Em pé: Marinho, Dico, Dutra, Aderson, Marajó e Luiz Florêncio; agachados: Leônidas, Bira, Wilfredo, Mesquita e Mego.
Foi em 02/10/1977 a última vez em que o Clube do Remo comemorou um título paraense no Baenão. Na ocasião, o Leão venceu a Tuna por 1 a 0, gol de Mareco, e conquistou o campeonato por antecipação.
Exatos 18.210 torcedores estiveram presentes no "Caldeirão Azulino". Desses, cerca de 10 mil pessoas invadiram o gramado para comemorar o título após o apito final. Era tanta gente, que nem foi possível para os jogadores fazerem a volta olímpica — acabou ficando para depois.
Mesmo campeão, o Leão ainda teve que cumprir seu último compromisso na competição no dia 09/10/1977, véspera do Círio. Nova vitória no Baenão, dessa vez sobre o Paysandu por 2 a 0, completando a festa azulina perante 16.770 pessoas e a reafirmação do título.
O time que venceu o Paysandu — Em pé: Marinho, Dico, Dutra, Marajó, Mareco e Luiz Florêncio; agachados: Wilfredo, Mesquita, Leônidas, Bira e Mego.
Imagens e referência: Jornal "A Província do Pará". Colaboração: Rocildo Oliveira.
Essa taça foi oferecida ao vencedor do Re-Pa do dia 15/03/1936, válido pelo Festival da Folha do Norte, na Curuzu. Porém, como a partida terminou empatada em 0 a 0, o troféu ficou sem dono, à priori. Posteriormente, no dia 21/04, Remo e Paysandu se enfrentaram novamente, agora pelo Festival Azulino, no Baenão. Em jogo emocionante, os rivais empataram em 4 a 4, quando os bicolores abandonaram o campo em protestos aos juiz no lance do quarto gol azulino e de pênaltis não marcados. O Remo foi declarado vencedor e ficou com a taça.
Quarto campeonato estadual mais antigo do Brasil — atrás apenas de São Paulo (1902), Bahia (1905) e Rio de Janeiro (1906) —, em 2008 o Campeonato Paraense completou 100 anos de história — o famoso "Parazão Centenário". Detentor dos maiores feitos no certame — tais como o heptacampeonato de 1913 a 1919 e o título 100% em 2004 —, o Clube do Remo não poderia deixar de adicionar mais esse simbólico título em sua galeria. Mas para isso teve que se reinventar...
Rebaixado para a Série C em 2007, o Remo iniciou o ano com o técnico que terminou a temporada anterior: Ronaldo Bagé. Entretanto, com um desempenho pífio nas quatro primeiras rodadas — duas derrotas (estas para Pedreira e Tiradentes nos dois jogos iniciais), uma vitória (2 a 0 sobre o São Raimundo) e um empate (1 a 1 com o Castanhal) —, Bagé foi demitido. Seu substituto foi ninguém menos que Artur Oliveira, ídolo como jogador, mas em sua primeira experiência como técnico.
Como de costume, a estreia do Rei Artur não poderia ser outra que não a vitória de 2 a 1 no Re-Pa de 02/03, gols de Marcelo Maciel e Lenílson, em 2 de março. Apesar disso, Artur não conseguiu classificar o Remo para as eliminatórias do turno, que terminou com três vitórias, dois empates e quatro derrotas. Mas no returno a história foi outra.
Contando com o retorno do Baenão, inicialmente interditado pelo Corpo de Bombeiros, o Mais Querido fez uma campanha quase perfeita, emplacando sete vitórias seguidas. Dos jogos em casa, o único não disputado no Evandro Almeida foi o Re-Pa em 11/05, do qual o Remo foi novamente vencedor, agora por 2 a 0, gols de Maurício — artilheiro remista no torneio com sete gols — e Garrinchinha. Nos dois últimos jogos, empate em 2 a 2 com a Tuna e derrota por 3 a 2 para o Ananindeua, assegurando o primeiro lugar.
Nas semifinais do returno, o Remo empatou com o São Raimundo em 1 a 1, passando graças a vantagem do empate. Em seguida, enfrentou o Paysandu na decisão, também em jogo único, no dia 22/06. Engasgados com os revezes anteriores, os bicolores proporcionaram um jogo movimentado e até saíram na frente do placar. Todavia, o Leão buscou a virada com dois tentos do inspirado Lenílson e ampliou através de Léo Guerreiro. O Paysandu ainda diminuiu, mas não impediu a terceira vitória azulina seguida no Re-Pa e o título da Taça Estado do Pará.
Por fim, na grande final do Campeonato Paraense, o Clube de Periçá iria batalhar com o competente Águia de Marabá, a força do interior, campeão da Taça Cidade de Belém e em franca ascensão. Os dois jogos foram disputados no Mangueirão. No primeiro, em 26/06, empate de 1 a 1. Já no segundo, dia 29, o Filho da Glória e do Triunfo não deu espaço para a zebra e venceu por 2 a 1, placar construído por Léo Guerreiro e Ratinho — o craque remista no campeonato. Festa dos mais de 30 mil remistas que gritavam a plenos pulmões: BICAMPEÃO!
CAMPANHA
Primeiro Turno — Taça Cidade de Belém
09/02 - Remo 0 x 1 Pedreira. 17/02 - Remo 0 x 1 Tiradentes. 21/02 - Remo 2 x 0 São Raimundo. 24/02 - Remo 1 x 1 Castanhal. 02/03 - Paysandu 1 x 2 Remo. 09/03 - Remo 0 x 0 Vila Rica-Cametá. 12/03 - Águia de Marabá 1 x 0 Remo. 16/03 - Tuna 0 x 1 Remo. 26/03 - Ananindeua 1 x 0 Remo.
Segundo Turno — Taça Estado do Pará
13/04 - Pedreira 0 x 3 Remo. 20/04 - Tiradentes 1 x 2 Remo. 27/04 - São Raimundo 0 x 1 Remo. 03/05 - Castanhal 2 x 5 Remo. 11/05 - Remo 2 x 0 Paysandu. 18/05 - Vila Rica-Cametá 0 x 2 Remo. 26/05 - Remo 3 x 1 Águia de Marabá. 01/06 - Remo 2 x 2 Tuna. 07/06 - Remo 2 x 3 Ananindeua.
Segundo Turno — Semifinal
12/06 - Remo 1 x 1 São Raimundo.
Segundo Turno — Final
22/06 - Remo 3 x 2 Paysandu.
Campeonato Paraense — Final — Taça Açaí
26/06 - Águia de Marabá 1 x 1 Remo.
(Marcelo Seabra/"O Liberal")
29/06 - Remo 2 x 1 Águia de Marabá.
(Marcelo Seabra/"O Liberal")
FICHA TÉCNICA — JOGO DO TÍTULO
REMO 2 X 1 ÁGUIA-PA. Campeonato Paraense de 2008 — Final (2º Jogo). Data: 29/06/2008. Local: Mangueirão. Público: 30.221 (total). Renda: R$ 301.500,00 Árbitro: Rodrigo Braqueto (SP). Remo: Adriano, Cicinho (Everton), Da Silva, Diego Barros e Levi; Diego Maciel, Marlon, Ratinho (Toninho) e Lenilson; Marcelo Maciel e Léo Guerreiro (Ramon). Técnico: Artur Oliveira. Gols: Léo Guerreiro (24'/1T), Ratinho (pênalti — 10'/2T).
O Clube do Remo ganhou duas taças denominadas "Sousa Castro" em 1921. A primeira foi no Festival só Brasil SC-PA em 13/03, após vitórias sobre o próprio Brasil (1 x 0) e Luso Brasileiro-PA (2 x 1). A segunda foi no Festival do Centro Acadêmico em 24/07, com triunfos sobre Luso Brasileiro-PA (2 x 0) e Brasil SC-PA (1 x 0).
Taça oferecida ao Clube do Remo pela firma Ferreira Costa e C. pela vitória no torneio eliminatório disputado no Baenão, em 15/08/1921, em prol da Basílica de Nazaré.
Taça ofertada ao vencedor do torneio eliminatório do Festival do Brasil Sport, disputado no Baenão, no dia 25/05/1920. O Remo a conquistou após vencer o Paysandu por 3 x 2 e o União Sportiva por 2 x 0.