e 1975 e 33 jogos entre 1993 e 1997), o Remo aumenta vertiginosamente a sua discrepância em relação ao seu rival, chegando ao máximo de 32 vitórias em 1997 e desde então sempre mantendo uma boa margem de diferença nas estatísticas gerais do clássico, cuja liderança já dura mais de 50 anos ininterruptos.

EVOLUÇÃO ANUAL DAS VITÓRIAS 

Legenda: Ano – Vitórias no Ano – Líder de Vitórias no Ano (Diferença de Vitórias).

1914 – 2 x 0 – REMO (+2)
1915 – 3 x 2 – REMO (+1)
1916 – 4 x 2 – REMO (+2)
1917 – 5 x 2 – REMO (+3)
1918 – 7 x 2 – REMO (+5)
1919 – 9 x 4 – REMO (+5)
1920 – 12 x 6 – REMO (+6)
1921 – 13 x 7 – REMO (+6)
1922 – 16 x 11 – REMO (+5)
1923 – 18 x 12 – REMO (+6)
1924 – 20 x 14 – REMO (+6)
1925 – 22 x 16 – REMO (+6)
1926 – 24 x 19 – REMO (+5)
1927 – 26 x 21 – REMO (+5)
1928 – 27 x 22 – REMO (+5)
1929 – 30 x 28 – REMO (+2)
1930 – 33 x 31 – REMO (+2)
1931 – 34 x 33 – REMO (+1)
1932 – 34 x 34 – EMPATE (0)
1933 – 37 x 36 – REMO (+1)
1934 – 39 x 39 – EMPATE (0)
1935 – 41 x 40 – REMO (+1)
1936 – 43 x 42 – REMO (+1)
1937 – 43 x 42 – REMO (+1)
1938 – 46 x 44 – REMO (+2)
1939 – 52 x 46 – REMO (+6)
1940 – 55 x 47 – REMO (+8)
1941 – 57 x 51 – REMO (+6)
1942 – 59 x 56 – REMO (+3)
1943 – 59 x 64 – PAYSANDU (+5)
1944 – 62 x 68 – PAYSANDU (+6)
1945 – 64 x 73 – PAYSANDU (+9)
1946 – 67 x 74 – PAYSANDU (+7)
1947 – 70 x 78 – PAYSANDU (+8)
1948 – 75 x 79 – PAYSANDU (+4)
1949 – 82 x 80 – REMO (+2)
1950 – 86 x 83 – REMO (+3)
1951 – 88 x 85 – REMO (+3)
1952 – 92 x 86 – REMO (+6)
1953 – 97 x 90 – REMO (+7)
1954 – 101 x 93 – REMO (+8)
1955 – 105 x 96 – REMO (+9)
1956 – 110 x 101 – REMO (+9)
1957 – 114 x 105 – REMO (+9)
1958 – 116 x 110 – REMO (+6)
1959 – 118 x 112 – REMO (+6)
1960 – 123 x 113 – REMO (+10)
1961 – 127 x 117 – REMO (+10)
1962 – 127 x 121 – REMO (+6)
1963 – 129 x 123 – REMO (+6)
1964 – 134 x 128 – REMO (+6)
1965 – 140 x 131 – REMO (+9)
1966 – 142 x 139 – REMO (+3)
1967 – 147 x 142 – REMO (+5)
1968 – 151 x 144 – REMO (+7)
1969 – 153 x 149 – REMO (+4)
1970 – 153 x 156 – PAYSANDU (+3)
1971 – 156 x 160 – PAYSANDU (+4)
1972 – 162 x 163 – PAYSANDU (+1)
1973 – 166 x 164 – REMO (+2)
1974 – 172 x 164 – REMO (+8)
1975 – 177 x 164 – REMO (+13)
1976 – 179 x 169 – REMO (+10)
1977 – 182 x 174 – REMO (+8)
1978 – 185 x 174 – REMO (+11)
1979 – 187 x 177 – REMO (+10)
1980 – 188 x 180 – REMO (+8)
1981 – 190 x 183 – REMO (+7)
1982 – 193 x 187 – REMO (+6)
1983 – 197 x 189 – REMO (+8)
1984 – 202 x 191 – REMO (+11)
1985 – 204 x 193 – REMO (+11)
1986 – 208 x 194 – REMO (+14)
1987 – 208 x 197 – REMO (+11)
1988 – 209 x 200 – REMO (+9)
1989 – 212 x 201 – REMO (+11)
1990 – 215 x 204 – REMO (+11)
1991 – 217 x 206 – REMO (+11)
1992 – 220 x 210 – REMO (+10)
1993 – 226 x 210 – REMO (+16)
1994 – 230 x 210 – REMO (+20)
1995 – 233 x 210 – REMO (+23)
1996 – 238 x 210 – REMO (+28)
1997 – 243 x 211 – REMO (+32)
1998 – 243 x 214 – REMO (+29)
1999 – 248 x 218 – REMO (+30)
2000 – 250 x 222 – REMO (+28)
2001 – 250 x 225 – REMO (+25)
2002 – 251 x 226 – REMO (+25)
2003 – 251 x 227 – REMO (+24)
2004 – 253 x 227 – REMO (+26)
2005 – 253 x 229 – REMO (+24)
2006 – 255 x 230 – REMO (+25)
2007 – 256 x 230 – REMO (+26)
2008 – 259 x 230 – REMO (+29)
2009 – 261 x 231 – REMO (+30)
2010 – 262 x 232 – REMO (+30)
2011 – 263 x 232 – REMO (+31)
2012 – 263 x 234 – REMO (+29)
2013 – 266 x 236 – REMO (+30)
2014 – 267 x 239 – REMO (+28)
2015 – 269 x 241 – REMO (+28)
2016 – 269 x 243 – REMO (+26)
2017 – 270 x 244 – REMO (+26)
2018 – 274 x 244 – REMO (+30)
2019 – 274 x 247 – REMO (+27)
2020 – 276 x 250 – REMO (+26)
2021 – 279 x 250 – REMO (+29)
2022 – 280 x 251 – REMO (+29)
2023 – 281 x 254 – REMO (+27)
2024 – 281 x 255 – REMO (+26)
2025 – 283 x 257 – REMO (+26)