A PRIMEIRA VEZ QUE O POVO PARAENSE ASSISTIU PRESENCIALMENTE A UM JOGO DA ELITE DO BRASIL
O futebol paraense vivia um momento especial em 1972 com a participação do Clube do Remo no Campeonato Nacional. Afinal, na época, era a primeira vez que um time do estado figurava na elite do futebol brasileiro – considerando o período pós-1971, antes da unificação do Campeonato Brasileiro. O Remo era retratado como a "Alegria do Povo".
Vindo de um bom resultado na estreia da competição contra o Vitória – 0 a 0, na Bahia –, o Leão Azul mirava agora o Vasco da Gama, no dia 13 de setembro. Era o reencontro do Mais Querido com a sua torcida que superlotou o Baenão com um público estimado em aproximadamente 25 mil torcedores. Era tanta gente que, já com a bola rolando e o primeiro tempo na reta final, a estrutura do estádio não suportou e o alambrado do lado da Travessa 25 de Setembro ruiu, paralisando a partida por alguns minutos.
Toda essa mobilização também era fruto da presença de Tostão na equipe carioca. Craque da Seleção Brasileira, ídolo do Cruzeiro e maior contratação do futebol brasileiro na época, o atacante concentrou a maior parte das atenções. Porém, quem esperava por um show de Tostão, o viu ser anulado por Caíto e o "futebol bonito" cruzmaltino ser neutralizado pela tranquilidade azulina, que rendeu um honroso empate sem abertura de contagem.
Foto: Revista O Leão na Taça (1972).
FICHA DO JOGO
13/09/1972.
REMO 0 X 0 VASCO-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Campeonato Nacional Divisão Extra 1972.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 115.615,00.
Árbitro: José Favilli Neto (SP).
Assistentes: Fernando Andrade (PA) e Jaime Batista (PA).
Remo: Dico; Aranha, Mendes, Dutra e Lúcio; Tito (Silva), Caíto e Hertz; Dionísio, Alcino (Roberto) e Peri. Técnico: João Avelino.
Vasco-RJ: Andrade; Paulo César, Moisés, Joel e Alfinete-RJ; Alcir e Bouglé; Jorge Carvoeiro, Silva (Roberto), Tostão e Gilson Nunes.


Nenhum comentário:
Postar um comentário