"NA GUERRA DAS MÁQUINAS, A AZUL FOI A MELHOR"
Essa foi a manchete do jornal A Província do Pará após a vitória do Remo sobre o Fluminense-RJ por 2 a 1, no Baenão, em 21/09/1975, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro.
O título fazia referência aos dois timaços que ambos possuíam. O esquadrão remista, tricampeão paraense invicto (1973/74/75), era conhecido como a "Máquina Azul". Já a "Máquina Tricolor" do Fluminense seria bicampeã carioca (1975/76).
A expectativa também era alta pela presença de Rivelino, tricampeão do mundo pela Seleção Brasileira. Mas quem brilhou naquele dia foi Alcino, o maior ídolo azulino, autor dos dois gols da vitória, de virada.
Enquanto isso, como o próprio jornal reportou, Riva daria o seu show à parte – mas de indisciplina. Não concordando com a não marcação de um pênalti, o craque tricolor partiu para cima do árbitro Armando Marques e foi expulso. Terminada a partida, tentou novamente agredir o juiz.
As Máquinas ainda fariam grandes campanhas naquela competição. Porém, prevaleceu a sensação de que ambos poderiam ter ido mais longe.
FICHA DO JOGO
21/09/1975.
REMO 2 X 1 FLUMINENSE-RJ.
Campeonato Brasileiro Série A/Copa Brasil 1975.
Estádio Evandro Almeida/Baenão.
Renda: Cr$ 277.133,00.
Árbitro: Armando Marques.
Assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Raimundo Nonato de Sousa.
Remo: Dico; Marinho, Dutra, Rui e Cuca; Elias e Nena; Zé Lima, Alcino (Caíto), Mesquita e Amaral. Técnico: Paulo Amaral.
Fluminense-RJ: Nielsen; Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Carlos Alberto (Cléber) e Zé Mário; Gil (Zé Roberto). Manfrini (Gil), Rivelino e Mário Sérgio. Técnico: Jair Rosa Pinto.
Gols: Alcino (16’/1T e 43’/1T); Manfrini (5’/1T).
Expulsões: Rivelino e Toninho.

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